Lewandowski acode Lula e pressiona Lava Jato

Ministro do Supremo Tribunal Federal deu 48 horas para a força-tarefa de Curitiba conceder ao ex-presidente acesso à leniência da Odebrecht
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Lewandowski foi indicado ao STF depois de a então primeira-dama Marisa Letícia indicá-lo a Lula | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL
Lewandowski foi indicado ao STF depois de a então primeira-dama Marisa Letícia indicá-lo a Lula | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL | Lewandowski foi indicado ao STF depois de a então primeira-dama Marisa Letícia indicá-lo a Lula | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

Ministro do Supremo Tribunal Federal deu 48 horas para a força-tarefa de Curitiba conceder ao ex-presidente acesso à leniência da Odebrecht

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Lewandowski foi indicado ao STF depois de a então primeira-dama Marisa Letícia indicá-lo a Lula
Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski atendeu a um pedido de Lula na quarta-feira 2. O juiz determinou que a Lava Jato de Curitiba libere o acesso aos anexos do acordo de leniência da construtora Odebrecht em até 48 horas para a defesa do petista. A ordem do magistrado diz respeito a todos os documentos que citam o ex-presidente e dão base para a ação penal sobre a suposta compra de um terreno para o Instituto Lula, em São Paulo. A defesa tentava obter acesso aos anexos há quase desde setembro de 2017.

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No início do mês passado, a Segunda Turma do STF já havia autorizado o acesso dos documentos à defesa. Contudo, a 13ª Vara Federal de Curitiba pediu manifestação do Ministério Público Federal (MPF) e da Odebrecht antes de liberar os anexos. Conforme Lewandowski, a medida “pareceu afrontar” a decisão da Corte: “A Segunda Turma emitiu uma determinação clara e inequívoca. Que o juízo de origem assegurasse ao reclamante amplo e incondicional acesso a tudo aquilo que o incrimine ou possa vir a incriminá-lo”.

O escândalo

Além disso, o magistrado também decidiu que o prazo para as alegações finais não será aberto antes que seja realizado o julgamento da reclamação da defesa de Lula sobre o pedido da Lava Jato por manifestação do MPF e da Odebrecht, para que o petista tivesse acesso aos anexos. O processo contra Lula apura o envolvimento do ex-presidente em suposto esquema de favorecimento à Odebrecht em contratos firmados com a Petrobras. O escândalo teria envolvido o pagamento de vantagem indevida de R$ 75,4 milhões ao PT e a lavagem de outros R$ 12,4 milhões ao ex-presidente.

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