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Pacheco afirma que Itamaraty está ‘muito aquém do desejado’

Questionado se defende a saída do atual ministro Ernesto Araújo, ele disse que a troca é prerrogativa do presidente da República
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes | Foto: Pedro França/Agência Senado
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes | Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse nesta quinta-feira, 25, que o Ministério das Relações Exteriores está “muito aquém do desejado para o Brasil”. Questionado se defende a saída do atual ministro Ernesto Araújo, ele disse que a troca é prerrogativa do presidente da República.

Em coletiva de imprensa, Pacheco considerou que houve muitos erros no enfrentamento da pandemia e que um deles foi o não estabelecimento de uma relação diplomática, de produtividade, com diversos países. Segundo ele, “ainda está em tempo de mudar para salvar vidas”.

Leia mais: “Bolsonaro: ‘Fechamento de empresas parte diretamente de quem pratica o lockdown’”

“Senado não é lugar de brincadeira, é lugar de trabalho. Ali nós estávamos buscando soluções e informações de um ministério que está muito aquém do desejado para o Brasil”, disse Pacheco.

A declaração foi dada ao comentar o episódio em que um assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, fez, durante sessão do Senado, um sinal com a mão, que foi interpretado como gesto obsceno ou de incitação ao ódio. O assessor nega e diz que estava somente ajeitando a lapela do paletó. A polícia legislativa apura o caso.

Declaração de Lira sobre ‘sinal amarelo’

Pacheco também comentou a fala do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sobre estar apertando “um sinal amarelo” para o governo. O  presidente do Senado defendeu a ideia de que a declaração é “legítima” e demonstra insatisfação do Congresso com o governo.

Ele espera, no entanto, que o discurso de Lira represente “uma possibilidade de solução” e acredita que Bolsonaro também tem o anseio de consertar “alguns pontos para podermos ter de fato uma união nacional no enfrentamento dessa crise”.

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15 comentários

  1. Senhor presidente, os passos tem que serem dados com firmeza e segurança. O campo está totalmente minado. Agir enquanto pode, se é que pode.

  2. Tem demorado demais, está mais parecendo um vereador do interior bem ingênuo, sorrindo demais para os cobras criadas do centrão.

  3. SE O CONGRESSO ESTÁ INSATISFEITO COM O GOVERNO, COMO DIZ PACHECO, ENTÃO POR QUE ACEITARAM CONCORRER ÀS PRESIDÊNCIAS DAS CASAS LEGISLATIVAS????? OU ACASO ESTAVAM ESPERANDO, EM TROCA, CARGOS NA ADMINISTRAÇÃO???? O VELHO TOMA LÁ, DÁ CÁ??????

  4. Como alguém de Minas que inadvertidamente ajudou a eleger esse traste, devo puxar pela memória que era isso ou conduzir Dilma Rouseff ao senado da república. Rodrigo Pacheco é um demagogo sinalizador de virtudes e homem do sistema, para quem prisão em segunda instância e impeachment de juiz do STF não são “prioridades nacionais”. A espacialidade dele é lacrar, com infinitas platitudes de bom mocismo e aquiescências diante de Kamala Harris, OMS e globalistas em geral. Vocês conhecem o tipo. Imaginem um Davi Alcolumbre com uns quilinhos a menos. Nada mais do que isso.

  5. Impressionante o mecanismo corrupto criado por anos por governos anteriores. Não há solução, infelizmente. O caminho da indecência, ganância, traição, vaidade e desonestidade potencializada ao nível máximo durante os governos do PT, corrompeu 98% dos políticos, os quais se venderam a essa orgia política e traçaram um caminho sem volta. Ou o presidente assume às rédeas com o apoio, tenho certeza da maioria do povo honesto, ou será tratorizado em breve. Os novos presidentes do congresso, Lira e Pacheco, ja deram o recado, se dizem apoiadores da democracia e da constituição, mas estão ansiosos para pegar uma carona no caminho traçado pelo PT. Se dizem de direita, centro, mas adoram o “mecanismo”.

  6. Todos farinha do mesmo saco.
    Com a atual composição do Congresso e do Senado não iremos a lugar algum, continuaremos rateando e torcendo para a não existência de retrocessos muito relevantes!
    Mais de 30 anos de idiotização do brasileiro, conseguimos reunir no Estado, em todas suas instituições, alienados, limitados e corruptos, suficientemente para resistirem ao progresso do País por uma geração inteira, no mínimo!

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