A nova ministra da Igualdade Social, Rachel Barros, assumiu a cadeira deixada por Anielle Franco (PT) no dia 1º de abril. Ela é doutora em sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ativista dos Direitos Humanos. Também é ex-passista da Estação Primeira de Mangueira, escola de samba da elite do carnaval carioca.
Rachel é a segunda ministra da pasta, criada em 2023 no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de assumir o cargo, atuava como secretária-executiva do ministério. Antes, havia chefiado a Assessoria Especial da então ministra Anielle, que recomendou seu nome para o comando do órgão. O presidente confirmou a nomeação no dia 31 de março.
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A indicação foi comemorada pela escola de samba onde foi passista. A Mangueira publicou mensagem de felicitação a Rachel, a quem se referiu como “filha fiel, ex-passista e filha de Oyá”.
Annielle decidiu concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, nas eleições de outubro. Por causa disso, precisou se desincompatibilizar do Governo.
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Ao assumir o cargo, Rachel Barros afirmou que as lutas do movimento negro resultam na sua chegada à chefia do Ministério da Igualdade Racial.
“Ocupar o cargo de ministra da Igualdade Racial é saber que tenho sobre os ombros o trabalho secular de milhares de mulheres negras e homens negros”, disse Rachel. “Falo isso com a responsabilidade e a honra que esse cargo merece, por ser resultado das lutas dos movimentos negros nesse país.”
Declaração na ONU como ministra
Participando pela primeira vez como ministra, Rachel Barros discursou no Fórum Permanente de Afrodescendentes e afirmou que “não há justiça sem verdade histórica”.
A ministra citou a resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas que reconhece o tráfico transatlântico de escravizados como crime contra a humanidade.
Rachel Barros disse que o gesto reforça o debate sobre memória e reparação histórica e consolida o compromisso do Brasil com a agenda de igualdade racial.
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Nesse governo pode entrar qq um , não faz diferenca