Pedidos de ‘impeachment’ contra Doria são arquivados

O presidente da Assembleia, Cauê Macris, não vê crime de responsabilidade na gestão do tucano. Manifestações exigiram a saída do governador
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O governador de São Paulo, João Doria (esq), e  presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris (dir), em evento na Alesp | Foto: DIVULGAÇÃO/ALESP
O governador de São Paulo, João Doria (esq), e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris (dir), em evento na Alesp | Foto: DIVULGAÇÃO/ALESP | O governador de São Paulo, João Doria (esq), e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris (dir), em evento na Alesp | Foto: DIVULGAÇÃO/ALESP

O presidente da Assembleia, Cauê Macris, não vê crime de responsabilidade na gestão do tucano. Manifestações exigiram a saída do governador

Cauê Macris arquiva pedidos de impeachment contra Doria
O governador de São Paulo, João Doria (esq), e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris (dir), em evento na Alesp
Foto: DIVULGAÇÃO/ALESP

Até sexta-feira 29, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), era alvo de três pedidos de impeachment. Dois deles foram protocolados pelo senador Major Olímpio (PSL-SP) e o outro assinado por deputados estaduais alinhados ao presidente Jair Bolsonaro.

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Contudo, o deputado estadual Cauê Macris (PSDB), que comanda a Assembleia Legislativa de São Paulo, resolveu engavetar os documentos. Portanto, fica distante a possibilidade de os insatisfeitos com a gestão Doria verem o tucano bater asas para longe do Palácio dos Bandeirantes.

Leia mais: O ataque do Covidão, reportagem publicada na edição 7 de Oeste

Os pedidos se baseavam em decisões supostamente ilegais do governador, sobretudo no que diz respeito às políticas de enfrentamento ao coronavírus. A denúncia mais recente cita contratações de serviços sem licitação que não seriam essenciais no combate à covid-19.

Por outro lado, o senador Major Olímpio argumentou que o helicóptero da Polícia Militar foi utilizado indevidamente por Doria.

Em síntese, Doria teria cometido crimes de responsabilidade.

Monitoramento Oeste

cauê macris arquiva impeachments de Doria
Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR

O governador do Estado de São Paulo, até então odiado majoritariamente pela esquerda, ganhou a aversão de parte da direita. Isso porque decidiu virar as costas para o presidente Jair Bolsonaro depois de ter surfado na onda conservadora.

Os termômetros esquentaram mais em 21 de março deste ano depois de o tucano decretar as medidas restritivas de isolamento social no Estado, para em nome do combate ao coronavírus se contrapor ao Palácio do Planalto.

Quatro dias depois, os internautas reagiram, ao subirem duas hashtags no Twitter: “ImpeachmentDoDoria”, que obteve 300 mil engajamentos e “BolsonaroTemRazao”, com 502 mil perfis tuitando acerca do assunto.

Em abril, a ofensiva digital continuou.

No dia 11 daquele mês, a hashtag “UnidosComBolsonaro”, além de apoiar o presidente, aglutinou críticas ao governador de São Paulo. Ainda, os manifestantes fizeram carreatas e buzinaços contra o isolamento social.

Em 13 de maio, a campanha pelo impedimento do governador voltou à ativa e se concentrou na hashtag “AbreImpeachmentCaue”, ao conseguir 40 mil engajamentos a mais depois da análise que Oeste fez sobre o caso.

O movimento também se repetiu no Facebook, com a mesma intensidade.

Redes sociais do governador

cauê macris arquiva impeachments de Doria
João Dória lidera um movimento no PSDB para trazer o partido para a oposição | Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Desde o início do mês passado, Doria vem perdendo apoio no Facebook. Porém, o recuo digital ainda é tímido se comparado às insatisfações demonstradas nas ruas de São Paulo.

Oeste analisou que, no primeiro dia de maio, ele tinha 2. 568. 885 de seguidores. Contudo, no dia 31, o número era 2 561 267 milhões. Logo, 7.618 pessoas o deixaram de seguir em 30 dias.

O efeito se repetiu no Instagram, ao perder 6.028 seguidores em um mês.

No YouTube, ele mantém uma curva estável de seguidores semanais, mesclando de 200 a 250. Já as visualizações apresentaram aumento depois de março — de 54 mil saltou para 92,2 mil em abril.

Em conclusão, a pandemia pode tê-lo ajudado depois de começar a transmitir lives no canal.

Porém, apesar das perdas, Doria mostra vigor no Twitter. No mesmo período mencionado anteriormente, o tucano teve 67.434 novos seguidores na rede social.

Desta forma, a explicação pode estar relacionada aos acenos que ele fez para o eleitorado de esquerda, favorável às políticas de isolamento social radical e anti-cloroquina.

Além disso, Doria trocou afagos com Lula e demais figuras da oposição, ao capitanear a carta de governadores contra o presidente Bolsonaro. O que pode ter contribuído para o apoio na rede social.

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