O ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella escalou o advogado criminalista Pierpaolo Bottini para assumir a sua defesa técnica. Os agentes da Polícia Federal (PF) prenderam o político do União Brasil nesta quinta-feira durante as ações da Operação Unha e Carne. Os investigadores apontam o ex-mandatário e pré-candidato ao Senado como o chefe da ala política de uma quadrilha que usava comércios de combustíveis para lavar dinheiro.
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A movimentação financeira do bando criminoso alcançou a cifra de R$ 7,6 bilhões no Estado do Rio de Janeiro. O novo defensor do político atua no mercado de alta finança e prestou serviços jurídicos para o empresário Daniel Vorcaro até o mês de março.
Defensor possui histórico de peso na advocacia e no governo
Pierpaolo Bottini carrega o título de professor livre-docente do Departamento de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP), instituição onde também concluiu os seus cursos de mestrado e doutorado. O advogado comandou cargos de confiança no primeiro escalão do governo federal no passado. Ele chefiou a Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça entre os anos de 2005 e 2007.
O profissional também dirigiu o Departamento de Modernização Judiciária da pasta e atuou como conselheiro titular do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. O currículo de Bottini inclui uma passagem pela comissão de juristas da Câmara dos Deputados encarregada de sugerir alterações na lei de drogas em 2019. Ele também já avaliou candidatos em concursos públicos para juiz federal da Terceira Região.
Polícia Federal vasculha movimentações bilionárias em postos
A equipe policial tenta mapear o destino dos bilhões que passaram pelas contas das empresas suspeitas na Baixada Fluminense. O Ministério Público acompanha os depoimentos dos investigados para descobrir se o esquema abasteceu campanhas políticas nos últimos anos. Os agentes recolheram computadores, mídias digitais e documentos na residência do ex-prefeito logo que o dia amanheceu.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mantém o jurista na coordenação do Observatório de Liberdade de Imprensa do Conselho Federal. A banca de advogados de Bottini iniciou o estudo dos termos do inquérito sigiloso para protocolar os pedidos de liberdade provisória nos tribunais superiores. O partido União Brasil aguarda o posicionamento dos juízes para decidir o futuro da chapa ao Senado.
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