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Política

Greve de sindicato ameaça funcionamento do Pix

Servidores do Banco Central exigem reestruturação de carreiras

Banco Central Haddad Copom
Edifício-sede do Banco Central em Brasília | Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) informou, nesta segunda-feira, 25, que a nova fase da greve dos servidores da autoridade monetária pode afetar o funcionamento do Pix em todo o Brasil.

A categoria exige reestruturação completa da carreira. O Sinal quer que a autarquia comprometa-se a pagar ensino superior para técnicos, mude a nomenclatura de “analista” para “auditor” e estabeleça “bônus de produtividade”.

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

“A escalada da mobilização visa enfatizar (…) atrasos na implementação do Pix parcelado e de outras modalidades do Pix”, informou o Sinal “Esses atrasos poderão repercutir significativamente tanto para os serviços bancários como para o público em geral.”

De acordo com o Sinal, 70% dos sindicalizados aderiram à paralisação, que poderia ter acabado, não fosse José Lopez Feijó, secretário de Relações do Trabalho do ministério. Conforme o Sinal, Feijó recusou-se a dar uma data para apresentar uma contraproposta aos sindicalistas. Dessa forma, os funcionários permaneceram de braços cruzados.

Volta do “imposto sindical” vai abastecer grupo que ameaça o Pix com greve

Em 11 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu sinal verde para a cobrança da “contribuição assistencial”, desencadeando um debate intenso, incertezas e potenciais disputas legais.

O acórdão deixou diversas lacunas que alguns sindicatos já estão explorando, inclusive, exigindo o pagamento retroativo da contribuição dos últimos cinco anos.

Um ponto controverso decorrente dessa decisão é a porcentagem substancial cobrada por alguns sindicatos e as dificuldades enfrentadas pelos empregados ao tentar recusar o pagamento. Especialistas classificaram essas práticas como abusivas.

A decisão do STF determinou que é constitucional cobrar taxas de empregados não sindicalizados, desde que aprovadas em assembleia. Também foi afirmado o direito de oposição, ou seja, a possibilidade de recusar o desconto.

Leia também: “O governo da desordem”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 183 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    É para isso que servem os Sindicatos! Sem eles, o mercado se ajustaria e, certamente, não haveria desvio de dinheiro dos bolsos dos trabalhadores para os bolsos de quem nada produz, bem como não haveria tanto tumulto e prejuízos nas áreas de ação de suas empresas!

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