Sergio Moro, Felipe d'Avila e Simone Tebet | Foto: Montagem Revista Oeste/Divulgação
Sergio Moro, Felipe d'Avila e Simone Tebet | Foto: Montagem Revista Oeste/Divulgação

O jogo da terceira via e a animação de Tarcísio

A desmonetização dos Estúdios Flow pela sede do YouTube, na Califórnia, e outros assuntos

O cientista político Felipe d’Avila se diz decepcionado com o amigo de longa data Geraldo Alckmin. D´Ávila foi coordenador do programa de governo do ex-tucano nas eleições presidenciais de 2018. Ele diz que Alckmin se aliou a todos os valores opostos ao que pregou ao longo de sua trajetória. “Ainda não consigo entender”, diz, sobre a possibilidade de Alckmin ser o candidato a vice numa chapa encabeçada por Lula. 

Bate-bola …

Pré-candidato do Novo à Presidência da República, D’Avila acredita que a terceira via ainda vai decolar e que, muito em breve, vai diminuir a quantidade de candidatos na corrida presidencial — já que alguns sairão do páreo para apoiar outros nomes. Ele jura, como todos, que manterá a sua até o fim, mas tem tido conversas frequentes com Simone Tebet e Sergio Moro. Na última, há poucos dias, D’Avila levou a ideia para a dupla de um programa entre eles, “estilo mesa-redonda esportiva”, para discutir projetos para o Brasil, especialmente para o crescimento econômico. D’Avila é um liberal convicto. Na pesquisa mais recente, divulgada na quinta-feira (24), pela Exame/Ideia, tinha 0,5% das intenções de voto. Sergio Moro chegou a 10% e Simone Tebet (MDB), 0,4%.

…sem Doria

Quem, da terceira via, não deve sentar à mesa de D’Avila, Moro e Tebet? João Doria. Ele acha difícil o governador de São Paulo reverter tamanha rejeição em seu Estado. E a culpa, na avaliação do pré-candidato do Novo, nem é o fato de Doria não ter conseguido capitalizar a vacina que trouxe para o Estado. Mas a comunicação robótica e artificial durante toda a pandemia. 

Sertanejo no PIB

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, anda animado. Na pré-campanha ao governo de São Paulo, ele abriu um discurso, dias atrás, para um grupo de empresários e banqueiros reunidos pelo grupo Esfera em São Paulo da seguinte forma: 

  • Alguém aqui gosta de sertanejo?

E continuou:

  • Eu gosto bastante e tem uma música do Matheus e Kauan sobre expectativa e realidade. É exatamente o que estamos vivendo no Brasil: um conflito entre narrativa e realidade. 

E seguiu com o discurso de que a narrativa criada é a de um país preso na armadilha do baixo crescimento — mas esta, reforçou, era a realidade de antes de 2016. “Deixamos para trás uma era ‘antibusiness’ para ser ‘pró-business”, falou o ministro. “De lá para cá, aprovamos as reformas (trabalhista e da Previdência), aumentamos a oferta de crédito, mesmo na pandemia, e aprovamos o Marco do Saneamento. E, desde 2019, foram 125 leilões de infraestrutura.”

De acordo com relatos, o encontro foi cheio de afagos para o ministro da parte dos convidados. Tarcísio chegou a dizer que estava ali para vender sua mercadoria favorita: otimismo para o Brasil. 

Faustão | Foto: Divulgação/Band

Alegria no horário nobre…. 

A um empresário, durante um almoço recente em São Paulo, Fausto Silva confidenciou que quer resgatar o hábito de a família brasileira se reunir à noite para assistir à televisão, mesmo ciente de que o celular roubou a atenção, sobretudo dos mais jovens. Ele citou que o Jornal Nacional afastou esse público familiar, com o excesso de notícias negativas, principalmente nos últimos tempos, relacionadas à covid-19. O empresário, na mesa do restaurante, concordou com a crítica ao enorme espaço dado à cobertura até hoje. “Alguns jornalistas da Globo parecem coveiros”, disse. 

…com videocassetadas

Apesar de ter levantado o horário, os atuais baixos índices de audiência do programa de Fausto na Band — em torno dos 3 ou 4 pontos na Grande São Paulo — não desanimam o apresentador. Amigos chegaram a questioná-lo se valeria a pena, aos 71 anos e depois de trilhar uma das mais bem-sucedidas trajetórias da televisão brasileira, seguir com um programa de duas horas de duração diário. Faustão tem uma resposta pronta. Sim, vale a pena. Diz que é uma obrigação devolver à TV o que ela tanto trouxe durante décadas: alegria e leveza para as famílias brasileiras. Ele confidenciou que faz questão de abrir cada edição de sua atração com as históricas Videocassetadas, para mudar o humor noturno das famílias.

Sem monetização

A fala de Bruno Aiub, o Monark, sobre a legalidade de um partido nazista no Brasil ainda repercute (muito mal)  nos negócios dos Estúdios Flow — que até o início do mês era um dos mais rentáveis podcasts do país, com 100 funcionários. André Ghaigher, CEO da empresa, tenta reverter uma decisão considerada difícil pela frente: a sede do YouTube, na Califórnia, desmonetizou não apenas o canal de Monark na plataforma, mas todos os canais do Flow, algo que rende alguns milhões de dólares mensalmente e valia 50% do caixa da empresa. 

Saída tumultuada 

A ida de Sergio Rial para a presidência do conselho da Vibra Energia — onde terá as companhias estelares de Walter Shalka (Suzano), Nildemar Secches (BRF) e Fabio Schvartsman (Vale) — e para a vice-presidência do conselho da Marfrig confirma o que os corredores do Santander falam desde dezembro: a saída de Rial da presidência do terceiro maior banco privado do Brasil, depois de sete anos no cargo, foi tumultuada. A aposta interna era a promoção de Rial para a presidência global do banco. Um desentendimento dele com a espanhola Ana Botín, CEO global do banco desde 2014 (o Santander foi fundado por sua família há 168 anos), azedou os planos. Em dezembro, foi anunciada a saída de Rial do posto principal da operação brasileira para ser chairman do banco. Quem ficaria em seu lugar? Um processo de busca por executivos de fora foi iniciado. Mario Leão, então vice-presidente da área de corporate banking, era um nome cotado para assumir a cadeira de presidente só daqui a cinco anos. Rial bateu o pé. Como última decisão no cargo, ele nomeou Mario Leão como seu sucessor. 

Todos querem o agro

Duas são as palavras que Mario Leão mais falou para seus executivos e também para os mais de 40 mil funcionários nos dois meses à frente da operação brasileira do Santander: consumo e agronegócio. A primeira se refere a transformar o banco na maior empresa de consumo do país, com foco no bom atendimento ao cliente. A segunda segue a trilha de todo banco tradicional brasileiro: seja privado ou estatal, todo mundo quer expandir os negócios no agro.

R$ 10 bilhões em quatro dias

Tem quem não acredita na bolsa brasileira neste ano. Os gringos, porém, estão fazendo a festa: entre 14 e 18 de fevereiro, os investidores estrangeiros aportaram R$ 10,24 bilhões em ações na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. 

bruno@revistaoeste.com 

Leia também Bloomberg brasileira, MoroCast, cães e gatos”

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