A voz e a fúria das ruas

Além da indignação contra o racismo, a revolta norte-americana reflete um descontentamento com os rumos do país

“Não consigo respirar.” A última frase de George Floyd, o norte-americano que morreu sufocado pela brutalidade policial em Minneapolis, nos Estados Unidos, não se tornou o lema das manifestações de protesto que se espalharam pelo país, em escala comparável à das convulsões sociais da década de 1960, apenas no sentido literal. Pois, embora deflagradas por mais um episódio de violência racista,  essa chaga permanente da vida norte-americana, elas parecem expressar uma revolta mais generalizada com o estado do país, que acabou exacerbada pela brutal contração da economia e pela perda de quase 30 milhões de empregos, em decorrência da pandemia da covid-19.

Afinal, para grande parte dos norte-americanos, essa realidade representa uma brutal reversão de expectativas. Muitos ainda estão se recuperando da recessão causada pela crise financeira de 2008, que deixou quase 9 milhões sem trabalho e levou milhares de famílias à ruína. Graças à retomada gradual do crescimento e da oferta de emprego, parecia que o pior ficara para trás. Agora, contudo, essa nova redução de postos de trabalho — a mais abrupta e intensa desde que se começou a recolher tais estatísticas, em 1939 — reabre velhas feridas. E não se vislumbram perspectivas de melhora.

A indignação que tomou conta das ruas parece alimentada também pelo forte aumento da desigualdade social nas últimas décadas. Depois de despencar ao longo de quase todo o século 20, a disparidade de renda alcançou, há dois anos, o índice mais elevado já registrado, comparável apenas ao de um século atrás, em torno do ano de 1925, quando o fausto dos barões da indústria contrastava com a miséria das massas de negros e imigrantes.

Sete em cada dez eleitores avaliam que o país está no caminho errado

Segundo dados de 2018, uma ínfima parcela dos norte-americanos — apenas 0,1% — concentra uma renda 196 vezes maior do que a de todos os 90% da base da pirâmide. Mesmo quando se amplia o foco, os números são impressionantes para um país que se tornou símbolo de democracia econômica: a renda dos 10% mais ricos representa nove vezes a dos 90% restantes. Paralelamente, a mobilidade social, que sempre foi um dos pilares do modelo norte-americano, vem estagnando. Apesar de ganhos de produtividade e dos ciclos de crescimento econômico, a média da remuneração dos trabalhadores parou de crescer a partir da década de 1970, assim como a renda média das famílias. Em 2013, mesmo depois de corrigida a inflação, ela havia retrocedido ao valor anterior a 1989.

Esse contexto pode ajudar a explicar também por que, segundo pesquisa divulgada na semana passada pela revista Politico e pela empresa Morning Consult, que vêm auscultando regularmente o ânimo dos norte-americanos com vistas às eleições presidenciais de novembro próximo, sete em cada dez eleitores avaliam que o país está no caminho errado. Em outra sondagem, citada pela CNN, a porcentagem dos insatisfeitos chega a 74%.

Essa frustração com os rumos do país aflige sobretudo os jovens, a parcela da população mais castigada pelo desemprego, que alcançou em abril um índice recorde de nada menos do que 27,40%. Mesmo antes da pandemia, essa já era considerada a primeira geração na história norte-americana que não pode ambicionar um futuro mais próspero que o de seus pais. Um quadro que estaria pondo em dúvida a promessa do American Dream, o lendário sonho americano, sustentado por longos períodos de prosperidade que possibilitaram a incorporação de milhões de deserdados ao american way of life.

A discriminação ainda oprime os negros e ameaça a vida deles cotidianamente

“A mobilidade social e as oportunidades econômicas são valores definidores da América”, pontua a Opportunity National, coalizão que reúne 350 organizações voltadas à promoção de empregos para os jovens. “Sempre acreditamos que as condições em que você começa na vida não podem determinar aonde você pode chegar, mas esse ideal corre o risco de desaparecer.”

