Manifestantes protestam contra o resultado da eleição presidencial em frente ao Comando Militar do Sudeste, em São Paulo (24/11/22) | Foto: Shutterstock
Manifestantes protestam contra o resultado da eleição presidencial em frente ao Comando Militar do Sudeste, em São Paulo (24/11/22) | Foto: Shutterstock

Nas trincheiras e nas ruas

Os traidores da pátria ainda não entenderam que não sairemos das ruas e dos canais que criaremos para mostrar ao mundo o que eles tentaram fazer com o Brasil

As similaridades entres os cenários políticos no Brasil e nos Estados Unidos nos últimos anos vão muito além das semelhanças dos governos de Jair Bolsonaro e Donald Trump e suas pautas e políticas conservadoras e liberais. Os mesmos ataques sem limites da velha mídia demonstraram que jornalistas se tornaram assessores de imprensa de partidos políticos, e muitos veículos de (des)informação não fizeram nada além mentir, difamar, distorcer e privar cidadãos de debates com o mínimo de honestidade intelectual.

Há outras similaridades entre Brasil e Estados Unidos, como o fato de que são duas Repúblicas Federativas Presidencialistas, ou seja, ambos possuem um presidente que é eleito democraticamente, embora os métodos para a escolha do Chefe do Executivo sejam bem diferentes. Os pontos em comum entre as duas nações não param por aí, mas as diferenças também são muitas, desde o nascimento dos países, passando por revoluções e guerras, até os dias de hoje.

Manifestação contra o resultado da eleição presidencial | Foto: Shutterstock

Essas diferenças, no entanto, não nos impedem de olhar para pontos da história americana para buscarmos alguma fonte de inspiração, e até um certo alento, diante do complicado contexto político-social que enfrentamos no Brasil. Milhões de brasileiros estão nas ruas há exatos 31 dias, pedindo muito mais do que uma auditoria das urnas eletrônicas que já se mostraram incapazes de serem submetidas a uma auditoria séria e transparente para que nosso processo eleitoral — e seus eleitos — viaje no tempo sem suspeitas.

Há 31 dias, brasileiros — pais, mães, avós, crianças e adolescentes — estão nas ruas por todo o Brasil. Nossa nação foi lesada e nossa democracia ferida fatalmente. Desde 2018, temos assistido atônitos a abuso de autoridade, interferência em outros Poderes e aos desmandos inconstitucionais do Supremo Tribunal Federal — tudo com a anuência de um Congresso apático e a covardia de um Senado — e seu presidente, Rodrigo Pacheco — que escolheram não usar a ferramenta constitucional de freios e contrapesos que detém para estancar ilegalidades cometidas pela Suprema Corte. Em 2022, as inconstitucionalidades do STF também se transformaram em rompantes narcisistas de alguns ministros com, como disse um deles certa vez, “pitadas de psicopatia”. Uma manobra ativista no STF para soltar um condenado em três instâncias não foi suficiente para a desmoralização da Corte, um corrupto também foi alçado a candidato favorito para concorrer ao cargo de presidente da nação.

Diante do completo deboche à nossa Constituição e do assalto à democracia, com direito a expressões de quem, de fato, rouba algo, o brasileiro resolveu botar a boca no trombone e carros, barracas, motos, caminhões e bandeiras — muitas bandeiras! — nas ruas. Há exatos 31 dias, a coragem de defender o Brasil contra a tirania jurídica e a ditadura de toga, algo como a faísca que inspirou um punhado de colonos a defender sua liberdade e representatividade contra a tirania de um rei, tomou conta dos portões de centenas de quartéis e áreas militares pelo Brasil. Há duas semanas, escrevi aqui em Oeste sobre as manifestações e, mesmo achando tudo profundamente inspirador, pensei: é lindo, pena que não vai durar muito. Shame on me. Justo eu, uma ex-atleta profissional, acostumada a provas físicas e emocionais extenuantes diante de situações que demandaram mais do que eu achava que possuía, não enxerguei a costura que firmou essas manifestações para que elas permanecessem não apenas intactas, mas maiores e mais fortes. Trinta e um dias e ainda contando. Shame on me.

