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Política

Moraes vê 'risco concreto de evasão' e mantém a prisão de Bolsonaro

Ex-presidente se encontra na casa que mantém em Brasília

jair bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, durante julgamento no STF — 10/6/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Nesta segunda-feira, 13, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, o juiz do STF preservou as medidas cautelares, entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar as redes sociais.

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Em 23 de setembro, a defesa havia pedido a revogação. A Procuradoria-Geral da República (PGR), contudo, se manifestou pelo indeferimento ao sustentar que Bolsonaro desobedeceu a ordens judiciais anteriores.

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Conforme Moraes, persiste “risco concreto de evasão”, descumprimento de ordens judiciais e ameaça à aplicação da lei penal. O ministro considerou que a prisão é necessária para “assegurar a aplicação da lei penal” e a condenação por suposta tentativa de golpe. Apesar do argumento da Justiça, o ex-presidente está com o passaporte apreendido desde fevereiro do ano passado, em virtude de ação policial.

Argumentos da PGR sobre Bolsonaro acolhidos por Moraes

alexandre de moraes
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sessão plenária no STF | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

No parecer contrário à soltura, a PGR observou que Bolsonaro “teve a sua liberdade condicionada à estrita observância das medidas cautelares fixadas”. Embora o ex-presidente tenha sido advertido, “não apenas deixou de cumprir o comando judicial, como também anunciou publicamente a sua intenção de desobedecer”.

Para a PGR, o comportamento de Bolsonaro caracteriza “ato deliberado de afronta à autoridade do STF”, previsto no artigo 282, §§ 4º e 5º, do Código de Processo Penal, que autoriza a adoção de providências mais rigorosas diante da “desobediência”.

De acordo com a PGR, as cautelares são “imprescindíveis para evitar a fuga do distrito da culpa e assegurar a execução da pena recentemente imposta pela 1ª Turma”.

Sustentação da defesa

Os advogados lembraram que a PGR afirmou que qualquer nova acusação dependeria de “novas descobertas investigativas”, o que, no entendimento da defesa, reforça a ausência de fundamento para as medidas cautelares.

Ademais, sustentaram que a ação na qual Bolsonaro já foi condenado se encontra instruída e julgada, inexistindo risco à investigação ou à aplicação da lei penal.

Por isso, concluíram não haver “periculum libertatis” — risco decorrente da liberdade — capaz de justificar a continuidade da prisão domiciliar.

Leia também: “A nova caixa-preta de Brasília”, reportagem publicada na Edição 291 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    Xandão, rumo a prisão 🤨🤔⚖️👹

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Jogar dentro das quatro linhas ,com esse consórcio mostrou ser um mau negócio .
    A lei é interpretação deles , não existe constituição,existe a vontade deles .
    O povo elege ,eles cassam .

  3. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    A Ditadura da Toga supera a Ditadura dos Militares. Enfim, a Igreja continua recebendo Ditadores e ignorando os Direitos Humanos

  4. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Tanto o DITADOR como o Pet do Sapo sonham com a mandioca !

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