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Política

'Quero justiça, não vingança', afirma Eduardo Bolsonaro, sobre sanção dos EUA a Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal foi alvo da aplicação da Lei Magnitsky

PL argumenta que Eduardo Bolsonaro não pode ser alvo de investigação por opiniões públicas, mesmo que licenciado do cargo | Foto: Reprodução/Flickr
Eduardo Bolsonaro vive nos EUA desde maio | Foto: Reprodução/Flickr

Minutos depois da confirmação de que o governo norte-americano sancionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a Lei Magnitsky, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou. O parlamentar, que vive há meses nos Estados Unidos, sinalizou não ter o desejo de se vingar do magistrado.

“Quero justiça, não vingança”, afirmou Eduardo, em postagem em seu perfil na rede social X. “E a justiça vai chegar, de um jeito ou de outro. Só espero que venha da forma menos dolorosa possível. Se for assim, ela também virá mais rápida.”

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O parlamentar, no entanto, fez questão de tecer críticas ao integrante do STF. Além disso, o congressista afirma que outras autoridades brasileiras podem sofrer punições similares por parte do governo dos EUA.

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“Fiquem calmos: sei que Alexandre de Moraes não tem compaixão nem misericórdia — e é justamente por isso que ele vai cair”, prosseguiu Eduardo. “Se outras autoridades quiserem cair junto, é escolha delas. Isso não vai nos parar.”

Ainda na mesma postagem, o deputado afirmou ter o cuidado para não “encurralar” seus adversários e inimigos. Nesse sentido, divulgou foto que apresenta frase atribuída ao pensador — e general — chinês Sun Tzu.

A questão de não “encurralar” adversários apresenta sintonia com a confirmação de que, por ora, Moraes será o único ministro do STF a sofrer a punição da Lei Magnitsky. Nesta terça-feira, 29, o jornalista Paulo Figueiredo afirmou que estava trabalhando, em parceria com Eduardo, para que, num primeiro momento, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso não sofressem como esse tipo de punição.

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Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado e que tem Moraes como relator, Eduardo Bolsonaro se licenciou do seu mandato de deputado federal em 18 de março deste ano. Na ocasião, anunciou que permaneceria nos EUA para denunciar os “abusos do STF”.

Em solo norte-americano, o parlamentar se reuniu com autoridades, inclusive com figuras do governo do presidente Donald Trump.

Desde que Eduardo se mudou para os EUA, o governo norte-americano já havia adotado outras duas medidas. No dia 9 de julho, em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump criticou o processo judicial contra Bolsonaro e, oficialmente em razão disso, anunciou tarifa de 50% sobre todos os produtos e serviços importados do Brasil.

Em 20 de julho, o Departamento de Estado dos EUA cancelou os vistos de oito dos 11 ministros do STF. Além de Moraes, os seguintes magistrados foram punidos dessa forma: Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Ou seja, só escaparam Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques.

Leia também: “Mais em vez de mas é demais”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 279 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Susete França
    Susete França

    Parabéns, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo! Dia histórico!

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