Judicário
Rodrigo Pacheco | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

E vendo esses brasileiros espetaculares por todo o Brasil, nas grandes capitais e em cidades do interior, sem pensar em desistir, como se estivéssemos em uma trincheira que separa a vida e a morte, me lembrei de um discurso do 40º presidente norte-americano, Ronald Regan. Creio que, em nossos encontros semanais, muitos de vocês já perceberam minha admiração por aquele que considero um dos melhores presidentes da história dos EUA e uma das figuras mais influentes da humanidade na defesa pela liberdade. Já escrevi sobre alguns discursos famosos dele aqui em nossas páginas, como “A Time for Choosing”, de 1964 (surpreendentemente atual!) e o famoso “Mr. Gorbachev, tear down this wall”, de 1987, proferido na Alemanha, dois anos antes da queda do Muro de Berlim. Mas foi na releitura de seu primeiro discurso como presidente dos Estados Unidos da América, aplicada para esses dias sombrios no Brasil, que percebi a conexão com nossos bravos cidadãos que estão usando nossa bandeira como uniforme de guerra contra a coroação da impunidade.

O recado para malandros de Brasília vem de milhões de manés pelo Brasil

Em 1981, diante de uma plateia hipnotizada por seu carisma e profunda entrega às palavras, já quase no final de seu discurso de posse em seu primeiro mandato, Reagan embala a audiência nas cadeias genéticas do povo norte-americano: lutar sem pensar em desistir diante de mais uma situação de conflito, diante de mais uma situação de entrega por seu país e por uma causa nobre como a liberdade. Pela primeira vez na história dos EUA, a cerimônia de posse fora realizada no lado oeste do Capitólio. Ali, Reagan convidou as pessoas a contemplarem os monumentos à volta de todos e fazerem uma reflexão:

“De pé aqui, deparo-me com uma vista magnífica, abrindo-se para a beleza e história especiais desta cidade. No final desta vasta área estão os santuários para os gigantes em cujos ombros nos apoiamos. Bem à minha frente, o monumento a um homem monumental, George Washington, pai de nosso país. Um homem de humildade que chegou à grandeza com relutância. Ele levou a América da vitória revolucionária para o nascimento de uma nação. De um lado, o majestoso memorial a Thomas Jefferson. A Declaração de Independência inflama com sua eloquência. E então, além da Reflecting Pool, as dignas colunas do Lincoln Memorial. Quem quiser entender em seu coração o significado da América o encontrará na vida de Abraham Lincoln”.

E Reagan continua observando o significados do que está ao redor de todos:

“Além desses monumentos ao heroísmo está o Rio Potomac e, na outra margem, as colinas inclinadas do Cemitério Nacional de Arlington (cemitério militar), com suas fileiras e mais fileiras de lápides brancas simples com cruzes ou estrelas de David. Eles somam apenas uma pequena fração do preço que foi pago por nossa liberdade. Cada uma dessas lápides é um monumento ao tipo de herói de que falei anteriormente. Suas vidas terminaram em lugares como Belleau Wood, The Argonne, Omaha Beach, Salerno e do outro lado do mundo em Guadalcanal, Tarawa, Pork Chop Hill, Chosin Reservoir e em centenas de arrozais e selvas de um lugar chamado Vietnã.

Sob uma dessas lápides está um jovem, Martin Treptow, que deixou seu emprego em uma barbearia de uma pequena cidade em 1917 para ir para a França com a famosa tropa Rainbow Division. Lá, na frente ocidental, ele foi morto tentando levar uma mensagem entre batalhões sob forte fogo de artilharia”.

Aqui, o experiente Ronald Reagan, depois de ter dedicado anos à carreira política, se emociona e segue com seu discurso tentando conter o nó na garganta:

“A história nos é contada que em seu corpo foi encontrado um diário. Na contracapa, sob o título “Minha promessa”, ele havia escrito estas palavras: ‘A América deve vencer esta guerra. Portanto, vou trabalhar, vou salvar, vou sacrificar, vou suportar, vou lutar com alegria e fazer o meu melhor, como se o resultado de toda a luta dependesse apenas de mim’”.

Não farei justiça à profunda maneira como Reagan entregou esse discurso para a história, para os norte-americanos e, por que não, para nós brasileiros e todos aqueles que podem sentir com suas próprias mãos o valor de uma luta, de um sacrifício pela justiça e liberdade. Por favor, vá até o YouTube e veja — ou melhor, sinta — o valor desse discurso.

