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Política

Lula ignora crise fiscal e diz que não quer mais corte de gastos

Para o presidente, o foco da política econômica deve ser a arrecadação e o desenvolvimento sustentável do país

30.01.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio da Silva, durante coletiva à imprensa, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF)
30.01.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio da Silva, durante coletiva à imprensa, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em uma coletiva no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, no momento, seu governo não planeja implementar novas medidas fiscais. No entanto, admitiu a possibilidade de reavaliar essa necessidade no futuro, caso surja.

“Não tem [sic] outra medida fiscal”, disse. “Se apresentar ao longo do ano a necessidade, podemos discutir. Mas, se depender de mim, não tem [sic] outra medida fiscal. Vamos pensar no desenvolvimento saudável do país.”

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Lula quer foco na arrecadação e na responsabilidade fiscal

O chamado ‘dinheiro esquecido’ foi incorporado como compensação à desoneração da folha de pagamentos | Foto: Reprodução/Flickr
Presidente nega existência de rombo fiscal em sua gestão | Foto: Reprodução/Flickr

Lula enfatizou que a política fiscal do governo deve concentrar-se na arrecadação, sem promover cortes nos direitos das classes mais vulneráveis. “Não existiu rombo fiscal”, afirmou Lula. “Existiu no governo passado. Neste governo, não haverá irresponsabilidade fiscal.”

A entrevista ocorreu em meio a mudanças na Secretaria de Comunicação Social (Secom). Agora, Sidônio Palmeira assume a posição de chefe da pasta e sinaliza a intenção de dar maior visibilidade às ações presidenciais.

Nesta semana, a administração federal celebrou um recorde de arrecadação para o ano de 2024 — um total de R$ 2,65 trilhões (aumento real de 9,62%). Este é o maior valor registrado desde o início da série histórica, em 1995.

A Receita Federal destacou que esse resultado foi alcançado depois da implementação de medidas para reforçar o caixa, além do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da elevação dos preços.

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Esses fatores permitiram ao governo petista encerrar as contas de 2024 dentro da meta fiscal estabelecida, com um déficit de 0,1% do PIB, dentro da margem limite de 0,25% negativo.

Pressões políticas e econômicas

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Diogo Zacarias/MF

Desde o início de seu terceiro mandato, Lula tem enfrentado pressão tanto da oposição quanto de setores da economia para reduzir despesas e assegurar o equilíbrio das contas públicas.

No final do ano passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enviou ao Congresso Nacional um pacote de medidas fiscais. A proposta, no entanto, foi desidratada durante o processo legislativo e aprovada apenas no final de dezembro de 2024, no fim dos trabalhos legislativos.

Leia também: “Tarifaço à vista”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 253 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    Ele acha q é assim q funciona e pronto. Q não haverá consequências dessa decisão. A esquerda, q chama os outros diferentes dela de negacionistas para tudo, nunca admitiu a ciência econômica. Luladrão acha q o negócio é arregaçar arrecadando e gastar tudo q entra e muitos mais q um pouco, gerando super déficit. Ele esquece q o tal mercado são as pessoas q são obrigadas a pagar esses impostos escorchantes e pessoas e empresas q compram os títulos do tesouro financiando o governo desse cachaceiro. Haverá reação. Não dá para ter na sociedade um governo q não está nem aí para as contas públicas.

  2. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Num a vi ele usar um apontamento , tipo lápis, papel . Nem a sua mesa não de e praticar a escrita. Imagine fazer uma conta

  3. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Num a vi ele usar um apontamento , tipo lápis, papel . Nem a sua mesa não de e praticar a escrita. Imagine fazer uma conta

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