Aliados históricos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), manifestaram tristeza com o petista. Isso porque o chefe do Executivo passou a ter uma relação mais fria com os grupos que endossaram sua candidatura ao Palácio do Planalto.
“Não é razoável, pensando na parceria que construímos nos últimos tempos, o Lula não ter recebido o MST”, afirmou João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST.
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Os grupos afirmaram que houve um relacionamento mais próximo com o governo, se comparado com o período do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, apelaram para mais encontros diretos, alegando que isso poderia beneficiar o governo petista aos olhares estrangeiros.
João Pedro Stedile, uma das principais lideranças do movimento, prestou depoimento à CPI do MST na Câmara dos Deputados, em agosto do ano passado. Ele e Rodrigues se reuniram com Lula no Palácio do Planalto, na ocasião.
Segundo João Paulo Rodrigues, houve uma sinalização do chefe do Executivo para receber a direção nacional do MST. O petista ainda teria prometido comparecer a um assentamento, o que não ocorreu.
Para o MST, o governo é dele
A coordenadora nacional do MST, Ceres Hadich, chamou a gestão Lula de “nosso governo”. A afirmação foi registrada em vídeo publicado no último domingo, 31.
A publicação é um balanço das ações do movimento em 2023. Em sua fala, Ceres exaltou a retomada de políticas públicas “caras” ao movimento: o Plano Safra e o Programa de Aquisição de Alimentos.
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“As políticas públicas são fundamentais para a gente entender que o Brasil está voltando para os eixos”, afirmou a militante do MST. “Mais que isso, para a gente entender que o nosso país segue em permanentes disputas, que vão ser determinadas pela luta social.”
Ceres celebrou a volta de Lula ao poder e disse que 2023 foi um ano de “reconstrução e retomada da esperança”. Ela também afirmou que o MST teve um papel importante na campanha eleitoral de 2022.
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Para a militante, o resultado eleitoral representou a reconquista de “um governo nosso e do povo brasileiro”.
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