E Reagan finaliza:

“A crise que enfrentamos hoje não exige de nós o tipo de sacrifício que Martin Treptow e tantos milhares de outros foram chamados a fazer. Requer, no entanto, o nosso melhor esforço e a nossa vontade de acreditar em nós mesmos e acreditar na nossa capacidade de realizar grandes feitos, acreditar que juntamente com a ajuda de Deus podemos e iremos resolver os problemas que agora nos confrontam. E, afinal, por que não deveríamos acreditar nisso? Nós somos norte-americanos”.

Há preciosas páginas inspiradoras em nossa assembleia de vozes, como Reagan. No Brasil, as pacíficas e ordeiras manifestações que clamam pelo respeito ao império das leis vai se tornando histórica e já será lembrada como parte de nossa assembleia de vozes para as futuras gerações. Pessoas comuns que desafiaram a tirania de impostores disfarçados de juízes e homens do povo. Tudo para elevar nosso país ao posto de nação.

Reagan, neste discurso e assim como em quase todos os seus discursos que viajam através do tempo sem envelhecer, toca em um ponto que é pedra angular para os norte-americanos e nos presenteia com um contundente recado, mesmo em 2022:

“Não é coincidência que nossos problemas atuais sejam paralelos e proporcionais à intervenção e à intrusão em nossas vidas que resultam do crescimento desnecessário e excessivo do governo. É hora de percebermos que somos uma nação grande demais para nos limitarmos a pequenos sonhos. Temos todo o direito de sonhar sonhos heroicos. Aqueles que dizem que estamos em uma época em que não há heróis, eles simplesmente não sabem onde procurar. Você pode ver heróis todos os dias entrando e saindo dos portões de fábricas. Outros, em bom número, produzem comida suficiente para alimentar todos nós e depois o mundo além. Você encontra heróis em um balcão, e eles estão em ambos os lados desse balcão. Existem empreendedores com fé em si mesmos e em uma ideia que criam novos empregos, novas riquezas e oportunidades. São indivíduos e famílias cujos impostos sustentam o governo e cujas doações voluntárias sustentam a igreja, a caridade, a cultura, a arte e a educação. Seu patriotismo é silencioso, mas profundo. Seus valores sustentam nossa vida nacional”.

Ronald Reagan | Foto: Reprodução/Flickr

Os traidores da pátria, de Rodrigo Pacheco a Alexandre de Moraes, ainda não entenderam que não sairemos das ruas, da internet, das redes sociais, dos canais que criaremos para falar e falar e falar e mostrar ao mundo o que eles tentaram fazer com o Brasil. O recado vem de 31 dias ininterruptos de anos de indignação com tanta roubalheira, corrupção, ladroagem. Desprezo por Calheiros, Maias, Barrosos e seus asseclas. O recado para malandros de Brasília vem de milhões de manés pelo Brasil e está no discurso daquele que lutou bravamente contra o comunismo e os projetos de poder nefastos de gente como Luiz Inácio Lula da Silva: “Quanto aos inimigos da liberdade, aqueles que são adversários em potencial, eles serão lembrados de que a paz é a maior aspiração do povo. Vamos negociar por ela, nos sacrificar por ela; mas não vamos nos render por ela, nem agora nem nunca”.

Mr. Reagan, permita-me pegar emprestadas algumas palavras de um de seus mais inspiradores discursos, proferido não apenas para os norte-americanos, mas para o mundo: “O Brasil deve vencer esta guerra. Portanto, vou trabalhar, vou salvar, vou sacrificar, vou suportar, vou lutar com alegria e fazer o meu melhor, como se o resultado de toda a luta dependesse apenas de mim”.

Thank you, Mr. President.

Pátria amada, Brasil.

Leia também “Uma primavera de girassóis”

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30 comentários Ver comentários

  1. Ana Paula, que prazer ler um texto tão maravilhoso e verdadeiro. Parabéns por ambos os enfoques: as inesquecíveis palavras do presidente dos Estados Unidos e a “luta” intensa e espetacular da maioria dos brasileiros. Tenho 75 anos, sei que nesse grupo há pessoas até mais velhas que eu, mas, infelizmente, minha saúde não me permitiu participar. Mas torci muito e continuo torcendo, ao mesmo tempo que rezo e peço ao nosso Criador que nos ajude nesta grande empreitada. Um grande abraço, Ana Paula.

