General ex-aliado de Bolsonaro diz que Barroso cometeu crime

Paulo Chagas pediu ação da PGR em razão de declarações de ministro do STF sobre interferência militar nas eleições
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Barroso afirmou que as Forças Armadas "estão sendo orientadas" a desacreditar eleições
Barroso afirmou que as Forças Armadas "estão sendo orientadas" a desacreditar eleições | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O general da reserva Paulo Chagas criticou com contundência as declarações do ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso sobre suposto ataque das Forças Armadas ao processo eleitoral.

Em declaração em um evento internacional no último domingo, Barroso afirmou que as Forças Armadas “estão sendo orientadas” para atacar e tentar desacreditar o processo eleitoral. O ministro do STF ainda criticou “ataques totalmente infundados e fraudulentos ao processo eleitoral”.

Paulo Chagas foi candidato ao governo do Distrito Federal em 2018, com apoio de Jair Bolsonaro, mas depois rompeu com o presidente. Nesta segunda-feira, o general usou sua conta no Twitter para endossar a indignação do Ministério da Defesa sobre o caso. No entanto, o general da reserva foi além, falando em crime e pedindo ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Barroso.

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“O ministro Barroso praticou o crime militar de ofensa às Forças Armadas, artigo 219 do Código Penal Militar: propalar fatos, que sabe inverídicos, capazes de ofender a dignidade ou abalar o crédito das Forças Armadas ou a confiança que estas merecem do público. Pena: detenção de seis meses a um ano.”

“É cabível uma representação criminal para a PGR contra Barroso. Com a palavra o Ministério Público Militar.”

Rompimento com o presidente

Em 2018, Paulo Chagas contou com o apoio de Jair Bolsonaro na disputa do governo do Distrito Federal, pelo Partido Republicano Progressista (PRP). No entanto, o suporte do então líder da corrida presidencial não foi o bastante ao general, que ficou apenas em quarto lugar, com pouco mais 110 mil votos.

Tempos depois, Chagas acabou se afastando da base de apoio do presidente, adotando uma postura crítica à atual administração federal. Nas redes sociais, já chamou o ex-aliado de ‘vaidoso’ e ‘teimoso’. Neste ano, a expectativa é que o general concorra a uma vaga como deputado federal.

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