A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 25, uma operação para bloquear o fluxo financeiro de um esquema que drenava verbas destinadas à saúde pública em cidades de São Paulo e do Rio Grande do Sul.
A investigação identificou um grupo empresarial sediado em Porto Alegre que assumiu a gestão dos hospitais municipais de Jaguari (RS) e Embu das Artes (SP). As instituições receberam mais de R$ 340 milhões de 2022 a 2025 para custear os serviços de saúde.
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Nesse sentido, a PF busca esclarecer como parte desses recursos foi parar em contas que não tinham qualquer vínculo com as unidades hospitalares.
O inquérito descreve uma engrenagem baseada em empresas de fachada. Essas estruturas, sem capacidade operacional mínima, emitiam notas fiscais irregulares e ocultavam o destino real das verbas.
Investigadores acreditam que o dinheiro era pulverizado em dezenas de contas de pessoas físicas e jurídicas. Além disso, o grupo também operava desvios diretamente das contas-convênios.
As movimentações, portanto, abasteciam despesas pessoais da organização — como aluguéis de imóveis de alto padrão, viagens, contratos de trabalho fictícios, salários elevados sem prestação de serviços e aquisição de bens particulares.
PF cumpre prisões e bloqueia patrimônio
As ordens judiciais autorizam mandados de busca e apreensão e prisões preventivas em três Estados. A operação também bloqueou contas bancárias e determinou o sequestro de imóveis, veículos e uma embarcação.
Os agentes executam medidas de constrição patrimonial enquanto aprofundam o rastreamento de ativos.
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A Justiça determinou ainda o afastamento de investigados de suas funções, a suspensão de atividades econômicas relacionadas ao caso e a proibição de aproximação entre os envolvidos. A decisão inclui a designação de interventores nos hospitais de Jaguari e Embu das Artes para garantir a continuidade dos serviços.
Ao todo, os agentes cumpriram 24 mandados de busca e apreensão e efetuaram duas prisões preventivas. A operação também bloqueou mais de R$ 22,5 milhões e apreendeu 53 veículos, 14 imóveis e uma embarcação nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.





































Esse país não tem jeito, roubam em tudo que é lugar.