  2. Boa noite…
    Ana Paula, excelente comentário. Ontem assinei a revista e vou indicá-la a alguns membros da minha denominação Evangélica Batista, onde sou líder. Tenho assistido assiduamente o programa Sem Filtro. Felicidade em sua profissão, Deus te abençoe.

  3. Cara Ana!
    Através de seus artigos passei a admirar Reagan, e confesso que minha imagem desse estadista fantástico era totalmente distorcida pela falta de informação.
    Como sempre, seus textos são maravilhosos e de uma riqueza impar.
    Parabéns!!!
    E ainda mantenho a chama de esperança no nosso povo e na Pátria amada, Brasil!

  4. O povo na rua e a inoperância dos poderes em atender a demanda do povo, uma grande insatisfação do povo com o resultado da eleição, digo, a situação está como uma panela de pressão, perto de romper seu limite, pode romper-se a qualquer momento; cada vez mais o povo brada, já não mais grita.

  5. Meus Colegas Guerreiros Brasileiros, que tal pedirmos para um grande jurista como Ives Gandra, ou outro especialista, redigir um projeto de lei com o voto distrital puro com recall, iniciativa de lei, referendo de lei e retenção ou não de juiz?

    Depois conseguimos um deputado para propor e já teremos um número de projeto de lei para colocar em cartazes em manifestações e exigir aprovação.

    Teoricamente até jovens de esquerda poderiam concordar, pois é uma ferramenta de democracia apartidária. Só a cúpula da esquerda, que sabe que precisa de certa ditadura, iria discordar discretamente.

    Bora redigir e propor? 💪💪💪💪💪

  6. A pergunta é: como deter e demitir Alexandre de Morais e seus 8 discípulos? Como demitir Rodrigo Pacheco, Renan Calheiros, Rondolf Rodrigues? Como demitir Lula após essa eleição fraudulenta? Como se fazer reconhecer que essa eleição foi fraudulenta? Pelas vias parlamentares já vimos que não vai rolar…Ainda resta a via art. 142, mas será que as FFAA vão fazer a sua parte?

  7. Excelente artigo! Compartilho uma hipótese sobre direita e esquerda:

    Eureka?

    Tenho uma hipótese de que a esquerda votante se trata de uma elite pequena que, com imprensa principalmente mas também com o stf, consegue trazer dezenas de milhões de votos de pessoas que não são de esquerda de verdade mas, sim, convencíveis e convencidas por uma imprensa de elite, o consórcio.

    Agora a eureka: eureka!

    A direita não. Ela é direita mesmo. Eureka então:

    Se a direita cancelar assinaturas e deixar de consumir produtos, serviços e serviços jornalísticos de esquerda, a contrapartida do outro lado não acontece. Eureka!

    Os votantes na esquerda foram convencidos superficialmente. Não são atuantes, são mais manobráveis que atuantes. Por isso não se manifestam. Nem online, nem nas ruas. São ocultos.

    A esquerda que se manifesta é a caviar direta, aquela que, realmente, come caviar. Uma minoria genuinamente interessada em manter privilégios. Esta minoria-caviar manobra dezenas de milhões de votantes. Por pouco tempo: em queda está essa massa manobrável e a imprensa que manobra, a tradicional.

    Portanto, novamente, concluo: eureka!

    A direita, de fato engajada por inteiro, já somando dezenas de milhões de pessoas, aumenta seu próprio crescimento, o crescimento das ideias de estado enxuto, voto distrital puro com recall, fim de juiz vitalício, etceteras, sabotando produtos, serviços e serviços jornalísticos de esquerda, sem temer a contrapartida do lado de lá. O engajamento cá, na direita, é muito mais poderoso do que lá, na esquerda.

    Assim, enxergo uma tendência de uma população brasileira com ideias mais à direita, cada vez mais rapidamente, com nossa própria ajuda.

    É apenas uma hipótese. Com um eureka, uma ideia possível. ☀️

  8. Ana Paula, tuas palavras são inspiradas. Parabéns pelo belo texto. Forma e conteúdo que nos levam à emoção. Obrigado, não desista nunca.

    1. Obrigado Ana . Você me inspira a acreditar que a maioria da população brasileira tem fibra e coragem. Deixamos de ser uma republiqueta de bananas para sermos uma nação.

  9. Obrigado Ana Paula. Por favor, transmita meus elogios ao Fiuza por sua matéria última. Sem palavras! Deus abençoe-os e guarde.

