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Política

Polícias reagem ao STF e alertam para aumento de mortes em favelas

Corporações garantem que, depois da decisão da Corte de limitar a atividade dos agentes em comunidades, cresceram os assassinatos e as disputas entre facções

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Suprema Corte entendeu que as operações da polícia têm de ser limitadas nas favelas durante a pandemia de coronavírus | Foto: TÂNIA REGO/AGÊNCIA BRASIL

Corporações garantem que, depois da decisão da Corte de limitar a atividade dos agentes em comunidades, cresceram os assassinatos e as disputas entre facções

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Suprema Corte entendeu que as ações da polícia têm de ser limitadas nas favelas durante a pandemia de coronavírus | Foto: TÂNIA REGO/AGÊNCIA BRASIL

Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a decisão liminar do ministro Luiz Edson Fachin que restringiu operações da polícia em favelas, as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro divulgaram uma nota conjunta em que manifestam preocupação com a medida.

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Conforme o documento redigido pelas duas corporações, desde a limitação da atividade policial nas comunidades houve “aumento no número de confrontos entre grupos rivais por domínio de território”. Oeste noticiou que traficantes iniciaram a expansão de seus domínios.

Ainda de acordo com a nota, um levantamento da Polícia Civil aponta que, nos 60 dias da vigência da liminar de Fachin, pelo menos 10 pessoas foram mortas — incluindo dois policiais em serviço e crianças. Além disso, 13 pessoas ficaram feridas em 50 confrontos entre facções criminosas no Rio.

Leia o documento das Polícias Civil e Militar do Rio

“As Polícias Civil e Militar respeitam a decisão do STF e informam que cumprirão integralmente o que foi determinado. No entanto, veem com extrema preocupação a restrição à operacionalidade em territórios disputados entre grupos de criminosos, que impõem o terror a milhares de pessoas.

Levantamento da Secretaria de Polícia Civil aponta que, em 60 dias de vigência da decisão do STF, pelo menos dez pessoas foram mortas. Incluem-se dois policiais militares em serviço e crianças, e ao menos 13 foram feridas, em virtude de cerca de 50 guerras territoriais entre facções criminosas. Ainda segundo a Polícia Civil, de 1.413 comunidades em todo o Estado, 81% têm atuação de grupos que exploram o tráfico de drogas. E 19% são exploradas por milicianos, com disputas territoriais frequentes entre quatro organizações criminosas.

A análise mostrou ainda que existem 56.620 criminosos em liberdade portando armas de fogo de grosso calibre. E trabalhando para o tráfico de drogas ou grupos milicianos em todo o Rio de Janeiro.

De acordo com informações da Polícia Militar, após a restrição das ações policiais, houve um aumento significativo do número de confrontos entre grupos rivais por domínio de território. A quantidade de barricadas erguidas por criminosos também aumentou e estão se expandido para as vias urbanizadas.

Por fim, vale ressaltar que as polícias já realizam suas operações dentro da excepcionalidade prevista, cumprindo todas as exigências legais e os protocolos técnicos, para preservar vidas de moradores e dos policiais”.

10 comentários
  1. Altair
    Altair

    Não se esquecer do partido político que patrocinou essa excrescência!

  2. Artur
    Artur

    Só na magnânima cabeça desses indivíduos pra sair uma coisa desta. É claro que eles vão escravizar a população dos morros favelas.

  3. Evandro
    Evandro

    Mais uma decisão irresponsável dessa corte que não se cansa de afrontar o povo brasileiro. Espero que um dia a justiça de Deus cobre esses ministros por cada uma dessas mortes.

  4. Paulo
    Paulo

    A realidade é de que o stf está liberando para os TRAFICANTES e milicianos guerrearem entre si, e assim firmar uma FACÇÃO mais forte e coesa, pois é assim , entre um combate d OUTRO que CRIMINOSOS se acertam e se apoiam, é o que ocorreu e ocorre nas mafias italianas , russas, chinesa, japonesas e agora está ocorrendo no Brasil com autorização do stf……..querem eliminar o CRIME ou querem fortalecer está corja?????

  5. Daniel Felix
    Daniel Felix

    Sério? Notinha? Quem realmente tem o poder não é o STF e sim a polícia. Só vai depender deles agora.

    1. Marisa
      Marisa

      Os ministros ainda vão dizer que a decisão não proíbe a atuação da Polícia Militar nas favelas e a realização de investigações pela Polícia Civil, que não proíbe o combate à criminalidade. A responsabilidade é do Presidente, do Governador, etc. Deles, não.

  6. Silvio Tadeu De Avila
    Silvio Tadeu De Avila

    Fachin era advogado do MST, por aí, avaliem. Até nisso o STF se mete. Toda hora eles aprontam alguma, e não vejo ninguém falar na orquestração adredemente preparada, sim… E os ventríloquos estão se lixando para a opinião da sociedade, seus projetos deletérios estão plenamente em curso, e ninguém faz nada de concreto para deter o estado de coisas. Senado??? Senado??? Sistema bicameral para quê? Calhordas.

  7. nery
    nery

    Alguem tem que tomar uma atitude contra essa vergonha que e o STF eles tao protegendo seus amigos traficantes cade os senadores eu ja sou a favor de fechar essa tres casas de luz vermelha e prender todo eles e mandar esses tralhas quebrarem pedra

    1. Geraldo marques
      Geraldo marques

      Nao sera uma resposta ofensiva porem sincera, quando ou sempre que hoverem mortes nas favelas, inveis de chamarem o rabecao para resgate dos corpos, requisitem o STF para esse translado, so isso deixe se aclomeraren, apesar que sao vidas perdidas de seres humanos, mas perdidas e niquem pode fazer voltar.

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