Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, segue em busca da bênção do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Depois de algumas tentativas frustradas, chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) voltou a pedir, nesta sexta-feira, 28, por uma reunião com Alcolumbre.
“Em algum momento, ele vai me atender”, disse Messias, sobre as recusas do presidente do Senado em atendê-lo. “Estou trabalhando para isso.”
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A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está marcada para o dia 10 de dezembro, o que dá cerca de duas semanas para que o Palácio do Planalto conquiste o apoio dos senadores ao indicado de Lula. O governo considera o prazo curto, principalmente considerando a resistência da Casa ao nome advogado-geral.
Repercussão no Senado da indicação de Jorge Messias ao STF
A indicação de Lula contrariou parte do Senado, incluindo Alcolumbre. O nome preferido dos senadores para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso era o de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Congresso.
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Para se tornar ministro do STF, o atual chefe da AGU precisa de 41 dos 81 votos do Senado.
Jorge Messias começou, nesta semana, a sua romaria pelo Senado em busca de apoio. Ele esteve com diversos senadores ao longo da semana, incluindo o relator da indicação na CCJ, Weverton Rocha (PDT-MA). Na próxima segunda-feira, 1º, o senador deverá apresentar um relatório recomendando a aprovação — ou rejeição — do indicado ao Supremo.
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