Não se questiona, obviamente, que a indignação contra o racismo, tão profundamente arraigado na cultura norte-americana desde os tempos da Ku Klux Klan e das chamadas Leis de Jim Crow, que legalizaram a segregação após a abolição da escravatura, seja o propulsor da revolta. Afinal, embora proibida após a longa luta pelos direitos civis da década de 1960, a discriminação ainda oprime os negros e ameaça a vida deles cotidianamente. O ídolo aposentado do basquete Magic Johnson, por exemplo, conta que é parte do papel de todos os pais como ele ensinar aos filhos como se precaver contra agressões da polícia — o que ele faz continuamente, como era o caso de seu pai, que por sua vez aprendeu com seu avô.

A prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms, tem uma experiência semelhante. “Embora a polícia se reporte a mim como prefeita, eu não sei o que pode acontecer com meu filho se ele for interpelado por policiais. Não é possível que continuemos assim.” Parece absurdo que, em uma nação fundada sobre o preceito da igualdade, a condição de negro ainda possa representar, com tanta frequência, uma sentença de morte. E que, em consequência da cor de sua pele, os norte-americanos de origem africana continuem em condições inferiores em relação aos brancos em quase todos os indicadores econômicos e sociais.

A desigualdade estaria minando o sistema norte-americano e corrompendo-o

Mas essa problemática estaria se complicando ainda mais agora que a falta de mobilidade social começa a afetar também a população branca. É o que sugere o economista Robert Reich, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley e ex-secretário do Trabalho da administração Bill Clinton, em seu livro Salvando o Capitalismo, de 2015, escrito após percorrer o país durante um ano para tentar detectar as causas do crescente sentimento antiestablishment. Seu diagnóstico é que a desigualdade estaria minando o sistema norte-americano, corrompendo-o tanto no que diz respeito às oportunidades econômicas quanto à representatividade política. Opinião similar é compartilhada pelo cientista político e fundador da renomada consultoria Eurasia, Ian Bremmer, para quem o Sonho Americano de igualdade, que inspirou idealistas no mundo todo, já não cumpre a sua promessa. “O modelo está em xeque, precisamos de mudanças.”

Esse desafio, como os protestos desta semana, influenciará certamente as eleições presidenciais de novembro. A aposta de Donald Trump é que o temor de instabilidades favoreça o voto conservador pela “lei e ordem”, como ocorreu na vitória de Richard Nixon, após os tumultos de 1968. Mas há quem acredite que, desta vez, o peso do voto negro e dos brancos insatisfeitos pode fazer pender a balança para o outro lado, favorecendo uma plataforma de mudanças.

É um embate de visões que valerá acompanhar de perto, até pelo que o resultado das eleições poderá revelar sobre a vitalidade do sistema norte-americano. Afinal, o país sempre soube se reerguer, após um sem-número de crises ao longo da história, fazendo pouco dos recorrentes prognósticos sobre seu iminente declínio. Em parte, justamente, pela capacidade de seu sistema político de se reformular continuamente a partir de críticas e questionamentos. Até porque lá, como ressaltou em editorial o jornal The New York Times, protestar de modo pacífico não é apenas um direito, garantido pela primeira emenda à Constituição. Mas praticamente um dever patriótico, quando se trata de apelar ao governo para a reparação de queixas.

Leia também nesta edição “Combater o racismo é luta civilizacional”, do colunista Bruno Garschagen

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Selma Santa Cruz foi editora e correspondente internacional do jornal O Estado de S. Paulo e da  revista Veja, na França e nos Estados Unidos, antes de se dedicar à comunicação corporativa como sócia-diretora da TV1, grupo de agências especializadas em marketing digital, conteúdo, live marketing e relações públicas. É mestre em comunicação pela USP e estudante permanente da História.

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53 comentários Ver comentários

  1. Outra… quanto à estatística apresentada quanto 0,1% da população absurdamente rica possuir 196 vezes mais $$ que 90% da base da pirâmide. Isso não deveria ser, DE FATO, um problema para ninguém… pois, de outra forma, quem sustentaria as ações da BLM senão um multibilionário “bem intencionado”??

    Está na hora de as pessoas superarem esse tipo de argumentação.

  2. Selma, entendo apenas que se faz necessária uma pequena correção no texto. Onde se lê “ Pois, embora deflagradas por mais um episódio de violência racista(…)”, entendo que deveríamos ler “ Pois, embora deflagradas por mais um episódio de violência SUPOSTAMENTE racista(…)”.

