O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a decisão que impôs prisão domiciliar a oito condenados pela suposta trama golpista. A decisão foi tomada depois de audiência realizada neste sábado, 27, por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Mais cedo, Moraes havia decretado a prisão domiciliar de dez condenados pela suposta trama golpista. Para o ministro, o modus operandi do grupo “indica que a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional”.
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“O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem, inclusive com a ajuda de terceiros”, escreveu Moraes.
Na última sexta-feira, 26, o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi detido pela Migração do Paraguai no Aeroporto de Assunção. Segundo as autoridades, Silvinei entrou no país clandestinamente e tentava embarcar com documentos falsos em um voo com destino a El Salvador.
O ex-diretor da PRF foi condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão, por sua participação no “núcleo 2” da suposta trama golpista.
Oito condenados pelo STF já cumprem prisão domiciliar
A lista de prisões domiciliares decretadas neste sábado por Alexandre de Moraes conta com os nomes de sete militares do Exército; uma delegada da Polícia Federal (PF); o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha; e Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro. Dos dez, apenas oito já iniciaram a cumprir as medidas cautelares.
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Carlos Rocha não foi encontrado pela PF e é considerado foragido da Justiça brasileira. Já o tenente-coronel do Exército Guilherme Marques de Almeida está em viagem e se comprometeu a retornar e se adequar o quanto antes.
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