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Política

USP é palco de movimento da esquerda em defesa da 'soberania'; ex-deputado é agredido

Ato reuniu entidades sindicais e figuras como José Dirceu, Aloizio Mercadante e Walter Casagrande Júnior

evento na faculdade de direito da usp pela soberania
Manifestantes exibem faixas e cartazes em defesa da 'soberania' brasileira, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo — 25/7/2025 | Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) recebeu, nesta sexta-feira, 25, manifestação que, de acordo com os organizadores, serviu para defender a soberania brasileira. O ato, no geral, reuniu entidades e pessoas ligadas à esquerda nacional.

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O encontro teve críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No último dia 9, o republicano reclamou do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e, em razão disso, anunciou a aplicação da tarifa de 50% sobre todos os produtos e serviços importados do Brasil. A medida tem previsão de entrar em vigor a partir da próxima sexta-feira, 1º de agosto.

No evento que, na prática, serviu para criticar Trump e o governo norte-americano, contou com políticos ligados à esquerda. O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu marcou presença no ato da USP pela defesa da soberania, assim como o presidente eleito do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva.

Leia também: “O coveiro do petismo”, reportagem publicada na Edição 277 da Revista Oeste

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também teve vez na manifestação. A lista de presenças contou com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante. Assim como Dirceu e Edinho, os dois integram os quadros de militantes do PT.

Outro petista presente foi o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas. O ex-jogador de futebol Walter Casagrande Júnior e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello também estiveram na Faculdade de Direito da USP nesta sexta-feira.

“O que está em jogo é uma ordem mundial que seja democrática, que respeite as instituições e o Direito Internacional”, disse, segundo o portal g1, o diretor de Direito da USP, Celso Fernandes Campilongo, ao demonstrar que o evento contou com apoio institucional e ideológico da própria instituição de ensino. “O que está sendo ameaçado não é apenas a soberania do Brasil, é a lei internacional.”

E a tarifa do Maduro?

Apesar de criticar o “tarifaço” de Trump e, por isso, defender a soberania brasileira, o evento não teve comentários a respeito da mais nova decisão comercial do ditador venezuelano, Nicolás Maduro. Nesta quinta-feira, 24, o déspota bolivariano ignorou acordo de isenção tributária e passou a taxar produtos exportados pelo Brasil.

A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, a União Nacional dos Estudantes, o Instituto Vladimir Herzog, a Associação Brasileira de Imprensa e o Fórum das Centrais Sindicais foram algumas das entidades responsáveis pela realização do evento.

Evento na USP defende soberania, mas termina com agressão física

Apesar de se falar em defesa da soberania brasileira e respeito à democracia, o ato desta sexta-feira na Faculdade de Direito da USP terminou em confusão. Assumidamente de direita e ex-deputado estadual em São Paulo, Douglas Garcia sofreu agressão física. Em vídeo que divulgou no Instagram, ele mostra que foi alvo de chutes e empurrões ao tentar criticar a esquerda brasileira.

“Militantes da extrema esquerda se reuniram em um ato na Faculdade de Direito da USP para defender a ditadura PT-STF, sob o pretexto de ‘soberania nacional'”, afirmou Garcia. “A USP é um espaço público, mantido com o dinheiro dos nossos impostos. Por isso, fiz questão de denunciar as perseguições políticas e a entrega do Brasil ao Foro de São Paulo promovida por Lula.”

Leia também: “Precisamos falar sobre o ódio violento contra Donald Trump”, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, publicado na Edição 235 da Revista Oeste

7 comentários
  1. Rê

    Concordo com Douglas Garcia. O espaço é público, eu falo o que eu quiser e penso como EU QUISER. Se esses incompetentes não têm capacidade de argumentar ou refutar nenhum dos meu pensamentos ; esperneiem!!!!! Eu rio da vossa burrice, amebas!!!!!!!🦠
    Mas se encostar em mim eu chamo a polícia. E tenho direito à legítima defesa.

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    A ciências humanas é um antro de drogados, alguns cursos que não servem para nada..

  3. JOSE ADILSON FRANZO
    JOSE ADILSON FRANZO

    Neste lugar investimos o dinheiro de nossos impostos para financiar este tipo de cidadão …. Gente que não agrega, alienada, manipulada … bando de arruaceiros, preguiçosos e paus mandados …bando de futuros advogados sem noção. Se o STF continuar fazendo o que vem fazendo, não vamos precisar de advogados.

  4. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Não convém generalizar. Não se pode falar em “USP” ao se referir ao atual antro de comunistas e drogados em que se transformou a faculdade de direito do Largo de São Francisco, local onde se formam advogados. A USP reúne outras faculdades, que ainda prestam para alguma coisa, como engenharia, medicina, etc. De qualquer forma, há, além da escola que ensina o torno, e não o direito, outros antros de comunistas e drogados na USP, geralmente concentrados nas ciências “humanas”, como sociologia, psicologia, antropologia, história, filosofia, linguística e geografia humana, por exemplo. Mas, em matéria de porcaria, a faculdade que atualmente forma “adevogados”, ganha de lavada. A USP não apodreceu por inteiro. Ainda há partes que podem ser aproveitadas.

    1. JOSE ADILSON FRANZO
      JOSE ADILSON FRANZO

      Concordo. Menciono também a FEA de Ribeirao Preto que ainda considero referencia.

    2. Carlos
      Carlos

      De acordo. Existe um enorme contingente anti-PT dentro de várias faculdades e escolas da USP. Muitos professores e alunos de direita.

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