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Política

Cartilha do PT ensina influenciadores a usarem termos como 'fascista', 'genocida' e 'corrupto'

Manual foi lançado oficialmente nesta segunda-feira, 29

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Cartilha é destinada a militantes petistas | Reprodução/Redes sociais

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou nesta segunda-feira, 29, uma cartilha voltada a influenciadores e ativistas digitais ligados à militância do partido. O material reúne orientações jurídicas para quem atua na comunicação política nas redes sociais em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Segundo a sigla, a iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada pelos próprios influenciadores, que relataram dúvidas recorrentes e experiências concretas, incluindo processos judiciais enfrentados em razão de publicações nas plataformas digitais. O manual tem mais de 90 páginas e foi elaborado para reduzir os riscos legais na atuação política on-line.

Um dos principais alertas do documento está no uso de termos como “fascista”, “genocida” e “corrupto”. De acordo com a cartilha, essas expressões só devem ser utilizadas quando houver condenação judicial. Fora desse contexto, o influenciador pode ser alvo de ações na Justiça. “Termos como ‘fascista’, ‘genocida’ ou ‘corrupto’ podem representar riscos”, diz a cartilha. “Os dois últimos remetem a tipos penais/crimes. Se não houver, efetivamente, uma condenação judicial, você pode ser processado. Já o termo ‘fascista’ é mais opinativo, ligado a uma ideologia, mas também pode gerar ações judiciais.”

Cartilha do PT orienta militantes sobre vídeos

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O manual do PT também dedica um capítulo específico à publicação de vídeos. A orientação é que o militante avalie se o conteúdo foi gravado em ambiente público, se expõe uma coletividade ou um indivíduo específico e se há presença de crianças, pessoas vulneráveis ou situações constrangedoras.

Leia também: O tribunal do PT, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste

A cartilha recomenda que os vídeos tenham como foco o fato político, e não aspectos da vida pessoal de quem aparece nas imagens, além de destacar a importância de conseguir comprovar o contexto de crítica política em caso de questionamento judicial. O texto orienta ainda que influenciadores mantenham registros das publicações, como links, vídeos originais e capturas de tela, como forma de se resguardar juridicamente.

Segundo o influenciador Henrique Lopes, o material foi construído de forma coletiva, a partir de “desafios comuns vivenciados por ativistas digitais”. “O Manual nasce para proteger a militância e qualificar a informação. É muito bom ver esse projeto saindo do forno por meio do Pode Espalhar, com apoio do PT, da FPA e de movimentos sociais, garantindo informação segura”, disse, conforme nota publicada pelo PT.

O “Pode Espalhar” é uma rede de influenciadores esquerdistas ligada ao PT que atua em momentos críticos para fazer pressão nas redes sociais em favor das pautas do partido.


Redação Oeste, com informações da Agência Estado

4 comentários
  1. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    E o pior: as mulas encantadas seguem à risca!

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    A facão criminosa pt orienta o que são: fascistas, terrorista

  3. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    Não é partido político, é facção criminosa

  4. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Doutrinadores vão perder as “boquinhas”.
    Ainda bem que isso não vai funcionar, pois petebas não sabem ler (quando muito, sabem formar as palavras escritas).
    A doutrinação era feita por “decoreba”: repita isso e/ou copie e cole.

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