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Política

Tarcísio celebra decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

Governador paulista afirma que medida amplia cooperação internacional contra o crime organizado

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas: valores cívicos e senso de pertencimento | Foto: Divulgação/Agência SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, atribuiu a Flávio Bolsonaro a articulação com os EUA | Foto: Divulgação/Agência SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comemorou nesta quinta-feira, 28, a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. Segundo ele, a medida fortalece a cooperação internacional na área de segurança.

Em publicação no X, Tarcísio concordou que as facções atuam como grupos terroristas. “PCC e CV não são facções: são terroristas armados contra o povo brasileiro e com atuação além das nossas fronteiras”, escreveu.

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O governador também declarou que as organizações criminosas desafiam o poder público ao controlar territórios e impor regras à população. “Quem domina territórios, impõe toque de recolher, mata inocentes e desafia o Estado pratica terror”, disse. “O Brasil não pode mais ser refém de bandido. Terrorista tem que estar atrás das grades, sem relativização.”

O secretário de Estado, Marco Rubio, e o presidente dos EUA, Donald Trump, participam de uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA (27/5/2026) | Foto: Reuters/Evan Vucci

Na mesma publicação, Tarcísio atribuiu a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o sucesso na concretização da medida com o governo norte-americano. “Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro pela articulação firme e necessária”, afirmou.

O governador também celebrou o anúncio dos EUA em declaração à emissora CNN. “É uma vitória no combate contra o crime organizado”, assentiu. “Abre as portas para uma importante cooperação internacional.”

Designação do PCC e CV como terroristas passa a valer em 5 de junho

A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas foi anunciada nesta quinta-feira pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A medida entra em vigor em 5 de junho.

Vista de carro incendiado por traficantes para tentar impedir o acesso de policiais no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 2025, durante a a megaoperação batizada de “Operação Contenção”, para combater a expansão territorial do Comando Vermelho | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

Em comunicado, o Departamento de Estado descreveu as facções como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e citou ataques dos grupos contra policiais, autoridades públicas e civis. O texto afirma ainda que as organizações possuem atuação transnacional.

“Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e até dentro do nosso país”, declarou o governo norte-americano.

O anúncio também foi associado à política de segurança do presidente Donald Trump. Segundo Rubio, a administração republicana continuará utilizando instrumentos legais e administrativos para combater grupos ligados ao tráfico de drogas.

Hoje, tanto o PCC quanto o CV operam redes logísticas que atravessam fronteiras | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Hoje, tanto o PCC quanto o CV operam redes logísticas que atravessam fronteiras | Foto: Reprodução/Redes Sociais

“O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional”, afirmou o secretário de Estado. “Mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos de receita que financiam narcoterroristas violentos.”

A decisão foi anunciada depois de uma série de encontros de Flávio Bolsonaro em Washington com integrantes do governo norte-americano. Na terça-feira, 26, o senador pediu diretamente a Trump que os EUA reconhecessem PCC e CV como organizações terroristas.

No dia seguinte, Flávio se reuniu com Rubio e com o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance.

Leia também: “Territórios sequestrados“, reportagem publicada na Edição 294 da Revista Oeste

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