Vista da cratera que se abriu, após solopamento do asfalto, na rua do Manifesto, bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo. Não houve feridos | Fotos: Carlos Pessuto/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
Vista da cratera que se abriu, após solopamento do asfalto, na rua do Manifesto, bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo. Não houve feridos | Fotos: Carlos Pessuto/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

São Paulo clama por socorro

Pichações, ruas esburacadas, acúmulo de lixo, semáforos quebrados. Esses são alguns exemplos do desleixo e da situação de abandono em que se encontra a cidade mais rica do Brasil

Um experimento realizado nos Estados Unidos pelo psicólogo e professor da Universidade de Stanford Philip Zimbardo, em 1969, revelou uma faceta interessante do comportamento humano. Dois veículos idênticos foram abandonados, um no Bronx, bairro pobre da cidade de Nova Iorque, e o outro em Palo Alto, cidade rica da Califórnia. O carro deixado no Bronx foi vandalizado. O de Palo Alto permaneceu intacto por uma semana. Na sequência, Zimbardo foi até o carro deixado na Califórnia e quebrou uma das janelas. Em pouco tempo, o carro também foi destruído, assim como ocorreu com o veículo no Bronx. Entre as conclusões do estudo, o psicólogo observou que a desordem atrai a desordem e que a falta de punição aos pequenos crimes está ligada ao aumento da criminalidade. Além disso, Zimbardo constatou que a criminalidade não tem relação direta com a pobreza — outros fatores, como a desordem, a impunidade e questões sociais, contribuem para estimular as pessoas a cometerem delitos. 

Com base nessa experiência, o cientista político James Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling apresentaram a Teoria das Janelas Quebradas, em 1982, que serviu de base para o programa de Tolerância Zero em Nova Iorque, aplicado para lidar com os sérios problemas de segurança pública que a cidade enfrentava na época. Se a janela de um prédio é quebrada e não é consertada, outras serão vandalizadas. Se o lixo despejado na rua não é logo recolhido, se um telefone público é destruído ou um monumento é pichado e não se adota nenhuma medida, surge na população um sentimento de descaso. Se não houver punição ou ações imediatas por parte das autoridades públicas, a tendência é a geração de mais caos e desordem. Em resumo, a teoria defende a ideia de que uma cidade organizada e limpa contribui para a manutenção da ordem e inibe o crime; já o contrário torna o ambiente “convidativo” para o delinquente agir, aumentando a criminalidade.

Pobre São Paulo

Para infelicidade dos paulistanos e dos milhões de turistas que visitam a cidade todos os anos, as conclusões da teoria dos pesquisadores norte-americanos podem ser observadas na prática em São Paulo. Lixo espalhado pelas calçadas, fios largados, pichação em prédios e monumentos históricos, ruas esburacadas, bueiros entupidos, árvores tombadas, semáforos quebrados. Canteiros e jardins usados como depósito de entulho, praças abandonadas. Barracas instaladas a céu aberto — algumas para moradia, outras para funcionar como ponto de venda de drogas. Moradores de rua e dependentes químicos perambulando pelas vias, ocupando e degradando espaços públicos. Aumento de roubos e furtos em vários pontos da cidade.

É de se perguntar se o prefeito da maior metrópole da América Latina tem andado pelas ruas para ver de perto o cenário pós-apocalíptico da cidade. Sua presença passaria praticamente despercebida pela população. Afinal, São Paulo é governada por um prefeito cujo nome boa parte dos paulistanos nem sabe. Ricardo Nunes (MDB) foi vereador por dois mandatos antes de se eleger vice na chapa com Bruno Covas (PSDB), que morreu de câncer no ano passado. Nunes herdou a cadeira do titular em maio de 2021 e até agora não mostrou a que veio. A sensação é que a cidade está sem comando. 

