Justiça decreta prisão preventiva de acusados de bloqueios em MT

Eles podem ser punidos, entre outras coisas, por tentativa de homicídio qualificado
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Na BR-163, manifestantes atearam fogo em pneus
Na BR-163, manifestantes atearam fogo em pneus | Foto: Reprodução/Twitter

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de três acusados de participar dos bloqueios de rodovias no município de Nova Mutum (MT). A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Os presos são investigados pelos crimes de atentado contra a segurança dos meios de transporte, tentativa de homicídio qualificado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Vilso Gabriel Brancalione, Felipe Carvalho Duffeck e João Pedro de Lima Ceolin teriam furtado pneus de uma borracharia e ateado fogo neles, no meio da BR-163, com o objetivo de interditar o trânsito de veículos. Os manifestantes protestam contra a falta de isonomia do processo eleitoral, que culminou na eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.

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Ao serem abordados pela Polícia Militar de Mato Grosso, Brancalione, Duffeck e Ceolin teriam atirado contra os policiais. Eles fugiram do local minutos depois, em uma caminhonete. O veículo acabou abandonado em uma propriedade rural.

“Todas essas circunstâncias revelam uma conduta premeditada, organizada, continuada e com nítida escalada de violência, tendente a obstruir a livre circulação de pessoas e veículos no Estado de Mato Grosso, tudo com o aparente objetivo de impugnar o resultado das urnas, cujo resultado já foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral”, sustentou o juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara de Mato Grosso.

Em depoimento à Polícia Militar, os investigados confessaram ter retirado as placas de identificação da caminhonete. Eles também confirmaram que a motivação dos crimes seria o descontentamento com o resulto das eleições presidenciais.

Leia mais: “A direita está aí”, reportagem de Cristyan Costa e Edilson Salgueiro publicada na Edição 137 da Revista Oeste

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10 comentários Ver comentários

  1. Na realidade, este tipo de comportamento não é comungada com 99,9% dos manifestantes que lutam contra a ascenção do comunismo em nosso país.
    Queremos eleições limpas.

  2. Infelizmente eles saberão que de nada adiantou seus esforços em prol de um país que está mais preocupado com a Copa da Mundo do que um marginal ocupando o poder. Quando na solidão do cárcere eles não tiverem com quem conversar, um filho para abraçar, a esposa para confortar, saberão que o sistema é maior que eles e que esse povo desprezível não merece sacrifício de ninguém. Porém, infelizmente será tarde demais….

  3. Não reconheço mais o Ministério Público. Virou “procurador do rei”. Deixou de ser o defensor da sociedade, como ditava a falecida Carta de 88.

  4. É desanimador ler e assistir às notícias. STF 1000 x conservadores 0. Essa situação desperta nossos piores sentimentos.

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