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Política

Prefeitura de São Paulo: chapa Nunes-Mello Araújo tem apoio de 12 partidos

Coligação conta com adesão de legendas que integram, inclusive, o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Ricardo Nunes (MDB) e Mello Araújo (PL) vão ser candidatos a prefeito e vice-prefeito de São Paulo | Foto: Montagem da Revista Oeste a partir de imagens de divulgação
Ricardo Nunes (MDB) e Mello Araújo (PL) vão ser candidatos a prefeito e vice-prefeito de São Paulo | Foto: Montagem da Revista Oeste a partir de imagens de divulgação

O prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), confirmou que o coronel da Polícia Militar (PM) Mello Araújo (PL) vai ser o candidato a vice em sua tentativa de reeleição à Prefeitura de São Paulo. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira, 21.

O nome de Mello Araújo para compor a chapa com Nunes era cogitado desde o início de fevereiro. Na ocasião, o ex-presidente da República e atual presidente de honra do Partido Liberal, Jair Bolsonaro, afirmou, em entrevista exclusiva ao programa Oeste Sem Filtro, que o agente de segurança pública seria o seu aliado para a disputa eleitoral deste ano.

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O PL de Bolsonaro e Mello Araújo não é, entretanto, o único partido a já garantir apoio à reeleição do político do MDB. Até o momento, conforme Oeste mapeou, a rede de apoio ao prefeito paulistano conta com outras dez legendas:

  1. PP;
  2. PSD;
  3. Republicanos;
  4. Podemos;
  5. Agir;
  6. Solidariedade;
  7. União Brasil;
  8. Avante;
  9. PRD; e
  10. Mobiliza

Aliados de Nunes-Mello Araújo e do governo Lula

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, aparece sorrindo, em foto divulgada em seu perfil oficial no Facebook
Filiado ao MDB, Ricardo Nunes será candidato à reeleição à Prefeitura de São Paulo pelo MDB | Foto: Divulgação/Facebook/@prefeitoricardonunes

A lista chama atenção por alguns fatores. PSD e União Brasil integram, por exemplo, o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com três ministérios cada um. O Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas, tem Silvio Costa Filho como ministro de Portos e Aeroportos.

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Outro partido na rede de apoiadores à futura chapa Nunes-Mello Araújo pela Prefeitura de São Paulo é o PP. A sigla também tem vez na Esplanada, com André Fufuca à frente da pasta de Esporte. Até o MDB, do prefeito paulistano, conta com representantes no primeiro escalão do governo federal.

Na figura do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Milton Leite, o União Brasil integra a lista de apoio à futura candidatura à reeleição de Ricardo Nunes. Nesta sexta-feira, Leite chamou o emedebista de “atual e futuro prefeito”. Dessa forma, a legenda reforça que não dará vez à pretensão do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) de se candidatar ao Executivo paulistano.

Os candidatos a prefeito e vice-prefeito à Prefeitura de São Paulo

Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araujo, diretor-presidente Ceagesp | Foto: Arquivo pessoal
Coronel Mello Araújo, nos tempos de diretor-presidente da Ceagesp | Foto: Arquivo pessoal

Com 56 anos, Ricardo Nunes é prefeito desde maio de 2021. Em 2020, ele foi eleito vice, na chapa encabeçada por Bruno Covas (PSDB), mas assumiu o principal cargo do Poder Executivo municipal depois da morte do titular.

Antes de ser vice e, consequentemente, prefeito, Nunes cumpriu dois mandatos como vereador paulistano. Empresário, o emedebista sempre disputou eleições pelo PMDB/MDB.

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Anunciado como futuro candidato a vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo nunca disputou uma eleição político-partidária. A experiência dele se dá, sobretudo, na PM paulista. Com décadas de serviços, chegou ao posto de coronel.

Ainda pela PM, Mello Araújo trabalhou, a saber, como comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Trata-se da tropa de elite da corporação.

Leia também: “Governo à deriva”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 214 da Revista Oeste

Além disso, Mello Araújo foi presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Na função, conforme registros de Oeste, ele deu fim à cobrança de “taxa” para trabalhadores e fez a empresa pública voltar a dar lucros, depois de cinco anos seguidos de prejuízos.

Nesse sentido, Nunes defendeu o aliado. “Questão de ‘radical’: se for para ser radical contra quem faz exploração sexual infantil, é o ‘cara’ que eu quero”, disse o prefeito de São Paulo. “Se for para ser radical contra a corrupção, é esse ‘cara’ que eu quero. Se é para ser radical na questão fiscal, que pegou uma empresa com déficit e em dois anos deu lucro, é esse ‘radicalismo’ que eu quero.”

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