publicidade
Política

STF mantém veto a uso de leniência da Odebrecht contra Lula

Decisão foi tomada em sessão virtual encerrada na sexta-feira 18

PT
Foto: Reprodução/Redes sociais

Por maioria, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do ministro Ricardo Lewandowski que declarou a impossibilidade da utilização de elementos obtidos por meio do acordo de leniência da Odebrecht sejam utilizados como prova contra o ex-presidente Lula (PT) na ação referente à sede do Instituto Lula.

A decisão foi tomada em sessão virtual encerrada na sexta-feira 18. Em junho do ano passado, Lewandowski entendeu que a declaração de suspeição do ex-juiz Sergio Moro em relação ao ex-presidente contamina todas as provas obtidas contra o petista a partir de sua atuação na ação penal.

Receba nossas atualizações

Relacionadas

O ministro afirmou que, conforme a decisão do STF, como Moro desempenhara papel ativo na condução da ação penal relativa à sede do Instituto Lula, desde a sua fase embrionária, eventuais provas obtidas a partir do acordo estariam contaminadas — entre elas, o acordo de leniência, recepcionado por ele como prova da acusação.

Lewandowski não acatou o argumento do Ministério Público de que teria havido alargamento indevido dos limites da reclamação. Segundo o magistrado, Lula buscava, havia mais de quatro anos, sem êxito, acesso à íntegra do material que serviu de base para a sua acusação, especialmente ao acordo de leniência da Odebrecht e aos documentos que lhe dizem respeito.

O ministro lembrou, ainda, que a Segunda Turma do STF, por ampla maioria (4 a 1), confirmou sua decisão de permitir à defesa de Lula o acesso às mensagens arrecadadas na Operação Spoofing, que investiga a invasão de dispositivos eletrônicos de autoridades, como Sergio Moro e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol.

Para o relator, a plausibilidade do direito invocado pela defesa de Lula leva à declaração de inviabilidade do uso de provas irremediavelmente contaminadas. Ele também considera caracterizado o risco iminente de instauração de nova persecução penal, ou mesmo de imposição de medidas constritivas contra o ex-presidente, com a utilização do acordo de leniência da Odebrecht e elementos de prova dele decorrentes.

O voto do relator foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques. Os ministros Edson Fachin e André Mendonça votaram por autorizar a leniência da Odebrecht.

Leia mais sobre:

19 comentários
  1. William Leal Tamburi
    William Leal Tamburi

    Em resumo, as provas estão todas aí, mas não poderão ser usadas para processar o ladrão. É o que dá ter advogados togados na principal corte de um pais (7 do PT e 2 do PSDB).

  2. David Lemos
    David Lemos

    Bem, eu penso que essa canalhada toda pensa que todos os cidadãos brasileiros são idiotas! Esse Nunes Marques se for cagar no mato nem o urubu pinica!
    Aliás, torço para que os urubus, de verdade, comecem a cagar em cima do stf
    Pobre Brasil!
    Bolsonaro22!!!

  3. Ana Paula F.
    Ana Paula F.

    Depois de mais essa quem vier tentar defender o morno marreco na minha frente eu mando pros quintos dos infernos 😠 tudo isso acontecendo e o idiota biografado não tira o nome do Bolsonaro da boca! Vai atirar pedras nós trastes do 5TF e faz alguma coisa útil pra tentar ganhar alguma simpatia e relevância, marreco dissimulado 🙄

  4. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Quando nosso Judiciário vai ser alfabetizado? Como entender que provas contra Lula sejam afastadas por Nunes Marques e aproveitadas por Fachin e André Mendonça?

  5. Luiz Antonio Fraulo
    Luiz Antonio Fraulo

    NUnes Marques votou a favor de Lula e Fachin contra? Que merda é essa? Esse Lewandoski dize que as provas estão “contaminadas” devido à suspeição de Moro. Mas o que levou à suspeição de MOro não foi Hackeamento ilegal de seus telefones? Se é ilegal pode, desde que favoreça LUla.

  6. Cervantes 51
    Cervantes 51

    Eles já fizeram e farão de tudo para blindar o ex presidiário que foi quem os colocou lá pra isto mesmo, não adianta e ainda querem ter alguma moral, vergonha e com apoio da nossa midia que se cala diante destas aberrações.

  7. João Mário
    João Mário

    somente obedecendo o chefão cachaceiro ladrão.
    O ladrão deve ter oferecido a Itaipu novamente para o stf desadministrar e enviar os lucros para o instituto do gilmar para pagar as tais palestras destes deusinhos do demônio.

    1. Sebastião Stefanuto
      Sebastião Stefanuto

      Sem limites, a corrupção e o comportamento errático é fruto comido largamente. Brasília politica luta contra a nação brasileira

  8. João Mário
    João Mário

    Um senado de corruptos bandidos permite outra quadrilha piorada no stf.
    Somente em 2023 vamos colocar mais 2 no stf para iniciar uma pequena melhoria.
    Se Deus permitir e o povo tomar atitude vamos colocar senadores em 2023 que investiguem alguns juízes do stf e expulsem alguns desses pilantras.

  9. Romeu José Paludo
    Romeu José Paludo

    Temos metade do STF tentando e sendo covardes. Já a outra metade tripudia da lei; persegue jornalistas sérios e o presidente; solta bandido reconhecido por 3 instâncias; protege outros de ações da polícia; vendem sentenças; interferem nos outros poderes; atrapalham a vida pública; prejudicam o avanço do Brasil rumo ao lugar que merece; formam uma quadrilha em benefício próprio…..

  10. Nilton Alves de Oliveira
    Nilton Alves de Oliveira

    A próxima leniência a ser vetada é a do Palocci

  11. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Todo mundo sabe ….é muito bandido

  12. jose angelo baracho pires
    jose angelo baracho pires

    Tudo cercado!!!
    Só não conseguem nos fazer engolir esta farsa.
    Esse partido político só não acaba porque o Rodrigo Pacheco representa a marginália brasileira.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade