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Política

TRF-3 encerra inquérito da PF sobre Nunes por desvio de merenda

Para a defesa do prefeito, decisão do tribunal demonstra 'absoluta falta de justa causa para continuidade das investigações'

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes | Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Uma decisão da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) determinou o encerramento do inquérito da Polícia Federal (PF) sobre supostos desvios de recursos destinados à merenda de creches municipais, que tinha como alvo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

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O habeas corpus foi aceito por maioria de votos: dois desembargadores apoiaram o trancamento e um foi contrário. Relator do caso, Alexandre Saliba discordou do trancamento, mas Fausto Martin de Sanctis e José Marcos Lunardelli votaram para encerrar a investigação.

Com isso, o inquérito que envolvia o prefeito, suspeito de irregularidades no período em que era vereador, foi interrompido.

Defesa de Nunes apontou ausência de justa causa

Segundo o advogado Daniel Bialski, que representa Nunes, a decisão do tribunal demonstra “a absoluta falta de justa causa para a continuidade das investigações”.

Em julho do ano passado, a Polícia Federal havia indiciado 117 pessoas por suposto envolvimento no desvio de verbas públicas para crianças de até 3 anos. Na ocasião, foi solicitada à Justiça autorização para investigar especificamente a relação de Nunes com uma empresa que emitia notas fiscais.

Leia mais: “A ditadura veste toga”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 284 da Revista Oeste

O prefeito prestou depoimento e declarou à PF que os valores contestados eram referentes a serviços legítimos, realizados pela empresa Nikkey. O relatório da PF citava um “complexo esquema de desvio de valores públicos” que envolvia organizações sociais e creches conveniadas à Prefeitura de São Paulo.

Operação da PF e suspeitas sobre empresas

A Polícia Federal (PF) é uma força policial brasileira subordinada ao Ministério da Justiça | Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal é uma força policial brasileira subordinada ao Ministério da Justiça | Foto: Divulgação/PF

O Ministério Público Federal detalhou que escritórios de contabilidade teriam fraudado guias previdenciárias. Além disso, mostrou também que empresas de serviços funcionavam como ‘noteiras’, para emitir notas fiscais frias e dar aparência legal aos supostos desvios.

Em novembro, a Justiça Federal autorizou o avanço das investigações sobre Ricardo Nunes. No entanto, com a decisão recente, o inquérito teve o encerramento oficializado.

Leia também: “A agenda ‘woke’ do STF”, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 284 da Revista Oeste

Em nota, a defesa do prefeito comemorou o desfecho. Os advogados afirmaram que o tribunal reconheceu “a absoluta falta de justa causa para a continuidade das investigações” e determinou o fim do inquérito, que, segundo eles, seguia de forma “estranha e arbitrária” na Polícia Federal.

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