publicidade
Política

Justiça absolve Aécio Neves de acusação de corrupção

Deputado foi acusado de receber R$ 2 milhões em propina de Joesley Batista

doria aécio neves PSDB
Deputado Aécio Neves (PSDB/MG) chegou a ser afastado do mandato de senador, em 2017 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) manteve a decisão de primeira instância e absolveu o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) da acusação de corrupção passiva por ter supostamente recebido propina de R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, dono da J&F.

Também eram réus e foram absolvidos pela decisão unânime desta quinta-feira, 26, a irmã de Aécio, Andrea Neves; o primo, Frederico Pacheco de Medeiros; e o ex-assessor parlamentar de Mendherson Souza Lima.

Receba nossas atualizações

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), em 2017, quando o tucano era senador, recebeu propina do empresário Joesley Batista para atuar em favor do Grupo J&F no Congresso Nacional. 

+ Barroso participa de festa com Joesley Batista

As quatro parcelas de R$ 500 mil foram recebidas, entre fevereiro e maio de 2017, por Frederico Pacheco e Mendherson Lima, de acordo com a acusação. O pagamento a Aécio Neves foi comprovado por gravações entregues à Justiça por Joesley, que fez acordo de delação premiada com o MP.

Quando o conteúdo da delação de executivos da J&F foi revelado, Aécio alegou que pediu o dinheiro como um empréstimo para pagar advogados.

Em setembro de 2017, os ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram o afastamento do mandato e o recolhimento noturno de Aécio, então senador, em casa. No mês seguinte, o Senado derrubou a decisão, e Aécio retomou as atividades parlamentares.

Corrupção de Aécio Neves não foi comprovada, afirma tribunal

leniência irmãos batista
Wesley e Joesley Batista, do Grupo J&F | Foto: Reprodução

Entretanto, prevaleceu a tese da defesa, de que as gravações foram uma armação e de que o dinheiro, de fato, recebido por Aécio e outros acusados, era referente à venda de um imóvel da família Neves, avaliado em cerca de R$ 20 milhões, ofertado a Joesley Batista.

“O valor de R$ 2 milhões foi reconhecido como um adiantamento da transação e não como propina”, disse em nota o escritório de Alberto Toron, responsável pela defesa de Aécio.

+ CVM forma maioria para absolver irmãos batista

Sem reconhecer o crime de corrupção passiva, o desembargador Fausto de Sanctis, em seu voto, apontou indícios de infrações éticas, ato de improbidade administrativa e possíveis infrações tributárias na venda do apartamento e pretendia determinar a apuração dos fatos.

Entretanto, o relator José Lunardelli e o desembargador Nino Toldo, rechaçaram o pedido, alegando que o MPF acompanha o caso e que não caberia à Justiça cobrar apuração.

3 comentários
  1. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    O Brasil conseguiu um feito inédito no mundo. Uma coisa q nenhum país no globo terrestre ja obteve ou um dia terá. O Brasil simplesmente acabou com a corrupção já q nunca mais alguém será investigado, acusado, julgado e preso por corrupção com roubo do dinheiro público. Óbvio q isso é válido somente para aqueles q gozam do poder atualmente e seus asseclas. Todos os demais e principalmente a direita q se cuidem, pois essa constatação não serve para vocês. Se gravarem um Bolsonarista pedindo um elástico numa loja de material de escritório vão dizer q aquilo é sinal de propina. Delação, foto, filmagem, gravação ou papel assinado e timbrado! Nada disso servirá como prova de corrupção se o fulano ou fulana pertencer ao espectro político da sinistra, como dizem os italianos.

  2. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Mas o problema do Brasil é Jair Bolsonaro.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade