Ricardo Gomes, advogado e ex-vice-prefeito de Porto Alegre, acredita que o principal desafio do país em 2026 será garantir eleições transparentes. “O grande desafio do Brasil é se o jogo vai ser limpo, se vai ter jogo limpo na eleição”, afirmou em entrevista ao Arena Oeste desta quinta-feira, 30.
Gomes comparou o processo eleitoral a um campo de futebol. “Na eleição do ano que vem, temos que saber se o campo estará inclinado ou se será parelho”, afirmou. “Se o campo for parelho, não tenho dúvidas [da vitória da direita]; com o campo inclinado, ainda tenho esperança.”
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Questionado sobre a disputa eleitoral, o ex-vice-prefeito disse acreditar que há uma onda conservadora em curso na América Latina, “que tem tudo para arrastar o Brasil no ano que vem”. Embora otimista, ele não descarta dificuldades. “Não existe nocaute na política, tem sempre um próximo round.”
Ao longo da conversa, Gomes abordou temas como a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), o papel da imprensa, a segurança pública, as perspectivas políticas no país e a experiência durante as enchentes no Rio Grande do Sul.
“Não vejo um impeachment de Alexandre de Moraes acontecendo”, diz Gomes
Sobre a composição do Congresso e o comportamento das instituições, Gomes criticou o que chamou de “tirania do Poder Judiciário”, pelo fato de “as nomeações serem de caráter político, e não técnico”. Em sua avaliação, o Supremo Tribunal Federal “vive sob a Constituição dos 11”.
Gomes também demonstrou ceticismo em relação a um eventual processo de deposição de ministros do Supremo. “Não vejo um impeachment de Alexandre de Moraes acontecendo, mesmo com o Senado tendo maioria”, afirmou. Para ele, a abertura de um processo dessa natureza teria “efeito simbólico”, mas não resultaria em cassação.
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Durante a entrevista, o advogado defendeu a necessidade de “reconstitucionalizar o país”. “Estamos vivendo fora de qualquer parâmetro constitucional, em um regime de exceção”, disse. “Vamos ter que reconstitucionalizar o país, restaurando a Constituição de 1988 ou escrevendo uma nova.”
No encerramento, Gomes destacou o papel da cultura e da informação na transformação política. “A solução é o apostolado, é levar a palavra”, encerrou. “É pela cultura que vamos mudar o Brasil, pela restauração de bons valores, boas ideias e bons sentimentos.”
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Concordo, a partir do momento que autoridades usaram do seu poder para manipular, proibir, calar nas últimas eleições presidenciais. Por qual motivo, após degustar destas prerrogativas não vão ter a mesmíssima atitude. As eleições de 2026 podem ser soterradas em nossa história. Sim, maculadas e atropeladas, mudando mais uma vez os rumos dos brasileiros.