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Economia

Agência rebaixa nota do BRB e alerta para risco de quebra

S&P Global reduziu a classificação do banco pela 2ª vez em três meses

Sede do BRB, em Brasília: perda de foco | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Sede do BRB, em Brasília | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou, novamente, a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB) para o patamar “brCCC+/brC”.

O selo indica que a estatal está vulnerável e depende de fatores externos favoráveis para honrar os seus pagamentos.

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Trata-se do segundo corte na avaliação do BRB em um intervalo menor que três meses, depois de o índice cair para “brB-/brB” em março.

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O relatório associa o tombo financeiro às perdas provocadas pelo Master e aos desdobramentos da Compliance Zero, operação da Polícia Federal (PF).

Os analistas apontam falhas graves de governança, condutas irregulares de diretores, conflitos de interesse e a urgência de injeção de dinheiro para cobrir o buraco contábil.

A agência estima que o BRB precisa de uma capitalização entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões para afastar o risco de liquidação.

Socorro ao BRB exige congelamento de concursos no DF

Os governos do Distrito Federal e Lula fecharam um acordo, em maio, para tentar salvar o BRB com um empréstimo de R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O socorro financeiro impõe contrapartidas duras para a capital federal.

O governo local teve de suspender a abertura de novos concursos públicos, barrar reajustes salariais do funcionalismo e travar a concessão de incentivos para empresas.

A S&P Global ponderou que o empréstimo bilionário do FGC envolve uma estrutura complexa e demorada.

O cronograma apertado aumenta as incertezas no mercado e pode gerar novos atrasos.

Para garantir o recebimento do dinheiro em caso de inadimplência, o Palácio do Buriti pôs como garantia as fatias do Distrito Federal no Fundo de Participação dos Estados e no Fundo de Participação dos Municípios.

Negócio com Vorcaro motivou crise

A crise do BRB começou após a tentativa da diretoria de comprar uma fatia do Master, do empresário Daniel Vorcaro. O Banco Central, no entanto, barrou o negócio ao analisar a transação por cinco meses.

A PF deflagrou, em seguida, uma operação a fim de apurar fraudes bilionárias na contabilidade do banco.

Vorcaro acabou preso em novembro do ano passado, mas obteve liberdade provisória por um curto período.

Em março deste ano, contudo, o empresário voltou à cadeia.

A PF entregou relatórios ao Supremo Tribunal Federal segundo os quais o empresário chefiava um grupo armado para coagir testemunhas.

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