PGR pede arquivamento de inquérito contra Maia sobre propina da Odebrecht

Equipe de Augusto Aras não vê provas suficientes para apresentar denúncia contra o deputado
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Se depender da Procuradoria-Geral da República, Rodrigo Maia não será denunciado
Se depender da Procuradoria-Geral da República, Rodrigo Maia não será denunciado | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de um inquérito sobre pagamentos da Odebrecht ao deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) e a seu pai, o vereador Cesar Maia (DEM-RJ). A Polícia Federal havia concluído a investigação em agosto de 2019, imputando a Rodrigo e Cesar Maia os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral, o caixa dois. A equipe do procurador-geral da República, Augusto Aras, discordou do relatório da Polícia Federal (PF) e apontou que não havia provas suficientes para apresentar denúncia contra eles. Em sua manifestação, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo escreveu que havia registros de pagamentos de caixa dois envolvendo Rodrigo e Cesar Maia no sistema de contabilidade paralela da Odebrecht, mas que não foi possível comprovar se houve entrega de dinheiro. Também escreveu que havia registros da entrada de Rodrigo Maia na sede da Odebrecht no Rio de Janeiro, mas que não foi possível comprovar que ele solicitou vantagem indevida nesses encontros. Ainda há um outro inquérito em tramitação no STF contra Rodrigo Maia, desta vez sobre pagamentos da OAS em troca de obter vantagens do parlamentar em sua atuação no Congresso Nacional. Neste caso, a PGR pediu o desarquivamento e reabriu a investigação, solicitando novas diligências para a PF para levantar provas a respeito dos fatos.

Leia também: “Advogado pede suspeição dos ministros do STF no caso Daniel Silveira”

Com informações de O Globo

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