Senador afirma que minoria na CPI apresentará relatório paralelo

Em entrevista ao Opinião no Ar, da RedeTV!, Luis Carlos Heinze (PP-RS) critica condução dos trabalhos da comissão: 'É uma questão política'
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O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) participou do <i>Opinião no Ar</i>, da RedeTV!
O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) participou do Opinião no Ar, da RedeTV! | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido nesta segunda-feira, 5, pela RedeTV!, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) criticou o chamado “G7” — grupo de parlamentares oposicionistas que conduzem os trabalhos da CPI da Covid no Senado. Segundo Heinze, o objetivo da comissão é atingir o governo do presidente Jair Bolsonaro, e não investigar supostas irregularidades na área da saúde.

Silvio Navarro, repórter especial de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da revista, participaram da entrevista. O programa é apresentado por Luís Ernesto Lacombe e também conta com a participação da jornalista Amanda Klein.

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Esse chamado ‘G7’ infelizmente tem esses casos diversos e agora esse indiciamento do Renan Calheiros pela Polícia Federal [sob acusação de suposto recebimento de R$ 1 milhão pela Odebrecht]. Procuram de todas as formas achar alguma coisa contra o governo federal no caso das vacinas”, afirmou Heinze. “São factoides e narrativas criados a cada dia que aparece. Criam fatos na tentativa de descobrir alguma coisa para criminalizar o governo.”

Heinze disse que os quatro senadores que não fazem parte do bloco de oposição a Bolsonaro — e são minoria na CPI — vão apresentar um relatório paralelo, diferente da versão que será divulgada pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

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“Nós já estamos trabalhando. O senador Marcos Rogério [DEM-RR] deve ser o relator do nosso grupo, o G4. Apresentaremos o nosso relatório, mostrando a realidade. Vamos trabalhar no nosso relatório”, anunciou. “Como eles [oposicionistas] têm mais votos do que nós, eles blindam. Eles preparam as coisas de forma que a gente nunca consegue ter maioria. Do nosso lado, podem ouvir quem quiser. Não temos restrição nenhuma.”

‘VENDEDOR DE PICOLÉ’

Durante a entrevista, Heinze também falou sobre a denúncia de que o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Dias teria recebido uma proposta de venda de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca contra a covid-19. Ao depor na semana passada à comissão, o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Dominguetti — que se diz representante da empresa Davati Medical Supply, suposta intermediadora da negociação — acusou Dias de ter pedido propina de US$ 1 por dose de vacina.

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Grandes manchetes apareceram na grande mídia como se fosse um fato estarrecedor. Nada aconteceu. Uma pessoa que não conseguiu vender nada. Um vendedor de picolé de qualquer cidade vendeu mais do que esse moço que estava oferecendo 400 milhões de doses”, afirmou Heinze.

“Se nós tivemos os casos na Petrobras em governos passados, fundos de pensão, BNDES, Banco do Brasil, Caixa… eram crimes que todo dia apareciam. Agora é uma questão política em cima das eleições de 2022. Querem achar alguma coisa para prejudicar o governo”, concluiu o senador. 

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