Acúmulo de lixo no Túnel Noite Ilustrada, no entroncamento entre a Avenida Paulista e Avenida Rebouças | Foto: Fernanda Samartins/Revista Oeste
Buraco em via pública é visto com galhos improvisados para sinalizar perigo, na cidade de São Paulo, na região da Vila Sônia, dia 22 de março de 2022 | Foto: Ronaldo Silva/Futura Press

Se o mundo foi enfeado nas últimas décadas, como observou o colunista de Oeste Theodore Dalrymple, São Paulo está em uma situação de penúria. Não só pelas más escolhas materiais e estéticas, mas pela falta de ação com questões rotineiras de zeladoria. Os números são colossais: mais de 600 mil pontos de iluminação pública e cerca de 60 mil postes de luz. O maior parque semafórico do país, com mais de 6,5 mil faróis instalados em cruzamentos e travessias. No ano passado, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou mais de 5,2 mil ocorrências envolvendo casos de vandalismo de semáforos e furtos de cabos dos equipamentos, um aumento de 15% em relação a 2020. Todos os dias, em média, 18 semáforos são danificados, e, em 2021, foram gastos mais de R$ 17 milhões para consertar os equipamentos depredados, segundo dados da prefeitura. O Serviço 156, canal de contato com o poder público municipal, registrou cerca de 3 milhões de solicitações em 2021. Dentre os serviços de zeladoria e apoio social, os mais solicitados foram o de abordagem de moradores em situação de rua (157 mil), seguido do Tapa-Buraco (142 mil) e da poda ou remoção de árvores ( 68,5 mil).

Cruzamento entre a Rua Pamplona e a Rua José Maria Lisboa, no Jardim Paulista.
Registro em 6 de abril de 2022, 18h20

“Os últimos prefeitos, infelizmente, não tiveram trajetória na gestão”, disse Andrea Matarazzo, ex-vereador e ex-secretário municipal das subprefeituras de São Paulo. “Buraco na rua não é de direita nem de esquerda, nem tem de ser discutido, só tem de ser tapado. O pessoal da nova política chega e já quer ser candidato a prefeito, governador e presidente da República”, disparou. “A gestão de cidades é complexa e requer técnica.” Matarazzo conhece bem os problemas de São Paulo. Além de subprefeito da Sé, ele foi coordenador das 32 subprefeituras por três anos, durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab — cada subprefeitura é responsável pela administração de determinados bairros da cidade e é comandada por subprefeitos escolhidos pelo prefeito. “O prefeito precisa escolher para o cargo pessoas experientes, que tenham conhecimento de gestão pública e que conheçam o bairro”, disse Matarazzo. “O que acontece hoje é que, muitas vezes, quem indica o subprefeito é o vereador de determinado partido, ou seja, o critério é partidário e não técnico.” 

No ano passado foram tapados cerca de 165 mil buracos em toda a cidade — um a cada três minutos

Na gestão do prefeito Bruno Covas, a subprefeitura do Ipiranga chegou a ter três subprefeitos diferentes em 36 meses, ou seja, um a cada seis meses. Para o vereador Delegado Palumbo (MDB-SP), a indicação política de subprefeitos privilegia demandas de alguns grupos na Câmara. “Você acha que um subprefeito indicado por determinado vereador vai atender a uma demanda da oposição, de alguém com quem bate de frente, ou vai atender à do vereador que o indicou?”, disse. “Isso é absurdo, porque a demanda não é do vereador, é do povo.” Apesar de defender o atual modelo de gestão descentralizada, Matarazzo acredita ser possível subdividir os bairros em regiões ainda menores, para garantir melhor atendimento aos cidadãos. “Existe subprefeitura com 500 mil habitantes. No entanto, criar novas envolve alto custo, porque são estruturas grandes”, pondera Matarazzo. “É possível criar gerências de bairros, mais setorizadas, sem criar novos cargos. Basta remanejar o pessoal que, muitas vezes, está em cargos ociosos.”     

