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Política

Presidente do BRB fala em 'centralização' na operação do Master

Nelson Antônio de Souza afirmou que auditorias identificaram concentração de decisões na operação investigada

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que as operações não eram aprovadas exclusivamente pela Presidência da instituição | Foto: Carolina Curi/Agência CLDF
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que as operações não eram aprovadas exclusivamente pela Presidência da instituição | Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

O presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira, 9, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que auditorias independentes identificaram uma “centralização” na condução das operações que envolvem o Banco Master, alvo de investigações por irregularidades financeiras.

Ao responder a perguntas de parlamentares, Souza citou conclusões dos relatórios elaborados pelos escritórios Machado Meyer e Crowe, contratados para analisar os negócios realizados entre as duas instituições.

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“Na realidade, pelos achados da Machado Meyer e Crowe, elas tiveram uma centralização”, afirmou Souza. “Embora não possa dizer que foi tudo lá na presidência, mas houve sim uma centralização, e esses achados foram enviados para os altos competentes.”

Apesar da constatação, o presidente do BRB ressaltou que outras instâncias da instituição também participavam da aprovação das operações, e não apenas a presidência. “Obrigatoriamente tem que passar para a aprovação das diretorias”, declarou.

Apurações e recuperação do BRB

Durante a audiência, Souza afirmou que a atual gestão trabalha para esclarecer os fatos relacionados ao escândalo do Master e responsabilizar eventuais envolvidos. Segundo ele, o BRB foi uma das principais vítimas das irregularidades identificadas e não tem interesse em ocultar informações sobre as operações realizadas no passado.

O executivo afirmou que a recuperação da instituição enfrenta obstáculos, mas defendeu as medidas que a atual direção do banco adotou para preservar a operação e recompor a situação financeira da empresa.

O BRB aprovou recentemente ajustes em seu plano de capitalização, que prevê aportes de até R$ 8,8 bilhões para cobrir perdas decorrentes das operações com o Master.

Parte dos recursos virá de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões estruturado com o Fundo Garantidor de Créditos, dentro de um acordo homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.

Saiba mais:

Segundo Souza, a expectativa da administração é que o banco público, que é mantido pelo governo do Distrito Federal, volte a registrar lucro em 2027 e alcance resultado positivo de R$ 1 bilhão em 2028.

O presidente do BRB também afirmou que as demonstrações financeiras de 2025 serão divulgadas depois da conclusão dos trabalhos de auditoria independente, atualmente em andamento.

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