Girão cobra que CPI convoque Carlos Gabas, do Consórcio Nordeste

Se comissão não aprovar convocação, 'vai ser um tiro no pé', afirma senador
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Senador Eduardo Girão | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Senador Eduardo Girão | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) voltou a cobrar a convocação do ex-secretário Executivo do Consórcio Nordeste Carlos Eduardo Gabas para depor na CPI da Covid. O pedido seria votado na sessão desta quinta-feira, 10, mas foi retirado de pauta e deve ser analisado na próxima terça-feira 15.

A Oeste, Girão disse que uma eventual não convocação seria um “tiro no pé” da comissão que, segundo ele, “já está com a credibilidade lá embaixo”. O parlamentar afirma que o consórcio comprou respiradores da indústria da maconha e que os equipamentos nunca foram entregues, mas foram pagos.

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“Vai pegar muito mal para a comissão que já está com a credibilidade lá embaixo, pelo atropelos que eles têm feito, não ouvir o ex-secretário Executivo do Consórcio Nordeste, vai ser um tiro no pé. Mas eu vou pedir voto nominal para que fique claro quem está querendo, eventualmente, blindar a quem”, afirmou.

O pedido para retirar a convocação de Carlos Gabas da pauta foi feito pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Ao todo, três requerimentos pedem para que ele seja ouvido: um do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), um do senador Marcos Rogério (DEM-RO) e outro do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Motivos para convocação

Os senadores apontam que, no ano passado, o Consórcio Nordeste fez uma compra de ventiladores clínicos que é contestada por autoridades policiais. O contrato foi orçado em R$ 48 milhões e previa a entrega de 300 ventiladores, que nunca foram efetivamente repassados à rede pública.

A Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Ragnarok e levou à prisão dos donos da empresa Hempcare, que venderam e não entregaram os produtos. Segundo Humberto Costa, os recursos investidos não são federais e, portanto, fogem do escopo da CPI.

Eduardo Girão defendeu o requerimento e afirmou que as investigações estão federalizadas, pois estariam no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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