    Até o momento, não estou convencido de que Floyd tenha sido morto por ser negro mas por ter tido atitudes suspeitas, o que NÃO JUSTIFICA os atos do policial que acabaram por matá-lo.

    A hipocrisia do BLM ao usar o evento como estopim mundo afora é algo, no mínimo, triste e muito irresponsável. A tentativa de criar um ambiente desses num Brasil miscegenado é o pior filme que poderíamos assistir.

  3. QUARTO: O texto também é recheado de anedotas sobre o filho da prefeita de Atlanta e do jogador de basquete Magic Johnson, mas que pouco contribui para um debate sadio e baseado em estatísticas. O artigo também é generalizador, pois fala de racismo na “cutura americana” por exemplo, como se todos lá fossem racistas.

  4. O TERCERO: Omissão do Partido Democrata como fundador da Ku Klux Klan e proponente das leis Jim Crow. Leis que foram propostas, aprovadas e assinadas por Democratas legalizando a segregação racial após a abolição da escravatura, que foi conquistada pelos Republicanos. Os Repiblicanos (a “direita” nos EUA) propuseram, aprovaram e assinaram as emendas a constituição americana: a 13a que aboliu a escravidão (1865), a 14a que garantiu cidadania aos negros e a 15a que os deu direito ao voto. Os Democratas impediram a implementação desses preceitos constitucionais até 1964, além de criarem a Ku Klux Klan para lincharem negros, depois da aprovação das emendas à Constituição já mencionadas. Na década de 1960, os mesmos Democratas concordaram em parar de obstruir a votação, permitindo a aprovação do “Civil Rights Act”. Não como está no texto, que parece sugerir que essa “luta” só ocorreu na “década de 1960”.

  5. O SEGUNDO: “… o racismo, tão profundamente arraigado na cultura norte-americana desde os tempos da Ku Klux Klan…” Errado: o racismo era institucionalizado desde muito antes, pelo menos desde meados do século 17 ou antes.

  6. De fato esse artigo contém uma série de incorreções.
    O PRIMEIRO deles, diz respeito a medida e importância da desigualdade ou o índice Gini: que nos EUA foi de 45,41% em 2015, sendo um pouco menor que o de 1929, de 48,91%. Na verdade esse índice chegou a 43,12 em 1941, isto é, melhorou! E depois de 10 anos de depressão econômica! Quer dizer, a depressão ajudou a melhorar o índice de distribuição de renda! Ou seja, todo mundo mais pobre e mais igual.

  7. De fato esse artigo contém uma série de incorreções. Mas os leitores ficarão sem saber pois esse comentário e outros 2 que enviei foram gentilmente bloqueados.

  8. Nunca vi um artigo mais mentiroso que esse. A pesquisa dos 70% então deve ter sido o Datafolha. Desemprego estava em 3% e vc falando que ainda está recuperando de 2008 kkkkk esperava mais dessa revista. Menos militância e mais jornalismo

  9. Acho que não vai acontecer porque a revista tem nomes como Augusto Nunes, J.R. Guzzo e Ana Paula Henkel. Mas nunca poderemos ter absoluta certeza. MONEY TALKS! E a partir daí tudo pode acontecer. Sabe-se lá se um dia desses eles não resolvem contratar o Reinaldo Azevedo?

  10. Vibro e me delicio a cada matéria lida da revista oeste. É gratificante acordar com textos da Ana Paula, almoçar com o Guzzo, atiçar a ironia com o Fiuza, afinar o senso crítico com o Bruno, apurar as vistas com o Augusto e tantos outros jornalistas ou comentaristas de mão cheia da revista. Porém, pela primeira vez depois da minha assinatura, li um texto fraco e de curta visão nesta revista que tanto elogio. Tudo bem! Só espero que não aconteça como outras revistas que começaram bem e depois ficaram medíocres.

  11. Queria editar meu comentário acima, mas não encontrei forma. Nem para apagar, então, faço aqui uma ressalva ao que eu disse: algumas das informações que você nos traz, não todas.

