Randolfe e a turma da CPI no ‘Bacalhau do Omar’

Toda segunda-feira, ao chegar em Brasília, a turma liderada por Renan Calheiros (MDB-AL) se reunia na casa do presidente da comissão
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O trio Randolfe Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros | Foto: Pedro França/Agência Senado
O trio Randolfe Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros | Foto: Pedro França/Agência Senado

Com a justificativa de investigar erros e omissões do governo federal no combate à pandemia, a CPI da Covid terminou sem conseguir elaborar sequer uma denúncia consistente de desvio dos cofres públicos.

Mas, durante seis meses, parte dos integrantes do circo armado no Senado com objetivos nada republicanos de antecipar o embate eleitoral de 2022 e assassinar reputações mantinha um ritual semanal.

Toda segunda-feira, ao chegar a Brasília, a turma liderada por Renan Calheiros (MDB-AL) se reunia na casa do senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão, para comer bacalhau e “definir a estratégia da semana na CPI”.

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É o que revela o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, em entrevista ao canal Achismos, no YouTube.

Tinha o que a gente chamava de Bacalhau do Omar. Porque a gente ia para a casa do Omar definir a estratégia da semana na CPI. (…) Foram três meses de Bacalhau do Omar…Aí a gente prorrogou a CPI. Foram mais três meses de Bacalhau do Omar.”

Assista ao trecho da entrevista com Randolfe:

Leia também: “A CPI virou um monstro”, reportagem publicada na Edição 72 da Revista Oeste

O colunista de Oeste Augusto Nunes resumiu os seis meses de CPI em um texto publicado na Edição 84 da Revista Oeste.

Leia um trecho:

O G7

“Os partidos que deveriam defender o governo conseguiram quatro vagas no time titular. Apenas Marcos Rogério, de Rondônia, soube enfrentar com competência a ferocidade dos sete oposicionistas, escolhidos entre o que há de pior no Senado. Já na sessão inaugural, o relator Renan Calheiros, de Alagoas, o presidente Omar Aziz, do Amazonas, e seu vice Randolfe Rodrigues, do Amapá, deixaram claro que o parecer estava pronto e as conclusões estavam concluídas. Mas ficariam seis meses em campo para que a torcida brasileira conhecesse melhor os integrantes do que ficaria conhecido como G7. Má ideia. Quem ainda ignorava o caso ficou sabendo que Aziz foi anexado à fila de investigados no Supremo Tribunal Federal por ter tripulado um desvio de verbas destinadas à saúde que somaram R$ 260 milhões. Envolvidos no mesmo caso de polícia, foram presos a mulher e dois irmãos do agora conselheiro. Em julho, Arthur Virgílio Neto afirmou que Aziz só escapou de uma CPI da Pedofilia instaurada pela Assembleia Legislativa graças à interferência do ex-senador e ex-prefeito de Manaus. “A pedido de sua mãe, respeitável e querida senhora, livrei-o de uma dura condenação penal e da desmoralização completa”, contou Virgílio.”

Leia mais em: “As conclusões da CPI da CPI”

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7 comentários Ver comentários

  1. Nisso é que dá o absurdo do sistema eleitoral vigente.
    Acabamos tendo palhaços como esses dando as cartas. Vejam como exemplo esse David Alcolumbre, uma lástima.
    Um senador para ser eleito por SP, Mg, RS, RJ ou BA precisa de vários milhões de votos, os desses estados nanicos de algumas centenas de votos, cadê a representatividade popular desses? Pela proporcionalidade os estados com mais eleitores devem ter mais representantes que 2 por estado, é obvio.

  2. País que tem Ministros fo STF que escutam isso e ficam quietos são tem que ser PRESOS. Tem que pagar multa. Tem que pedir perdão de joelhos para a população. Tem que passar fome. Tem que ter seus direitos cassados. Tem que dormir junto com bodes 🐐. Tem que tomar chifre depois de velho. Tem que se penitenciar.

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