Muito dinheiro, pouca ação 

Imagine ter nas mãos o quarto maior orçamento do país (pouco mais de R$ 80 bilhões de receita anual), atrás apenas do Orçamentos da União e o dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. E ainda ganhar R$ 35 mil por mês para coordenar a cidade — Ricardo Nunes recebeu aumento de 46% no início deste ano (o aumento dos secretários municipais chegou a mais de 50%). Não falta dinheiro nos cofres públicos municipais. O prefeito da capital paulista assumiu o cargo com R$ 20 bilhões em caixa previstos para investimentos até o fim do mandato. E, no final do ano passado, depois de a população penar com as medidas de isolamento e o fechamento dos estabelecimentos em razão da pandemia de covid, ainda aprovou o aumento do valor do IPTU, com reajustes de até 10%. Se o problema não é verba, sobra inépcia e falta vontade política para enfrentar os desafios de uma cidade com 12 milhões de habitantes e cerca de 20 mil quilômetros de vias.

“O campeão de reclamações aqui no gabinete é o buraco nas vias”, disse o vereador Delegado Palumbo. “Porque não é só o buraco. Estoura um pneu, quebra uma roda, é um prejuízo geral”, disse. “Só neste gabinete tem mais de cem ofícios pedindo zeladoria, e nada é feito”, lamenta. “Parece que só resolve quando vou até lá, me jogo dentro do buraco e publico nas redes sociais. Político nenhum gosta de ser escrachado, aí eles arrumam rápido. Se fico só no 156 e no ofício, eles deixam para lá.” Segundo a prefeitura da capital, no ano passado foram tapados cerca de 165 mil buracos em toda a cidade — o equivalente a 14 mil por mês, 19 por hora ou um buraco tapado a cada três minutos. No entanto, o problema persiste e, mais do que gastar o dinheiro dos pagadores de impostos em manutenção constante, é preciso fiscalizar a qualidade do material utilizado, a situação da drenagem das vias e avaliar as causas de rachaduras e trincas no asfalto, tecnicamente chamadas de “patologias”. “É preciso fiscalização”, alerta Andrea Matarazzo. “Qual é a melhor formulação para o asfalto durar? Precisa pedir uma mostra para as empresas terceirizadas e avaliar se elas estão usando a massa asfáltica adequada.”  

Acúmulo de água em uma das pistas da Avenida Paulista | Foto: Márcio Komura/Revista Oeste
Acessibilidade da calçada comprometida pelo acúmulo de água na via. Rua Epitácio Pessoa, no Centro | Foto: Branca Nunes/Revista Oeste

O desleixo com a zeladoria é materializado nos quatro cantos da cidade e os moradores da periferia sofrem ainda mais com a ausência do Estado — cerca de 3,2 milhões de paulistanos não têm sequer esgoto tratado. Mas a situação do centro expandido de São Paulo, onde se concentra mais 50% dos empregos, é degradante. Além da presença constante do lixo e da péssima iluminação em algumas vias, ano a ano, o poder público mostra sua incapacidade em lidar com o problema dos moradores de rua e dos dependentes químicos na região. Há algumas semanas, quem vive no centro acompanha com medo e incerteza o êxodo dos usuários de drogas, que saíram da cracolândia e se mudaram para a região da Praça Princesa Isabel (leia reportagem nesta Edição). 

Calçadas quebradas e acúmulo de lixo na ciclofaixa. Rua Rego Freitas, quase esquina com a Rua Epitácio Pessoa, no Centro | Foto: Branca Nunes/Revista Oeste

Para quem não mora na cidade ou não circula pela área central paulistana, a situação está assim: além das favelas itinerantes, megafones avisam quem caminha pela área sobre o risco de roubos e furtos com bicicletas nos fins de semana; moradores usam apitos para espantar criminosos; e comerciantes instalaram placas em uma praça com a frase “Zona de risco — fique atento ao seu celular”, conforme mostrou recente reportagem do Estadão. Em vez de o poder público garantir a segurança, os cidadãos usam a criatividade e se viram como podem para se proteger dos criminosos. Apesar de caber ao Estado paulista a manutenção e a organização das polícias Militar e Civil (leia reportagem sobre sucateamento da Polícia de SP), o governo municipal pode e deve desenvolver ações de prevenção à violência, por meio da instalação de equipamentos públicos, como iluminação e câmeras. “A falta de iluminação aumenta a criminalidade”, afirma Palumbo. “Praça sem iluminação, ruas sem iluminação, isso é chamariz para bandido.” As Guardas Municipais também podem auxiliar na proteção de bens e instalações públicas. 

