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Política

Viagem de Motta ao 'Gilmarpalooza' custou R$ 61 mil apenas com tripulação

Valor corresponde a US$ 10,9 mil, conforme a cotação atual; Câmara e FAB mantêm nome dos ocupantes da aeronave em sigilo

Hugo Motta
Motta (Republicanos- PB), presidente da Câmara dos Deputados, em reunião de líderes da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), 3/4/2025 | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Os gastos públicos relacionados ao deslocamento do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para o Fórum de Lisboa, em Portugal, somaram R$ 60,9 mil apenas em diárias para a tripulação da Força Aérea Brasileira (FAB).

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Esse valor corresponde a US$ 10,9 mil, conforme a cotação atual, e foi revelado por meio de resposta da Aeronáutica via Lei de Acesso à Informação ao jornal O Globo.

A viagem, realizada no início de julho, ocorreu a bordo de um jatinho modelo E-135 Legacy (VC-99B), com capacidade para 12 pessoas. Motta convidou outros seis passageiros, incluindo o deputado e ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL). O itinerário incluiu escalas em Cabo Verde nos trechos de ida, em 1º de julho, e volta, em 6 de julho, para reabastecimento da aeronave.

Sigilo sobre viagem de Motta

Fachada do Congresso Nacional
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Tanto a Aeronáutica quanto a Câmara dos Deputados recusaram-se a informar a lista de passageiros. Os órgãos alegaram questões de segurança previstas em regulamentos internos e decreto de 2020.

A Casa Legislativa justificou a negativa ao divulgar dados dos acompanhantes de Motta no evento, que contou com representantes dos Três Poderes. O argumento foi o de proteção à integridade das autoridades.

Leia também: “Patriotismo de ocasião”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 278 da Revista Oeste

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para analisar o sigilo imposto sobre os nomes dos participantes do voo oficial. A relatoria é do ministro Antonio Anastasia. Enquanto isso, a Aeronáutica limitou-se a divulgar apenas o número total de passageiros, sem detalhar a quantidade de militares envolvidos na missão.

Além disso, a Força não informou sobre os custos com combustível, sob alegação de que tais dados são reservados por cinco anos, em razão de interesse estratégico nacional. O órgão fundamentou a restrição em dispositivos legais que garantem sigilo a informações consideradas sensíveis à segurança ou a pesquisa e desenvolvimento.

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4 comentários
  1. Osmair Mendonça
    Osmair Mendonça

    Esse otário eleito pelos deputados safados só se presta pra isso mesmo. Essa cara de engomadinho da mamãe. O Brasil é uma mer… mesmo.

  2. Doutor Adão
    Doutor Adão

    O Moleque está gastando o nosso dinheiro! Canalha !!

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