‘Vai ser o Covidão da cultura’, diz Mario Frias sobre Lei Paulo Gustavo

O texto, já aprovado no Senado no ano passado, pode ser votado pela Câmara dos Deputados ainda hoje
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Mario Frias, secretário especial da Cultura, participou do <i>Jornal da Manhã</i>, da Jovem Pan
Mario Frias, secretário especial da Cultura, participou do Jornal da Manhã, da Jovem Pan | Foto: Reprodução/YouTube

O secretário especial da Cultura, Mario Frias, voltou a criticar nesta terça-feira, 15, a possível aprovação da Lei Paulo Gustavo no Congresso Nacional. O texto, já aprovado no Senado no ano passado, pode ser votado pela Câmara dos Deputados ainda hoje.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 73/2021 é de autoria dos senadores Paulo Rocha (PT-PA), Paulo Paim (PT-RS), Jean Paul Prates (PT-RN), Rogério Carvalho (PT-SE), Humberto Costa (PT-PE) e Zenaide Maia (PROS-RN).

O texto pretende destravar parte dos recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC) e do Fundo Setorial do Audiovisual para o fomento do setor cultural — cerca de R$ 3,8 bilhões. Uma parcela do dinheiro desses dois fundos públicos fica represada, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina à União o cumprimento de metas limitadoras do déficit.

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Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Frias disse que a eventual aprovação do projeto abriria espaço para um “Covidão” na área cultural do país.

“Esse recurso de R$ 3,8 bilhões está contingenciado em função de tudo o que o Brasil está passando. É um momento de todos fazerem seus sacrifícios, e na Cultura não foi diferente”, disse Frias. “Sem esse recurso, o governo federal ficará impedido de construir qualquer tipo de política pública”, completou. 

“Se a gente já tinha problemas pesados em relação à Lei Rouanet em termos de corrupção, você pode imaginar o que vai ser quando o governo federal se tornar um caixa eletrônico compulsório. Vamos entregar para os governadores decidirem o que fazer com esses recursos. Vai ser o Covidão da cultura”, afirmou o secretário. 

Durante a entrevista, Mario Frias reconheceu as dificuldades de comandar a pasta, uma das mais aparelhadas pela esquerda em governos anteriores. Segundo ele, trata-se de “uma batalha dura que vai durar, pelo menos, mais dez ou 15 anos”.

“O aparelhamento é muito pesado. A Secretaria de Cultura, junto com as vinculadas, totaliza quase 5 mil pessoas. É impossível mudar isso de uma hora para outra”, afirmou. “É uma luta diária muito pesada em cima da gente, mas temos fé de que estamos moralizando e fazendo os mecanismos serem mais democráticos e não ficarem só para os amigos do rei.”

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9 comentários Ver comentários

  1. Agora esse pilantra, vive dizendo que acabou a mamata, e aí vai para NY gastando 39.000 do nosso dinheiro e sem a mínima necessidade, só para beber sobre como a Broadway se sustenta, um desculpe sem sentido, e que baixo uma portaria para pagar um cachê de 4 ou 5 mil, ir para trazer ideias,poderia ser feita perfeitamente por videoconferência.

  2. Os artistas parasitas sem talento, que sobrevivem às custas de recursos públicos estão em festa !!! Olha quem são os autores desta lei idiota !!!

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