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Política

TJPB aprova pagamento retroativo de R$ 234 milhões a magistrados em 24 segundos

Montante corresponde a 25,6% do orçamento do tribunal e supera investimentos em grandes obras no Estado

Fachada do Tribunal de Justiça da Paraíba | Foto: Divulgação/TJPB
Fachada do Tribunal de Justiça da Paraíba | Foto: Divulgação/TJPB

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) autorizou o pagamento retroativo da compensação por acúmulo de acervo processual aos magistrados do Estado. O valor total da indenização soma R$ 234 milhões. O montante teve sua aprovação em 26 de fevereiro, durante uma votação que durou 24 segundos. A decisão atende a um requerimento da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB).

A gratificação beneficia juízes que acumulam funções em mais de uma unidade. O pagamento também se aplica a magistrados que enfrentam um volume de processos acima da média estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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No âmbito da Justiça Federal, o benefício passou a ser pago em janeiro de 2015, mas na Paraíba só foi implantado em maio de 2022. A AMPB reivindica a quitação do período entre 2015 e 2022.

O impacto financeiro chama atenção

Cada magistrado contemplado receberá um terço do próprio subsídio como compensação. Uma tabela anexada ao processo revela que 117 juízes da Paraíba, entre o primeiro e o segundo grau, terão direito a valores que ultrapassam R$ 900 mil. Quinze magistrados receberão R$ 956 mil cada um, enquanto a maioria terá indenizações acima de R$ 500 mil.

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O impacto financeiro chama atenção. O montante do retroativo representa 25,6% do orçamento do TJPB para 2025, estimado em R$ 914,3 milhões. Para efeito de comparação, o montante da indenização supera investimentos em obras importantes na Paraíba.

O valor ultrapassa os R$ 218 milhões destinados à construção do Arco Metropolitano de João Pessoa, projeto que visa a desafogar o trânsito na capital e melhorar a mobilidade urbana. Também excede os R$ 168 milhões reservados para o Centro de Convenções de Campina Grande, espaço planejado para impulsionar o turismo de eventos e fortalecer a economia local, conforme revelou o Jornal da Paraíba.

Ainda não há definição sobre a data dos pagamentos pelo TJPB

A AMPB diz que o Tribunal de Justiça da Paraíba tem a obrigação de quitar a diferença acumulada. O período em questão vai de 12 de janeiro de 2015 a 30 de abril de 2022. Segundo a entidade, o pagamento corrige um erro administrativo que ocorreu no cálculo das indenizações. O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, deferiu o pedido e reconheceu o direito dos magistrados ao pagamento retroativo, com correção monetária e juros.

No entanto, ainda não há definição sobre a data dos pagamentos, pois a liberação dos recursos depende do orçamento do próprio tribunal.

Questionado por Oeste sobre a rapidez da votação, que durou apenas 24 segundos, Rinaldo Mouzalas, advogado da entidade, declarou que “a votação é apenas o ato conclusivo, decorrente de estudos prévios que são realizados pelos julgadores”. Foi rápida, pois “não houve divergência” e, além disso, “é um entendimento firmado com base no CNJ e no STF”.

Magistrados aposentados também receberão o pagamento

A AMPB explicou por meio de nota que a decisão abrange não apenas magistrados da ativa, como também aposentados.

Leia a nota da AMPB:

A Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) esclarece que a decisão da Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em 18/02/2025, apenas reconhece um direito que deveria ter sido assegurado desde 2015, conforme previsto nas Leis Federais 13.093/2015, 13.094/2015, 13.095/2015 e 13.096/2015 que asseguraram o direito à gratificação por acúmulo de acervo processual à magistratura da União.

O Supremo Tribunal Federal (STF) sempre reafirmou a unicidade da magistratura, e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Recomendação 75/2020, determinou a extensão do direito à magistratura estadual, corrigindo a omissão anterior.

O reconhecimento administrativo abrange magistrados ativos e aposentados que atuaram entre 15/01/2015 e 30/04/2022 com acúmulo de acervo sem a devida compensação. Entretanto, nenhum pagamento foi realizado até o momento, pois a efetivação depende de autorização do CNJ e da disponibilidade financeira do TJPB, que sempre age com equilíbrio e responsabilidade fiscal.

Por fim, todos os atos administrativos seguem rigorosamente a legislação e as diretrizes do CNJ, e o processo sempre esteve acessível ao público, reafirmando o compromisso da AMPB e do TJPB com a transparência.”

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4 comentários
  1. Oswaldo Galvão Carvalho
    Oswaldo Galvão Carvalho

    como diria o Boris Casoy … ISTO É UMA VERGONHA.
    farra com recursos públicos e isto não terá consequência alguma.
    enriquecimento ilícito e imoral.
    pobre e podre justiça do Brasil.

  2. Ayrton Flores Nunes
    Ayrton Flores Nunes

    Quando essa gente fez concurso sabia que teriam vários processos a analisar, mas acho que é a única atividade ,que tem como benefícios ,aumentar seu rendimento absurdamente quando isso ocorre, nenhuma outra profissão tem esse benefício, vergonhoso para um país com tantas necessidades.

  3. Mario Farias Bueno
    Mario Farias Bueno

    Um escárnio! E não estamos no fundo do poço, ainda.

  4. Mario Farias Bueno
    Mario Farias Bueno

    Um escárnio! E não estamos no fundo do poço, ainda.

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