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Política

STF forma maioria para tornar Carla Zambelli ré

Ministros entenderam que deputada usou arma ilegalmente

STF Zambelli
Zambelli não compareceu ao julgamento e está fora do país desde quarta-feira 4 | Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, nesta sexta-feira, 18, para tornar ré a deputada Carla Zambelli (PL-SP), por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O placar está em 6 x 1.

O STF vota hoje uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. O relator do caso, Gilmar Mendes, se manifestou pela culpabilidade de Carla.

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Em outubro do ano passado, durante o segundo turno das eleições, Carla foi atacada por um militante de esquerda e eleitor de Lula, enquanto saia de um restaurante na capital paulista.

PGR
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), durante a gravação de um vídeo no qual relata ter sido atacada por um militante de esquerda, na capital paulista – 29/10/2023 | Foto: Reprodução/Instagram

Depois de cair no chão, aparentemente em virtude de um empurrão do homem, a parlamentar afasta-se do local e volta com uma arma de fogo na mão.

Conforme o pedido da PGR, a congressista tem de pagar R$ 100 mil de indenização, por danos morais coletivos, além de perder a pistola usada no dia do ato.

Se a denúncia for aceita, Carla poderá apresentar defesa e o processo passará por colheita de provas. Somente depois dessa fase, ocorrerá o julgamento, que define se ela será condenada ou absolvida.

Ação da PGR contra Carla Zambelli

No processo, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que Zambelli não tinha autorização para usar arma em público.

“A permissão do porte de arma de fogo conferida à denunciada se destina única e exclusivamente à sua defesa pessoal, jamais para constranger a liberdade de interlocutor e a fazer com ele se desculpe dos seus posicionamentos políticos, preferências eleitorais e supostos atos injuriosos manifestados, ainda que a pretexto de resguardar, em tese, sua honra maculada”, disse Lindôra, na ação.

Leia também: “Glenn Greenwald: ‘Ficou perigoso ser contra o STF'”, entrevista publicada na Edição 177 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Leandro Cardoso Ferreira
    Leandro Cardoso Ferreira

    Fosse qualquer outro cidadão julgado por um tribunal de verdade, o caso seria arquivado. Agora o agressor será recompensado com a multa e a deputada bolsonarista cassada por um STF partidário.

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    A culpa dela já é líquida e certa, está declarada em suas ações: ela é “bolsonarista”. Portanto, é culpada de qualquer culpa que imputarem à ela.

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