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Política

PF encontra mais de 8 mil vídeos em celulares de Daniel Vorcaro

Material apreendido passa por perícia e pode abrir novas frentes de investigação; ex-banqueiro negocia delação em Brasília

Daniel Vorcaro Banco Master relatoria STF
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, está preso em Brasília e negocia acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República | Foto: Reprodução/Banco Master

Peritos da Polícia Federal (PF) encontraram mais de 8 mil vídeos nos nove celulares do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os aparelhos também armazenam grande volume de outros arquivos digitais, que ainda passam por análise.

Segundo o jornal O Globo, os investigadores separam conteúdos pessoais e interações cotidianas do material considerado relevante para a investigação. A grande quantidade de dados exige análise técnica cuidadosa, para evitar conclusões precipitadas, afirmam pessoas com acesso ao processo.

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Os aparelhos foram apreendidos no âmbito das investigações conduzidas pela PF. O trabalho pericial envolve a triagem detalhada dos arquivos armazenados nos dispositivos, com o objetivo de identificar elementos que possam ter relação direta com o caso em apuração.

Perícia analisa milhares de arquivos digitais

Entre os arquivos examinados estão imagens de Vorcaro ao lado de políticos e autoridades. Os investigadores selecionam e avaliam esse material.

A avaliação preliminar revela que registros de presença em eventos ou encontros sociais, por si só, não configuram indícios de irregularidades. Por isso, os investigadores cruzam essas imagens com outros elementos de prova para verificar eventual relevância para a apuração.

Investigação pode abrir novas frentes

Pessoas com acesso ao material afirmam que a análise dos arquivos pode abrir novas frentes de investigação. Parte dos conteúdos ainda não havia sido identificada nas etapas iniciais do caso.

Vorcaro negocia acordo de colaboração

Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 19 de março. Ele negocia um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

Pessoas envolvidas no processo esperam que a eventual delação esclareça pontos ainda pendentes da investigação, sobretudo fatos que o material apreendido não conseguiu esclarecer por completo.

Leia também: “A mancha de nada remove”, reportagem de Augusto Nunes e Cristyan Costa, publicada na Edição 313 da Revista Oeste

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