Escadaria sem iluminação ao lado da estação do metrô Vergueiro | Foto: Rute Moraes/Revista Oeste

É como defende a Teoria das Janelas Quebradas: o gestor público precisa resolver os problemas enquanto eles ainda são pequenos, antes que se tornem de difícil solução e levem a um colapso da vida em sociedade. Nova Iorque sofreu com altos índices de criminalidade nos anos 1980, a ponto de ser considerada uma das cidades mais violentas do planeta. Graças à política de Tolerância Zero implantada na década de 1990, durante o primeiro mandato do prefeito Rudolph Giuliani, a cidade de 8,5 milhões de habitantes se tornou uma das mais seguras dos Estados Unidos. A Justiça foi rígida na aplicação da lei para pequenos delitos, como não pagar bilhete do metrô, urinar em público e praticar pichações. Atos como pedir esmolas ou vender produtos nos semáforos poderiam levar o sujeito em cana. Moradores de rua e dependentes químicos foram retirados das ruas e levados a abrigos. Embora tenha recebido críticas, o fato é que a política implantada em Nova Iorque reduziu em 80% as taxas de crimes em geral em um período de 20 anos. 

Alvo de pichação e vandalismo, a Casa Amarela, localizada na Avenida Paulista, foi tombada e é considerada patrimônio histórico da cidade | Foto: Márcio Komura/Revista Oeste
Moradores ocupam as calçadas na Alameda Ministro Rocha Azevedo, próximo à Avenida Paulista | Foto: Márcio Komura/Revista Oeste

A experiência de Nova Iorque pode inspirar governantes a aplicar programas similares no Brasil, adotando as medidas que deram certo e descartando as erradas. Sim, será preciso disposição para adaptar o modelo à realidade socioeconômica brasileira e coragem para enfrentar a resistência de ONGs, de alguns membros do Ministério Público e de instituições que, muitas vezes, defendem soluções utópicas para problemas reais e urgentes. O exemplo de Nova Iorque mostra um caminho. Há esperança para os paulistanos. 

Leia também “Pobre São Paulo” 

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38 comentários Ver comentários

  1. Só haverá solução SE a extrema esquerda que detém o poder por trás dos panos for eliminada da equação. Enquanto prevalecer a ideologia da “opressão”, nada vai mudar. NADA.

  2. A cidade de São Paulo serve de trampolim para políticos incompetentes e inescrupulosos, que detestam nossa cidade. E a população faz sua parte, elegendo um vigarista após outro. E, como paulistanos, só nos resta uma certeza: o próximo prefeito será pior que o atual.

  3. SÃO PAULO CLAMA POR UM GOVERNANTE DE DIREITA HÁ DÉCADAS. SERÁ DE NOSSA RESPONSABILIDADE, COLOCARMOS O FUTURO PREFEITO E OS FUTUROS VEREADORES DE SP. NÃO PODEMOS DEIXAS A ESPERANÇA MORRER.

  4. Excelente texto. Muito bem elaborado. Parabéns. Agora, para os paulistanos terem esperança, primeiro, precisam aprender a votar. Aí quem sabe.

