publicidade
Política

STJ forma maioria para permitir que Youssef retire tornozeleira eletrônica

Ex-doleiro foi condenado por lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato; ministros acreditam que o uso do aparelho é 'desproporcional'

Youssef é um dos principais personagens da Lava Jato | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira, 6, que o ex-doleiro e empresário Alberto Youssef pode retirar a tornozeleira eletrônica que utiliza há sete anos. A 5ª Turma do tribunal considerou o tempo de uso do dispositivo desproporcional.

Condenado por lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, Youssef firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O acordo estipulava o uso da tornozeleira por 27 anos e sua permanência em casa nos finais de semana e feriados, das 11h às 18h.

Receba nossas atualizações

O presidente do STJ, ministro Messod Azulay Neto, declarou: “Ninguém pode usar uma tornozeleira eletrônica durante 20 anos, isso não tem cabimento”. Ele comparou o uso prolongado da tornozeleira a uma pena de prisão.

Os ministros Joel Ilan Paciornik e Daniela Teixeira concordaram com o entendimento de Azulay Neto. Além disso, foi determinado que outra forma de monitoramento deve ser adotada pela Justiça.

Em contrapartida, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca discordou da decisão. Para ele, o monitoramento eletrônico não viola o sistema de progressão penal nem agrava as condições do regime aberto.

Histórico de condenações de Youssef

Alberto Youssef Preso PF
Doleiro Alberto Youssef, um dos principais envolvidos na operação Lava Jato | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Alberto Youssef foi condenado na Lava Jato a mais de cem anos de prisão em vários processos. Depois de assinar um acordo de delação, ele cumpriu apenas três anos de prisão.

Ele foi preso na primeira fase da operação, em março de 2014, e cumpriu pena em regime fechado até novembro de 2016, quando passou para o regime domiciliar.

Considerado peça-chave na exposição do esquema de corrupção na Petrobras, Youssef já era investigado desde 1987, quando tinha 19 anos. Documentos da Polícia Federal do Paraná revelam que ele fazia parte de um grupo preso com mercadorias contrabandeadas na fronteira com o Paraguai.

Youssef ganhou notoriedade no caso Banestado, também julgado pelo então juiz Sergio Moro na primeira instância. O caso envolvia o envio ilegal de dinheiro ao exterior através do Banco do Estado do Paraná. Ele foi preso na época e, em 2004, assinou o primeiro acordo de colaboração da história brasileira, comprometendo-se a não cometer novos crimes.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Bando de safados! Sou a favor do pé na porta, mas infelizmente nos acovardamos e viveremos da vergonha eterna!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade