<i> Stranger Things </i>, série da Netflix | Foto: Divulgação
Stranger Things , série da Netflix | Foto: Divulgação

A Microsoft vai engolir a Netflix?

A saída para o gigante do streaming, o novo perfil de quem compra carro e o oásis de Washington Olivetto

Foi ruim, mas foi bom. Foi assim que o mercado financeiro reagiu aos resultados apresentados pela Netflix, na última semana. Uma ala do setor financeiro, no entanto, nunca deixou de acreditar que o primeiro trimestre horroroso deste ano, a primeira queda de assinantes em uma década, poderia ser apenas um capítulo amargo da bem-sucedida companhia norte-americana. E vê que o gigante do streaming agiu rápido e deu respostas aos acionistas, com uma parceria inédita com a Microsoft. “A empresa foi feliz de tentar trazer um norte diante do caos”, resume Thiago Lobão, CEO da Catarina Capital. “Ela assumiu de vez a necessidade de ir para novos modelos de receita.” As assinaturas sempre foram o único ganha-pão da Netflix.

Um norte no meio do caos

No curto prazo, Lobão, assim como outros analistas, crê que a ideia de oferecer uma nova assinatura mais barata, mas com publicidade, pode valorizar as ações na bolsa na Nasdaq. É uma boa aposta para aumentar o público, apesar de ainda ser uma incógnita para o longo prazo. “Difícil acreditar que uma empresa com uma cultura tão antagônica ao modelo de publicidade vai funcionar bem, em nível global”, ponderou. “Tenho o benefício da dúvida se esses resultados virão.”

O streaming e a regionalização 

Fundada por Reed Hastings, em 1997, como uma locadora de vídeos, o gigante do streaming Netflix perdeu 970 mil assinantes no segundo trimestre, de uma base de quase 221 milhões de assinantes no mundo. É um tombo histórico, mas a empresa previa anteriormente uma fuga de 2 milhões de assinaturas. A América Latina representou o maior crescimento no segundo trimestre, com alta de 16%, na comparação com o mesmo período de 2021. De abril a junho, a empresa ainda lucrou US$ 1,4 bilhão, acima das expectativas. O analista Cesar Crivello, da Nord Research, sempre foi um otimista com as ações da companhia norte-americana, mesmo com o maior revés sofrido no início do ano. “É uma empresa que não é essencial em nossas vidas”, diz. “Se a inflação for galopante no país e as pessoas perderem renda, uma base aperta as contas e cancela.” Crivello, no entanto, enaltece o conhecimento e a experiência da empresa em produzir obras regionais que fazem sucesso planetário, como Round 6, da Coreia do Sul.

Round 6, série da Netflix | Foto: Divulgação

Um streaming para chamar de seu

E se a Microsoft comprar a Netflix? De tempos em tempos, o mercado faz especulações sobre os mais variados negócios. Muitos não dão em nada, mas alguns poucos fazem sentido. A compra da Netflix pelo gigante de Bill Gates é a especulação da vez. Motivos não faltam, garantem os especuladores: 

  • A Microsoft deseja entrar no entretenimento. Em 2020, tentou comprar o TikTok, sem sucesso. Em janeiro de 2022, comprou a Activision Blizzard e se transformou na segunda maior plataforma de games do mundo;
  • Seus concorrentes Google, Amazon e Apple já têm suas plataformas de entretenimento, como YouTube, PrimeVideo e AppleTV. A Microsoft também quer entrar na brincadeira; 
  • O preço da Netflix, por conta da queda de mais de 60% do valor de mercado, está atraente, se olhar para o passado. Ela vale cerca de US$ 85 bilhões. A conta-corrente disponível da Microsoft atualmente é de mais de US$ 120 bilhões. 

O desejo do brasileiro

Pablo di Si, argentino que acaba de deixar a presidência da Volkswagen na América Latina para se tornar líder da operação da montadora nos Estados Unidos, foi um dos executivos do setor automotivo que mais fizeram pesquisas para identificar o desejo do brasileiro no tema carro. Há mais de 15 anos, os consumidores privilegiavam o preço. Qualidade e segurança figuravam em sétimo lugar. “Hoje, tudo mudou”, contou. “Os consumidores querem design bonito, conectividade (seja do básico ao luxo) e, em terceiro lugar, segurança. Esse último foi o que me deixou mais feliz.”

Pablo di Si | Foto: Divulgação

No aplicativo

A 99 registrou uma alta de 37% no volume de corridas pagas de forma on-line e através do seu 99Pay, a carteira digital lançada há exatos dois anos, para evitar o contato de dinheiro em espécie durante a pandemia. A 99Pay atingiu 7 milhões de usuários. 

É show 

A 99 perguntou recentemente para seletos usuários de sua numerosa base: o que vocês gostariam de ver na plataforma? A resposta vencedora foi: entretenimento. Baseado na pesquisa, a empresa de tecnologia e mobilidade vai disponibilizar já na próxima semana uma central de entretenimento dentro da plataforma. O usuário terá acesso a serviços como Spotify, Google Play, League of Legends, PlayStation Store e Xbox Live. 

Foto: Shutterstock

Aulas no WhatsApp

Levantamento encomendado pela 99Pay e realizado pela Consumoteca com 1,2 mil pessoas em 2021 revelou que apenas 9% da classe C investe em recursos a longo prazo e só 2% conseguem pensar em aposentadoria. A pesquisa foi determinante para a empresa abrir o bolso e decidir distribuir 100 mil bolsas gratuitas de educação financeira para usuários das classes C e D, como noticiado por Oeste, na quarta-feira. O lançamento do curso está previsto para setembro. As aulas serão realizadas integralmente pelo WhatsApp. A razão é uma só: o aplicativo de mensagens está presente em 99% dos smartphones brasileiros. A escolha dos bolsistas tem sido feita por geolocalização em regiões periféricas do país.

Sucinto

Washington Olivetto, o mais celebrado publicitário do país, recebeu uma enxurrada de mensagens positivas sobre o ótimo artigo que escreveu sobre as andanças de seu filho Theo com quatro amigos pelo Rio de Janeiro. Em contato com a coluna, ele escreveu, sucinto, como é típico de sua comunicação: “Twitter, esgoto das redes sociais”.

Washington Olivetto | Foto: Divulgação

O oásis

Sob o título “O Rio de Janeiro continua lindo”, o artigo apresenta uma coleção de programas interessantes para um turista — Theo e os amigos moram em Londres, assim como Olivetto. O texto foi criticado e classificado — via Twitter, é claro — como desconectado da realidade. Quem melhor definiu a escrita de Olivetto foi o jornalista J.R. Guzzo: “Seu texto foi um oásis no deserto mortal da mídia politicamente responsável, um purgatório de caras amarradas, azedas e intolerantes, prontas o tempo todo a castigar, proibir e excomungar”.

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1 comentário Ver comentários

  1. Realmente impecavel o texto do Olivetto,
    Estive no Rio em Outubro 2021,e lendo o texto me senti em parte dele !
    E escrito pelo JRGUZZO só elogios !

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