  5. Apenas complementando o comentário anterior na forma se sugestão: Certa vez vi uma reportagem com o atual prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que comentou sobre a importância estratégica dos parques como área de lazer para a população e o fato destes estarem localizados em áreas antigas de mangue ou alagados, onde, quando chove demais, alaga (assim como o leito estendido do tietê e Pinheiros). Dessa forma, durante a chuva os parques não são utilizados, deixando de colocar a população em risco e impedindo a ocupação desses espaços por hospitais, escolas ou residências. Caso alguém com cérebro maior do que um cérebro de ostra babando seja gestor da cidade ou Estado de São Paulo, vale investir em ações de médio/longo prazo, tendo como objetivo a população, não reeleições.
    Chuchu com frutos do mar nunca mais!

  6. Concursados fazem o que querem e quando querem. Isso é o que tem de mudar, pois o mercado de trabalho está lotado de bons profissionais.

    Penalizações mais duras e aplicadas dinamicamente conforme desvendamento de improbidades.

    Abra alguns editais, leia com atenção, acompanhe desenrolar, e certamente o leitor ficará boquiaberta com o resultado, em sua maioria e resumidamente: o maior custo final (direto + indireto) pelo menor retorno.

    A política do criar problema para vende solução, ainda é praticada nesses tempos de computador, bit e byte.

  7. Excelente reportagem. Saí de São Paulo em 1994 e daí só voltei para visitar amigos e acompanhar a falta de gestão em todos os sentidos. Infelizmente, no serviço público em geral os resultados são mensurados pelo “investimento (em reais) aportado”, enquanto que na iniciativa privada (no mundo real) os resultados são mensurados por “o problema foi resolvido? (Por quê não/ ações corretivas)?”
    São Paulo nunca teve tão boas alternativas. Se não der Tarcísio Freitas no primeiro turno, ou um segundo turno entre Tarcísio Freitas e Abraham Weintraub, desculpe, mas o último que apague as luzes… Nise Yamaguchi para Senado!

  8. Temos que copiar o que funciona, por isso implementação urgente da tolerência zero, não só para a cidade mas, principalmente para os políticos.
    Precisamos de técnico que não tenha pretensões a ser presidente da república, portanto atualmente torço por Tarcísio no 1º turno.

  9. É lamentável a atual administração municipal, ele poderia dar uma lida nos arquivos de Prestes Maia. Se você quiser assistir um concerto no Teatro Municipal precisa ir armado!!!

  10. Andar em São Paulo é sentir-se no “Período das Trevas”.
    Um exemplo é a “Casa das Rosas” na Av Paulista, além de abandonada, sem manutenção, ainda ganhou um culto a feiúra com uma “obra de arte” medonha que simula em vale de enforcados.
    Uma pena, mas não consegui anexar a foto que ilustraria bem quão profundo é o abismo, principalmente cultural, que tentam nos colocar goela abaixo.

  11. Um dos pontos que vocês não levantaram e poderia ser assunto para uma reportagem inteira é o barulho de enlouquecer. Não há horário, não há local onde tenhamos paz. É uma questão de saúde pública. Não há fiscalização. Neste como nos demais itens, as pessoas de bem, as que seguem as leis sofrem com a total permissividade a tudo o que é ilegal, imoral e degradante.

  12. A Av Paulista está em um estado de degradação inacreditável. O que era um cartão postal, um ponto turístico da cidade, passou a ser um local irreconhecível.

  13. A boa imprensa já procurou entender o que fazem ONGs. e outras entidades religiosas que sustentam esse caos? Que atendimento social é esse que alimenta a miséria, a doença e o sofrimento desses desassistidos?. Quer crime maior que ver moradores de rua cheios de crianças em péssimas condições sanitárias e desumanas? Nossos moradores de rua viciados ou não jamais mudarão seus costumes se não forem estimulados a trabalhar para ganhar seus próprios sustentos. A boa imprensa deveria buscar e oferecer soluções e não ficar ouvindo políticos que fazem criticas e jamais resolveram quando estavam no poder. Chega de hipocrisia de Ongs., Bispos, e de Direitos desumanos. Que tal nosso vitorioso negócio agropecuário desenvolver atividades produtivas no campo levando muitas dessas famílias ao encontro do trabalho, assistência de saúde familiar, moradia, saneamento, segurança e a alegria de ter o que é seu.

