O Supremo Tribunal Federal (STF) interroga, na tarde desta terça-feira, 10, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A sessão teve início às 14h30.
O interrogatório faz parte das deliberações por parte da Corte em relação ao chamado “núcleo um” da suposta tentativa de golpe de Estado. Acusação essa rechaçada publicamente pelo ex-presidente da República.
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Relator no STF do caso, o ministro Alexandre de Moraes comanda o interrogatório de Bolsonaro. Além do magistrado, o ex-presidente responde às perguntas do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Integrante da 1ª Turma do Supremo, assim como Moraes, Luiz Fux também participa da sessão.
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Os interrogatórios com os réus do “núcleo um” do suposto golpe começaram nesta segunda-feira, 9. O primeiro a falar foi o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Presidência da República. Entre outros pontos, ele negou que Bolsonaro tivesse assinado minutas para implantação de estado de defesa ou de sítio.
Ainda na segunda-feira, o STF ouviu o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Hoje parlamentar, ele foi o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência de julho de 2016 a março de 2022.
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Na manhã desta terça-feira, Moraes, Gonet e Fux interrogaram o almirante Almir Garnier, o general Augusto Heleno e o delegado Anderson Torres. O primeiro comandou a Marinha. O segundo foi ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, enquanto o terceiro serviu como ministro da Justiça e Segurança Pública. Os três negaram que houve plano para a aplicação de um golpe de Estado. Torres, por exemplo, chamou a “minuta do golpe” de “minuta do Google”.
Bolsonaro e outros interrogatórios no STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro não será o último a ser interrogado pelo STF nesta semana. A Corte ainda vai ouvir dois generais do Exército.

Depois de Bolsonaro, o Supremo vai interrogar o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Ex-ministro-chefe da Casa Civil e ex-ministro da Defesa, além de candidato a vice-presidente da República em 2022, Braga Netto falará por meio de videconferência, uma vez que está preso desde dezembro do ano passado.
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