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Política

Nikolas celebra mobilização durante caminhada: 'O Brasil é nosso'

Deputado defende novas manifestações populares pelo país

Nikolas Ferreira organizou a Caminhada pela Liberdade | Foto: Revista Oeste
A declaração do sacerdote se refere ao voto de Nikolas contra a medida provisória 1.313/2025, que alterou as regras do antigo programa Gás dos Brasileiros | Foto: Revista Oeste

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a Caminhada da Liberdade, realizada ao longo de sete dias entre Paracatu (MG) e Brasília, representou uma demonstração de mobilização popular e de retomada da coragem para manifestações públicas. A declaração foi feita em entrevista ao Oeste sem Filtro desta segunda-feira, 26, depois de o parlamentar percorrer cerca de 255 quilômetros a pé, acompanhado por apoiadores que se juntaram ao trajeto ao longo do caminho.

Segundo Nikolas, os primeiros dias da caminhada foram marcados principalmente pela fadiga. “Confesso que nos primeiros dias, o cansaço físico foi o que mais apertou”, disse. Ele relatou que nunca havia caminhado uma quilometragem tão extensa por dia e comparou o esforço a completar “uma maratona a cada dia que passava”.

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O deputado afirmou que, além do desgaste físico, houve dificuldades relacionadas ao crescimento do número de participantes. “Enquanto ia crescendo a caminhada, mais pessoas chegavam e a gente não sabia como fazer”, declarou. De acordo com ele, crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida se aproximavam para acompanhar o trajeto, o que exigiu organização para evitar acidentes.

Nikolas relatou ainda que enfrentou chuva intensa e frio em vários trechos do percurso, o que, segundo ele, contribuiu para o desgaste mental. Ainda assim, afirmou que recebeu apoio frequente da população ao longo do caminho. “As pessoas dando café, dando água, Gatorade no meio do trajeto”, disse. “Era muito revigorante.”

Como surgiu a ideia

Perguntado sobre a origem da iniciativa, Nikolas afirmou que a ideia surgiu em julho de 2025, em um contexto de inquietação. “Eu estava extremamente angustiado de não ter meios de ação”, declarou. Segundo ele, a caminhada surgiu como uma alternativa a outras formas de mobilização que, em sua avaliação, poderiam gerar riscos ou restrições.

O deputado disse que decidiu colocar o plano em prática ao chegar a Paracatu, depois de um período de reflexão. “Vou dormir essa noite, vou orar, e se amanhã de manhã sentir que é o momento, vou fazer”, afirmou.

Durante a entrevista, Nikolas comparou a caminhada a experiências históricas de mobilização e afirmou que o objetivo não era pessoal. “É por uma causa que não é por uma pessoa, não é por mim ou por ninguém mais, mas é por um país todo”, disse. Ele acrescentou que a participação popular superou expectativas, inclusive em momentos de chuva intensa, e afirmou que se surpreendeu ao ver pessoas caminhando descalças.

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Os próximos passos de Nikolas

Indagado sobre os efeitos práticos da mobilização, Nikolas afirmou que percebeu um aumento do engajamento popular depois do encerramento da caminhada. “Hoje mesmo, recebi uma mensagem de uma pessoa dizendo assim: ‘Cara, hoje bateu um vazio, eu gostaria que tivesse a caminhada”, relatou.

O deputado defendeu novos atos de forma espontânea. “Manifestação não tem monopólio de ninguém”, afirmou. Segundo ele, o protagonismo deve ser das pessoas, não de lideranças políticas, ao acrescentar que incentivou participantes a gravarem vídeos e convocarem outros cidadãos por conta própria.

Nikolas também comentou expectativas em relação ao Congresso Nacional. De acordo com ele, a pressão popular pode influenciar o comportamento de parlamentares, ao citar como exemplo a possibilidade de derrubada de vetos presidenciais. Perguntado sobre projetos de interesse da oposição, como o fim do foro privilegiado, o deputado avaliou que o avanço dessas pautas depende da composição do Parlamento. “Com a matéria-prima que temos hoje, com o Congresso que temos hoje, acho extremamente difícil”, declarou.

Ao final da entrevista, Nikolas reafirmou que a Caminhada da Liberdade não teve como objetivo central a chegada a Brasília, mas o percurso e a mobilização gerada. “A coisa vai tomando corpo”, disse, ao defender novas manifestações em diferentes regiões do país. Ao final de sua participação, afirmou: “Saiba que esse Brasil é nosso e estou realmente muito feliz em saber que nunca estaremos sozinhos”.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Alice Maria Gaspar Godinho Cruz
    Alice Maria Gaspar Godinho Cruz

    O Nikolas acordou o Brasil demonstrando coragem e perseverança.

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