  14. O problema da gestão pública é que tudo agora é definido como sendo de direita ou de esquerda, e como disse Andrea Matarazzo, buraco não tem ideologia! A gestão do Estado tem que ser técnica, e não política. Enquanto não superarmos isso, não avançaremos. Mesmo hoje, em Nova Iorque, alguns prefeitos que vieram depois de Giulianni querem rever algumas coisas da tolerância zero, porque para a Esquerda, ela é punitiva, descriminatória e só persegue os pobres. Mas se esquecem que graças a Tolerância Zero, os crimes diminuíram em 80%. A mesma coisa acontece com a Cracolândia em SP. Se algum prefeito se dispõe a resolver o problema, logo vem o pessoal da Esquerda acusar de que estão fazendo “limpeza social”, querendo mandar os traficantes pra longe. Quando o pessoal da Esquerda está no poder, o pessoal da Direita reclama das ações da Esquerda e vice versa. Nunca as pessoas de ambos os espectros ideológicos sentam à mesa pra discutir os problemas e resolvê-los. As visões ideológicas atrapalham a solução dos problemas e nada muda. E quando aparece uma pessoa de fora da política, como Doria, não passa de um fanfarrão querendo usar a prefeitura como trampolim político.

  15. Excelente matéria. Consegue produzir, em texto, um retrato tão contundente, porém muito mais amplo que as boas fotografias (e até uma breve filmagem bastante ilustrativa desta dinâmica de abandono!) que o acompanham, já que, além de expor a realidade lamentável de nossa cidade (sou paulistano), fornece um quadro da realidade política que, se não justifica- e de fato, nada o fará – explica de maneira bastante simples e direta a razão de ser do estado de coisas em que nos encontramos. Parabéns à autora e equipe pelo jornalismo de qualidade!

  16. Cidade abandonada,sem leis e sem ordem.Nasci em São Paulo e aqui resido,nunca assisti a tanta violência,roubos e descaso total de prefeito e governador.Otima reportagem Paula Leal.

  17. SOU ASSINANTE NOVO DA REVISTA OESTE, E SUA LEITURA ME MOSTRA O ALTO VALOR E QUALIDADE DE SUAS MATÉRIAS. A REPORTAGEM SOBRE “SÃO PAULO CLAMA POR SOCORRO” CALOU FORTE EM MEU PENSAMENTO, ASSUNTO QUE HÁ BOM TEMPO TEM ME CAUSADO MUITA PREOCUPAÇÃO.

  18. Moro no centro de São Paulo. Além do que foi dito na reportagem, ainda tem o mau cheiro nas ruas. Os moradores de rua fazem suas necessidades onde bem entendem e quem anda pelas ruas e calçadas que aguente o cheiro.
    O abandono é total. À noite os sacos de lixo são rasgados e o lixo é espalhado pelas ruas.
    E o prefeito… para quê serve? Para absolutamente nada!

    1. Verdade! Meu consultório é na Av. Nove de Julho, entre Al. Lorena e Rua José Maria Lisboa, onde resido próximo à Rua Campinas. Nestas quase 3 quadras que caminho em meu retorno à noite, do trabalho para casa, todo dia vejo os sacos de lixo rasgados por moradores de rua – que também já testemunhei em plena ação vandalizadora – que remexem o lixo como ratos em busca de restos dos quais se alimentar. Na esquina da José Maria Lisboa com a Pamplona, ao lado da banca de jornais, há um morador de rua que ali “reside”, fazendo da calçada e de sacos plásticos seu dormitório. Um pouco antes, ainda na José Maria Lisboa, no meio da quadra entre Nove de Julho e Pamplona há, à noite, em frente ao estande de vendas de um prédio em construção, um tabuleiro destes de venda clandestina que, visto à distância, parece oferecer café e algum tipo de refeição, levando a um ajuntamento de pessoas que se usam da mureta do estande e de latas de tinta para sentarem e ali socializarem e fazerem sua refeição. Enfim, tudo isso em apenas três quadras de caminhada. Pra não falar dos pedintes alojados ao longo das calçadas na Rua Pamplona, próximo à Lorena, que se postam estrategicamente também sentados na entrada do Shopping Pamplona, para desespero de seus frequentadores. Finalmente, experimente tentar almoçar ou jantar em uma mesinha de calcada em um restaurante nos Jardins… É realmente absurda, pra não dizer surreal, a situação em que a cidade se encontra. Lamentável!!

