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Política

Rosa Weber vota contra ações que pedem fim de direitos políticos de Dilma

Manobra jurídica permitiu que a petista se candidatasse ao Senado

Rosa Weber Dilma
Rosa Weber alega que o impeachment é um processo político e que o tribunal não deve interferir na decisão do Senado | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou contra as seis ações que questionam a manutenção dos direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) depois do impeachment. A Corte deu início ao julgamento nesta sexta-feira, 15.

A ex-presidente perdeu o mandato em 2016, mas o processo de impeachment foi divido — o que permitiu que os senadores votassem de forma autônoma a cassação do cargo, por crime de responsabilidade, e a suspensão dos direitos políticos.

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Leia também: “OAB divulga posicionamento sobre julgamento do 8 de janeiro no STF”

Dilma precisou deixar o Palácio do Planalto, mas manteve a prerrogativa de disputar eleições e assumir cargos na administração pública. A petista candidatou-se ao Senado em 2018, mas não se elegeu. Hoje, é presidente do Novo Banco do Desenvolvimento.

Veja como votou Rosa Weber, no processo que envolve Dilma Rousseff

Dilma Rousseff
A ex-presidente perdeu o mandato em 2016, mas o processo de impeachment foi divido | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A ministra Rosa Weber, relatora dos processos, alega que o impeachment é um processo político e que o tribunal não deve interferir na decisão do Senado.

“Importa ter presente o resultado das votações para reconhecer a discrepância de quantitativo de votos dados nas primeira e segunda votações, bem como a diversidade dos quesitos postos em votação, a não permitir sejam confundidos ou tomados pelo mesmo objeto”, disse a presidente do Supremo.

Leia mais: “Rosa Weber antecipa voto em ‘revisão da vida toda’ do INSS”

Rosa Weber acredita que, “em virtude das realidades fática e jurídica da atualidade”, não há como determinar que o Senado refaça a votação, de modo que uma decisão do STF para cassar os direitos políticos da ex-presidente atropelaria a deliberação dos senadores.

As ações questionam a elegibilidade de Dilma

Os ministros analisam ações que aportaram no tribunal ainda na época do processo de impeachment.

Ao todo, são seis mandados de segurança movidos pelo PSL, PSDB e Rede Sustentabilidade, pelo senador Magno Malta (PL-ES), pelo deputado José Medeiros (PL-MT) e pelo ex-senador Álvaro Dias (Podemos-PR).

O objetivo é anular a decisão que manteve os direitos políticos de Dilma e proibir votações separadas em processos de impeachment.

A Constituição estabelece que o presidente do STF conduza o processo de julgamento do presidente da República por crime de responsabilidade. Na época, o ministro Ricardo Lewandowski, hoje aposentado da Corte, assumiu a função. Foi este último quem autorizou, a pedido da bancada do PT, a votação em duas etapas.

O julgamento sobre os direitos políticos de Dilma ocorre no plenário virtual do Supremo. Nessa modalidade, não há reunião ou debate os ministros. Eles cadastram os votos em uma plataforma on-line. A votação fica aberta até sexta-feira. Até o momento, apenas Rosa Weber votou.

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

8 comentários
  1. Vicente Lino
    Vicente Lino

    Que dia afinal,. essa Sra. vai se aposentar? Quanto mais tempo permanece, mais estrago causa à justiça brasileira

  2. Pedro Augusto da Silva Cunha
    Pedro Augusto da Silva Cunha

    Esses vagabundos se protegem. É incrível a cara-de-pau dessa gente.

  3. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Coitada para para casa e jamais será lembrada, sua biografia será uma mancha podre na história do STF.

  4. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Não interessam os fatos, não interessa o que diz a finada Constituição, interessa apenas o que o STF que detém todo o estoque de sabedoria nacional, entenda que está valendo. O “manda quem pode, obedece quem tem juízo” voltou com força total; quem morreu foi o “cala boca já morreu”. Esse foi liquidado pelo “perdeu, Mané”.

  5. MNJM
    MNJM

    STF não se envolve porque a Dilma é petista. Corte tem dois pesos e duas medidas.

  6. Christian
    Christian

    Quem é que irá votar na dimanta quando ela voltar da China ?
    Acho que nem para sindica de prédio ela se elege.

  7. FATIMA
    FATIMA

    Ahh.. agora entendi, “doutora”. O 5tf não interfere nas decisões do congresso quando convém. Não é o caso da dilma, né? Certo, “doutora”.
    Mas sempre interfere quando a vítima é o Bolsonaro para lhe tirar direitos legais, como tb no curioso caso das urnas eletrônicas.
    Tá explicado, advogada Rosa.

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