Petrobras não é insensível, mas seguirá preço de mercado, diz novo presidente

Ontem, a empresa anunciou que o lucro no primeiro trimestre foi 3.700% maior do que o registrado no mesmo período de 2021
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Novo presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho | Foto: André Ribeiro/Agência Petrobras
Novo presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho | Foto: André Ribeiro/Agência Petrobras

O novo presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, afirmou nesta sexta-feira, 6, que a empresa vai continuar seguindo os preços de mercado, mas não é “insensível à economia brasileira”. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu para que a estatal reduza a “voracidade do lucro” e segure os reajustes, para evitar uma “convulsão social”.

Segundo Coelho, a estatal não repassa a volatilidade dos preços no mercado internacional aos preços de combustíveis de imediato. “Mas é claro que em algum momento os reajustes devem ser feitos, para manter a saúde da companhia”, ressaltou, durante a primeira entrevista coletiva com a imprensa desde que assumiu o cargo.

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“Eu acho legítima a preocupação do presidente Jair Bolsonaro em relação aos preços mais elevados dos combustíveis, essa elevação do preço acontece em todo o mundo”, afirmou. “Por outro lado, por dever de diligência, os administradores da Petrobras, de capital aberto, devem atuar alinhados com a atual política de preços da companhia”, disse.

Ontem, a Petrobras anunciou lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022, uma alta de mais de 3.700%, se comparado ao mesmo período do ano passado. José Mauro Coelho disse que o lucro da empresa não está relacionado aos reajustes praticados nos preços dos combustíveis.

“Não há uma relação significante entre os resultados da Petrobrás e o reajuste dos preços. 80% dos ganhos do período foram provenientes das atividades de exploração e produção de petróleo, e apenas 20% de todos os demais segmentos”, garantiu.

José Mauro Coelho também disse que não se pode desviar da prática de preços de mercado. “É uma condição necessária para a geração de riqueza não só para a empresa, mas para toda a sociedade brasileira, fundamental para a atração de investimentos do país e para garantir o suprimento dos derivados que o Brasil precisa importar”, disse.

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