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Política

Hugo Motta atua nos bastidores para evitar crise sobre anistia

Presidente da Câmara busca alternativa ao projeto que livra condenados do 8 de janeiro

Hugo Motta
Na tentativa de esvaziar o tema, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a soltura de 15 réus desde o fim de março | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atua nos bastidores para evitar o avanço do projeto que concede anistia total aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro.

A proposta, apoiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, provoca forte reação aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pode desencadear uma nova tensão institucional.

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Motta tem mantido conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lideranças políticas e integrantes do Judiciário. O objetivo é construir um consenso que evite o desgaste entre os Poderes.

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Embora o Partido Liberal demonstre já ter obtido as 257 assinaturas necessárias para levar o projeto direto ao plenário, a decisão de pautar ou não a proposta segue nas mãos do presidente da Câmara.

Lideranças parlamentares ainda buscam uma fórmula que seja palatável para todos os lados. Entre as alternativas em debate, estão a redução das penas mínimas para crimes contra o Estado Democrático de Direito e mudanças pontuais na lei da anistia.

Um indulto presidencial chegou a ser cogitado, mas não encontrou apoio no Planalto. Os magistrados do STF resistem à revisão ampla das condenações e veem com bons olhos a progressão natural das penas.

Conforme a legislação, réus já podem começar a deixar a prisão em maio, ao completar um sexto da pena — como é o caso de quem foi condenado a 14 anos de reclusão.

Na tentativa de esvaziar o tema, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a soltura de 15 réus desde o fim de março. Até então, ele havia liberado apenas um.

A medida reduziu o número de presos pelos atos de janeiro para 131, entre eles, 42 estão sob prisão provisória e cinco em regime domiciliar.

Projeções sobre anistia alimentam negociações no Congresso e no STF

Entre os 1.586 acusados pela Procuradoria-Geral da República, 1.099 respondem por crimes considerados leves, como a permanência indevida em frente aos quartéis do Exército.

As penas impostas ao grupo giram em torno de um ano de detenção, geralmente convertidas em prestação de serviços e cursos sobre democracia.

Os outros 487 casos envolvem supostos delitos mais graves, como tentativa de golpe e depredação de patrimônio público. As penas para esse grupo vão de 11 a 17 anos de prisão, dependendo da magnitude.

+ Leia também: “Portinho defende ‘anistia ampla, geral e irrestrita'”

A cúpula da Corte tenta dissuadir o Congresso Nacional de avançar com a anistia total, apostando na libertação gradual dos presos como sinal de moderação.

O ministro Gilmar Mendes, um dos interlocutores mais ativos entre os Poderes, declarou que não há ambiente político para discutir anistia ampla. Nesse sentido, ele defende a análise individual de cada caso.

Além disso, Motta intensificou a interlocução com os magistrados. Nas últimas semanas, ele se reuniu com ao menos seis integrantes do STF, com destaque para Gilmar e Moraes. Um jantar com os dois ocorreu dias antes do julgamento que tornou Bolsonaro réu por suposta tentativa de golpe de Estado.

Enquanto isso, o Supremo se prepara para retomar julgamentos relacionados ao 8 de janeiro. No dia 25 de abril, o caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos — que pichou a frase “perdeu, mané” na estátua do tribunal — volta à pauta.

Já o ministro André Mendonça quer levar ao plenário quatro ações de réus pelos ataques, mas ainda aguarda definição do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

+ “Com mais de 260 apoiadores, PL quer pautar a anistia ainda neste mês”

6 comentários
  1. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    Não se esqueçam que em 2026 tem eleições e que a grande maioria do povo desse país defende a anistia.

    1. argolo wellington pereira
      argolo wellington pereira

      #Votos eletrônicos auditaveis e impressos ja na próxima eleição. Vamos meu povo exigir que esse projeto seja colocado em prática…

  2. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    Esse sujeito está começando a vida política da pior forma possível se juntando ao que há de pior na política atual e ele ainda parece não ter aprendido a lei da sobrevivência nesse meio , e fica tentando fugir e se esconder e deixar que as coisas se resolvam sozinhas ou através de outros para qua saia limpinho , ele devia pensar melhor em que futuro político almeja para si porque o que fizer agora vai ficar marcado em sua biografia e depois não vai adiantar chorar porque com o advento da internet os flagrantes são perpétuos , alguém devia dizer isso a ele.
    Put’s que jantarzinho indigesto heim?
    A solução não é difícil , basta criar uma lista negra dos que votarem contra a anistia e manter na net para consulta em 2026 que está logo aí , e essa lista vai indicar em quem ” não votar” simples assim .
    E isso valeria para câmara e senado ,
    Então eu quero ver o cara se justificar na campanha já que a internet não perdoa e é perpetua .

  3. Valdinei Soares De Oliveira
    Valdinei Soares De Oliveira

    Mais um sujeito que apoia qualquer governo: Si hay gobierno, soy a favor”

  4. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Esse canalha já está carimbado como um novo Pacheco.

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