  12. Olha, não quero ficar contrariando o que você afirma, imagino que esteja melhor informada que eu. Entretanto, de acordo com várias outras fontes, as informações que você nos traz não parecem ser verdadeiras.

  13. Considerando que este é um espaço conservador, que tem na liberdade um dos principais pilares, acredito que todos devemos contribuir para uma discussão respeitosa e democrática, onde todos os pontos de vista tem espaço para exposição. Hoje, infelizmente, é cada vez mais comum a intolerância com a opinião dissonante, quando esta, muitas vezes, é fundamental para construir soluções para problemas complexos, como o racismo ou a desigualdade social. Neste cenário, quero acreditar que um espaço verdadeiramente conservador é um recanto de resistência contra esta realidade da intolerância radical. Saúdo a jornalista por expor seu posicionamento neste espaço! Gostaria de que fosse colocado também as soluções que as fontes citadas propõe para o problema identificado, para fins de enriquecimento do debate!

    1. Lorena, data-venia, eu não tinha visto ainda, nesta revista, uma auto-revelação tão fragilmente disfarçada de solidariedade esquerdopata. Ah! e também muito convincente. Para começar, NÃO EXISTE ESSA OBRIGAÇÃO DE RESPEITAR A OPINIÃO DA QUAL VC. DISCORDA. Isso foi seu erro mais grosseiro. UMA Tentativa tosca de “forçar” a aceitação do péssimo artigo de Selma, o que só aconteceu – unicamente -porque desprezou a verdade e os fatos – nada mais que isso. Não significa dizer que a Selma é péssima e por isso não tem direito de expressar uma péssima ideia. Cara Lorena, vc. subestimou o nível intelectual dos que lhe rodeiam. QUEM MERECE E EXIGE RESPEITO É O DIREITO DE OPINIÃO DELA (e de qualquer um). Ideias e opiniões só servem para ser debatidas, acatadas, alteradas, fundidas ou DESPREZADAS. Simples assim. Penso que está lendo a revista errada. Não houve ato de intolerância – a meu ver – nesta roda de debates.

      1. Ney, também fiquei surpresa com a matéria, como muitos aqui. Contudo, mais cedo, haviam comentários desrespeitosos com a PESSOA da jornalista. Estes, parecem ter sido removidos agora. Acho que se pode discordar das ideias, mas temos que manter o respeito com as pessoas.

      2. Não creio ter feito nenhum comentário desrespeitoso. Apenas perguntei se havia algum parentesco com o Felipe Santa Cruz, que “preside a OAB Nacional”, cuja eleição nunca nos foi explicada. Como é que um advogadozinho que é repudiado pela esmagadora maioria dos seus colegas consegue se eleger para esse cargo?
        Também não é nenhum desrespeito achar que a Selma está na revista errada e que deveria trabalhar na “Nova Crusoé”. É apenas a minha opinião, mas que deve ser respeitada também.

      3. É mesmo???? Então se é assim, por que o meu comentário foi removido? Só porque eu perguntei à Sema se ela é parente do Felipe da OAB, aquele cujo pai era terrorista e foi execuitado pelos próprios “camaradas”? Era só ela dizer não, o sobrenome no caso é apenas uma coincidência. Mas com o não disse nada, então deve ser verdade. Além disso, comentei que a CNN ( aqui nos U.S. conhecida como “Communist News Network”) não poderia ser usada como referência para dados estatíscos. Ela é do mesmo nível da FSP. Globo, VEJA, etc.
        Em novembro, a exemplo do que aconteceu em 2026, o Presidente Trump vai ganhar a eleição.
        Atenção, Redação da Oeste, onde está o direito de livre manifestação?

  14. Alberto, não conheço o Felipe Santa Cruz , se for parente deve ser um parentesco distante. Mas o considero um desastre, e pior ainda é a OAB que ele preside. Como explicar que esta instituição continue, ano após ano, década após década , posicionando-se sempre contra a real democracia e o interesse do cidadão brasileiro ? Que os advogados não consigam resgatar a autonomia da associação que os representa , sequestrada pelos partidos de esquerda? Quanto à Crusoé, acredite, não trabalharia com o Mainardi ou o Azevedo por todo o dinheiro do mundo. Minha liberdade de pensamento e expressão vale muito, como tive oportunidade de provar várias vezes ao longo da carreira. Espero que um dia, num clima menos polarizado, possamos dialogar de forma respeitosa sobre o sistema e a política americana, tema que me fascina e pesquiso há muto tempo, desde que estudei e morei aí por dez anos. Quem sabe? Tudo de bom para você.