  19. É A MENDICÂNCIA DESEFREADA QUE TOMOU CONTA DE SAMPA….
    TUDO POR CAUSA DE UMA LEI APROVADA PELO HADDAD CANALHA PEDÓFILO…que adorava tomar cantinho do vale com os menores da Rosevelt. Praça.

    SÃO MAIS DE 7 MIL VAGABUNDOS espalhados desde a Estação Santana, Tiete, Arménia, São Bento, Sé, Republica , Santa Cecilia/Marechal Deodoro, Barra Funda

    REPAREM…SEJAM INTELIGENTES…..
    É O CIRCUITO DAS 7 IGREJAS CATÓLICAS QUE VIVEM DA EXPLORAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ASSISTENCIA A ESSE NÓIAS…vivem escondidas atrás de ONGs assistencialistas…que captam dinheiro das prefeituras para DAR BANDEGO ..marmitas pra NÒIAS…
    Ficarem fortinhos, desocupados e prontinhos para pensar em como roubar e te coagir melhor e diuturnamente.
    QUEM TEM DÓ?!?

    1. AS URNAS SÃO FRAUDADAS EM SAMPA HÁ MAIS DE 25 ANOS….FAZEM UM TEATRINHO das tesouras e se alternam no PODER.. PT e PSDB.

      AS URNAS SÃO FRAUDADAS SIM!

  20. Ótima e importantíssima essa reportagem. Infelizmente, há décadas São Paulo é aflingido por um problema muito maior: os burocratas inúteis que permeiam o funcionalismo público da cidade e que são coniventes com toda essa destruição da cidade.
    SP está literalmente largada e negligenciada, especialmente a região da subprefeitura da Mooca, que já foi considerada uma das piores subprefeituras.
    Estudei o ensino médio numa ETEC ao lado da Luz, quase dentro da cracolândia, na época que o Haddad era prefeito. Incrível ver como nada muda, além dos burocratas inaptos, corruptos e negligentes.

  21. Parabéns à Oeste e à Paula Leal, por denunciarem o completo descaso e a degradação da nossa cidade.
    Por favor prossigam. A sociedade civil, se chamada, certamente colaborará e participará de medidas e ações que atenuem os problemas que o poder público ignora.

    1. Parabéns pela reportagem. A impressão que eu tenho é que a única coisa que essa gestão faz é colocar ciclofaixa em lugar inviável para atrapalhar ainda mais o trânsito.

    1. Ninguém sabe quem é o cidadão que ocupa o cargo.
      Mais um fantoche que só está lá porque o egocêntrico e inapto Bruno Covas, promovido a santo após seu triste falecimento, decidiu concorrer a uma eleição mesmo sem condições (de gestão e de saúde) para tanto. São Paulo está sem prefeito desde a época do Kassab…

  22. Temos que começar colocando um governador decente no Estado. Meu voto certamente será do Tarcísio, e torcer para que tenhamos opções adequadas para prefeito, porque realmente a cidade está abandonada.

  23. São Paulo está um lixo, o centro fede a urina e a segurança é zero, as ruas outro lixo, parece que você dirige numa rua de terra de tanto buraco. A verdade é que a solução não acontecerá tão cedo, se alguém com o pulso firme não vier administrar a cidade e não esquecendo de mandar a turminha dos direitos humanos e do direito de ir e vir, para aquele lugar!!!!

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