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Política

Oposição reúne assinaturas para prorrogar CPMI do INSS

Grupo alcançou o apoio de 175 deputados federais e 29 senadores para garantir a continuidade dos trabalhos da comissão

Reunião da CPMI do INSS para tomar depoimento do presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Américo Monte Júnior | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Reunião da CPMI do INSS para tomar depoimento do presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Américo Monte Júnior | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A oposição no Congresso conseguiu as assinaturas para prorrogar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até o dia 26 de julho do ano que vem. 

O grupo alcançou o apoio de 175 deputados federais e 29 senadores para garantir a continuidade dos trabalhos da comissão.

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O pedido de prorrogação permite que a CPMI prossiga até poucas semanas antes do começo da campanha eleitoral, marcada para 16 de agosto de 2025. O colegiado tem sido visto como um ponto de pressão para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Justificativa para a prorrogação da CPMI

Os deputados e senadores da oposição usaram as seguintes justificativas para protocolar o requerimento:

  • volume de evidências reunidas; 
  • necessidade de conclusão de oitivas e análise documental pendentes; e 
  • complexidade técnica da matéria e da relevância institucional de se exaurir a investigação com profundidade.

“A prorrogação do prazo de funcionamento da CPMI do INSS se impõe como medida indispensável para assegurar a elaboração de um relatório final consistente”, afirma o trecho do documento.

Em entrevista à edição desta quinta-feira, 18, do programa Arena Oeste, o deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ) afirmou que a CPMI representa “a pior coisa que poderia acontecer para o governo Lula”

Prejuízos a aposentados e pensionistas

Segundo Lima, a comissão já realizou cerca de 30 sessões e revelou indícios de envolvimento de sindicatos, operadores financeiros e agentes públicos.

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O parlamentar também afirmou que o esquema causou prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas.

Leia mais: “A desordem estratégica do governo na CPMI do INSS”, reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 300 da Revista Oeste

“Você não imaginar que esse núcleo de poder, que movimenta bilhões, não tem ligação política nem caixa financiando campanhas de políticos, é muita inocência”, afirmou o deputado, ao citar entidades como Contag, Conafer e Sindnapi.

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