  15. Obrigada, Ricardo, pelo comentário respeitoso e a crítica construtiva. Busquei realmente trazer uma questão que não está em destaque no noticiário no momento, mas que faria parte, segundo vários estudiosos dos Estados Unidos, tanto de direita quanto de esquerda, desde contexto de polarização que explodiu agora nestas gigantescas manifestações, em função de vários fatores, junto com questão racial. Sempre entendi que cabe ao jornalismo antecipar assuntos, monitorar as tendências e correntes por trás dos acontecimentos que ganham manchetes e trazer diferentes perspectivas para análise dos leitores. Mas talvez a polarização por aqui também já não deixe espaço para este tipo de reflexão.

  16. Esse artigo infelizmente tem um viés tão claro da parcela democrata do povo americano, que chega a ser irônico. Citar que “os americanos ainda se recuperavam da recessão de 2008…” já demonstra o grau de completa falta de contexto com a realidade nos EUA antes da pandemia do vírus Chinês: emprego pleno, em 2018 e 2019, com ascensão social e salarial clara – principalmente para as minorias, que nunca tiveram tantas oportunidades de emprego desde 1964! A articulista, usa Político e CNN como “referências” do que o povo americano acha – mas na verdade eles são tão ruins quanto o DataFolha ou IBOPE no Brasil, e não representam o pensamento dos americanos da mesma forma que esses “institutos brasileiros” não representam o que o brasileiros pensam.
    A senhora Selma vai ter uma vida difícil com à reeleição do Presidente Trump, porque nem os democratas votarão em Biden – e nem as minorias: todos sabem que durante 44 anos como político sendo 8 com Vice Presidente ele não fez nada para eles, e ninguém acredita nele.

  17. O desemprego nos EUA antes da pandemia rondava 3%, a menor taxa dos últimos quarenta anos. Duvido muito que o governo Trump tenha 74% de insatisfeitos. Selma, sugiro que mude suas fontes…

  18. Desculpe, mas este artigo não condiz com a realidade e duvido que outros articulistas da Revista Oeste concordem com ele. Citar pesquisa da CNN e do jornal The New York Times, por favor! Este artigo caberia muito bem na Veja ou como panfleto do Partido Democrata norte-americano.

  19. O que a jornalista pretende com essa matéria nessa revista? Aqui estamos acostumados com matérias no nível “Ana Paula Henkel”, que traz dados e mostra como funciona o sistema americano. Jamais vamos aceitar dados de pesquisa de CNN. Essa jornalista não sabe o que diz e tão pouco acredita no que escreve, já que ao final ela refere que “o país sempre soube se reerguer, após um sem-número de crises ao longo da história, fazendo pouco dos recorrentes prognósticos sobre seu iminente declínio”. Ela sabe como as referências que traz são frágeis e de pouco convencimento.

  20. Discordo em parte da articulista, pelos seguintes aspectos: o sonho americano nunca foi o da igualdade (essa é uma narrativa esquerdista), mas da mobilidade social; em que pese a extrema concentração de renda ser danosa para a sociedade, o importante é o valor da renda mínima da população.

  21. Triste ver neste veículo um artigo progressista vitimista que repete o mantra de que desigualdade é problema. Pergunto á douta, se ela preferia trabalhar na Google onde o salário dos CEO seria milhares de vezes o dela ou numa lojinha de bairro onde o gerente ganhasse 3 vezes o seu salário?
    Igualdade em sociedade só existe na miséria. O problema real é a fome e a miséria que vêm diminuindo em alta velocidade, apesar de progressistas, como a autora, que só repetem mantras sem parar um instante sequer para ver que o que prega não faz nenhum sentido.

