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Política

PT indica nomes para CPI da Braskem

Partido foi um dos últimos a indicar os nomes para compor o colegiado

Inicialmente, a ideia do PT era segurar a instalação da CPI da Braskem sem indicar os nomes dos membros | Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O Partido dos Trabalhadores (PT) indicou, nesta segunda-feira, 11, dois senadores para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem, sendo eles: Rogério Carvalho (SE), como titular, e Fabiano Contarato (SE), líder da sigla no Senado, como suplente.

O partido foi um dos últimos a indicar os nomes para compor o colegiado. O PDT ainda oficializou o nome de Cid Gomes (CE), mas, conforme apurou Oeste, deve indicá-lo ao posto de titular.

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Inicialmente, a ideia do PT era segurar a instalação da CPI da Braskem sem indicar os nomes dos membros.

Contudo, na semana passada, os líderes partidários iniciaram a fase de indicações, viabilizando a instalação do colegiado amanhã com ou sem o PT. Caso o partido não tenha nomes para indicar, pode ceder as vagas aos demais partidos do bloco.

Durante a coleta de assinaturas para a criação da CPI, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), orientou a bancada a não assinar o requerimento da comissão. Apenas o senador Paulo Paim (PT-RS) assinou o documento.

O governo do presidente Lula tem receio de que as investigações da comissão atinjam a Petrobras e a Novodor, antiga Odebrecht. Ambas as estatais possuem grande parte das ações da Braskem. O governo também tenta vender a Braskem, e a CPI pode dificultar a transação.

Partidos indicam nomes para a CPI da Braskem

Como mostrou Oeste, ao todo, os líderes partidários já indicaram nove dos 11 membros titulares da CPI da Braskem, sendo eles: Renan Calheiros (MDB-AL), Efraim Filho (União Brasil-PB), Cid Gomes (PDT-CE), Rodrigo Cunha (Podemos-AL), Omar Aziz (PDT-AM), Jorge Kajuru (PSB-GO), Otto Alencar (PSD-BA), Wellington Fagundes (PL-MT), Eduardo Gomes (PL-TO) e Dr. Hiran (PP-RO).

Dos sete suplentes que a CPI terá, apenas seis nomes foram indicados, sendo: Magno Malta (PL-ES), Fernando Farias (MDB-AL), Cleitinho (Republicanos-MG), Jayme Campos (União Brasil-MT), Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Angelo Coronel (PSD-BA).

Aziz é um dos nomes que podem presidir a comissão. Renan deve pleitear a relatoria ou presidência da CPI, pois foi quem teve a iniciativa do colegiado. A instalação da CPI está marcada para acontecer na terça-feira 12.

Após a instalação, os membros elegem um presidente, que escolhe o relator. Antes da primeira sessão da CPI, alguns senadores devem se reunir no gabinete de Aziz.

A ideia é que os trabalhos sejam retomados em fevereiro de 2024. O prazo inicial dos trabalhos será de 120 dias.

O colegiado pretende investigar a Braskem, que foi a responsável pela extração de sal-gema que ameaça desabar em Maceió, capital de Alagoas. A comissão pode tornar alvo o prefeito da cidade, João Henrique Caldas (PL), que pretende tentar a reeleição no próximo ano.

Caldas também é aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que rivaliza com Renan em Alagoas.

Leia também: ‘CPI da Braskem também vai ser a CPI da Petrobras e da Odebrecht’, diz senador alagoano

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