  22. Selma, me parece que você esta tocada pelo momento critico que estamos vivendo. Acredito que o vírus Chinês está causando um momento complexo no mundo, mas me parece nada razoável a sua argumentação. Me tornei seu admirador ao lê-la aqui na Oeste. Mas esse artigo não está muito condizente com a realidade que eu enxergo. Faz parte. Opiniões diversas fazem bem ao leitor.

  23. “Em outra sondagem, citada pela CNN, a porcentagem dos insatisfeitos chega a 74%.” Sério que vc citou uma pesquisa aceita como válida pela CNN?

  24. A grande diferença na alocação da renda, evidenciada por dados estatísticos, não deve ser a causa da insatisfação e protestos dos cidadãos americanos, pelo menos em nível de forte impacto. Capitalismo é assim mesmo, graças a Deus. Os eventos atuais na América (e também em outras partes) podem também ser investigados sob outra ótica, relevando a posição do governo conservador, e eficaz, de Trump – que é objeto de constantes ataques – e o desequilíbrio total provocado pela pandemia.

    1. Como diz o texto acima: PROTESTAR DE MODO PACÍFICO.
      Questiono, também, o fato da articulista se orientar por pesquisas feitas pela CNN e em entrevista, ou livro, de um ex assessor de Bill Clinton. Ambas as fontes com viés totalmente oposto ao que vem sendo implantado por Donald Trump.
      Em suma, a colunista não ouviu a outra parte.

  25. O maior responsável pela retomada econômica nos 3 últimos anos ,com crescimento do emprego aconteceu no governo Trump.Lá como cá,a melhora das condições sócio econômicas foi drasticamente afetada pela pandemia do vírus chinês.Também deve-se entender que os últimos 16 anos de governo democrata-Bill Clinton e Obama-foram desastrosos, demagógicos-e responsáveis pela crise econômica-social com desemprego crescente e sem plano de saúde para população.A política externa,não comentada no texto,foi outra herança maldita dos governos Democratas lá e Petistas cá, com agravante das doações externas bilionárias com propinas,do LULA.Como o panorama mundial é todo semelhante, é muito precoce e arriscado qualquer diagnóstico atual.O artigo está fora do contexto.
    .

      1. Ao ler esse artigo conversei com uns amigos que tenho em Chicago que são empresários, trabalham com distribuição de carnes, segundo eles, nunca ganharam tanto dinheiro e geraram tanto emprego como atualmente; após a pandemia estão otimistas com a retomada dos negócios.
        Cheguei à seguinte conclusão: esse artigo não condiz com na realidade dos EUA. Ok?

      2. Como diz o texto acima: PROTESTAR DE MODO PACÍFICO.
        Questiono, também, o fato da articulista se orientar por pesquisas feitas pela CNN e em entrevista, ou livro, de um ex assessor de Bill Clinton. Ambas as fontes com viés totalmente oposto ao que vem sendo implantado por Donald Trump.
        Em suma, a colunista não ouviu a outra parte.

      1. Não entendo o teor de muitos comentários. Queremos uma democracia e é necessário haver o contraditório. A jornalista expôs sua opinião, que necessariamente pode não ser a minha, mas devo respeitá-la. O que acho que seria interessante é a Oeste, sempre que houvesse esta dissonância, convidasse alguém para o contraditório. Isto é a democracia, ouvir apenas o que soa bem aos seus ouvidos é o primeiro caminho para ditadura de discurso único. Gostei do texto, mas concordo com os comentários que está dissociado no tempo.

    1. Concordo plenamente com seu comentário, Miguel. E acho também que, o fato do morto ser negro e o policial ser branco, não implica necessariamente em racismo, podia ter acontecido o inverso também (aí ninguém falaria em racismo). A própria Ana Paula Henckel, que mora nos EUA, mostrou estatísticas no Twitter que comprovam que há esse inverso. O policial deve ser punido, claro, mas provavelmente teria agido assim contra um branco também

    2. É consenso que esse artigo não está à altura do que a revista propõe. Qualquer conversa mole que não fale das verdadeiras motivações políticas de tais manifestações já são logo descartadas.

    3. Não vi se meu comentário foi publicado, não o encontrei, não vou repetir aqui. Basicamente é q discordo do artigo. O maior valor dos EUA é liberdade, não igualdade!

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