  10. Minha uma maneira de enxergar:

    Senhores Guerreiros, temos uma serpente com três cabeças para asfixiar. O judiciário ditador é protegido pela presidência do senado e o congresso que nunca foi nosso não teme ficar parado.

    Por onde começar? Como asfixiar a jibóia?

    O voto distrital

    (1) puro,

    (2) com recall (mandar tirar o eleito a qualquer tempo),

    (3) com iniciativa de lei (se o povo de um distrito redigir uma lei, ela não pode ser modificada pelos congressistas, apenas votada),

    (4) com referendo de lei (leis redigidas pelos congressistas – ex.: aumento de seus próprios salários – podem ser derrubadas pelo povo) e com

    (5) voto para retenção ou não de juiz (fim do juiz vitalício).

    É um belo destino final. Dali podemos pensar antes de prosseguir. Teremos o congresso todo nosso (se não, recall neles!).

    De onde caiu esta serpente?

    Nós a alimentamos. Estávamos caminhando sobre sua pele de réptil, sem percebermos.

    O congresso jamais foi nosso. Nem o judiciário, vitalício, entre lagostas e vinhos rodeados por pilhas de processos em atraso. Executivo, congresso e judiciario – todos os poderes -, mais a imprensa e os ricos que dependem do estado grande sempre serpentearam juntos.

    Nós apenas alimentávamos a serpente.

    Acordar não é fácil pois enxergamos monstros que antes, com a cabeça embaixo da terra, preferíamos fingir não existir.

  11. Não custa repetir, para fixar, isto também: Nós, o povo que acorda, descobre que tem músculos e garras, direita e esquerda, ambos, queremos juntos☀️, só para começar uma democracia realmente forte,

    o voto distrital

    1. Puro
    2. Com recall
    3. Com iniciativa de lei
    4. Com referendo de lei
    5. Com voto de retenção (ou não) de juiz.


    Boa explicação sobre este modelo de voto no youtube: https://youtu.be/H3j9lVuKvxk

  12. Epa! Não dá para expulsar o senador Rodrigo Pacheco do senado por votação do plenário, alegando abusar do poder de analisar processos de impeachment, sentando em cima deles? Falta de decoro parlamentar?

    1. Obrigado por esse presente Ana!
      Emocionante demais esse final… não contive as lágrimas…
      Continuarei tb a lutar, como se dependesse apenas de mim.
      Brasil acima de tudo!

  13. Inspirador Ana Paula, a despeito dos pessimistas de sempre que se acomodam e voltam para seu mundinho particular culpando os outros, mas jamais olhando o próprio umbigo! Venceremos!

  14. Reconheço o seu valor, cara Ana Paula, bem como de todos aqueles que se colocam na frente dos quartéis protestando contra o absurdo que foram estas eleições. Mas, o que esperam conseguir, quando o seu líder entregou o jogo, logo no início do seu mandato? Hoje esse mesmo líder está ausente, assustado, aturdido com o que todos sabiam que ia acontecer desde que o poder foi ocupado pelo ministro e que o símbolo do que há de pior foi posto em liberdade. Estes patriotas estão esperando que as FFAA façam algo? As famílias, mulheres, crianças, velhinhos, homens de bem… Com o passar dos dias, ou vão cansar e ir embora, ou logo vão conhecer a capacidade das FFAA em fazer um belo “controle” da situação.

    1. Uma perspectiva é que bolsonaro foi um bom semeador de talentos, mesmo sob ataque permanente da imprensa do consórcio, ainda poderosa, cada vez menos poderosa.

      Assim ganhamos, sim, um congresso mais à direita.

      Isso não é nada sem o voto distrital (1) puro, (2) com recall (mandar tirar o eleito a qualquer tempo), (3) com iniciativa de lei (se o povo de um distrito redigir uma lei, ela não pode ser modificada pelos congressistas, apenas votada), (4) com referendo de lei (leis redigidas pelos congressistas – ex.: aumento de seus próprios salários – podem ser derrubadas pelo povo) e com (5) voto para retenção ou não de juiz (fim do juiz vitalício).

      Mas as coisas começam do começo, não do fim.

      Vamos tentar criar um país como um lindo jardim? ☀️

    1. A música desse belo hino foi composto por D. Pedro I, um português que amou o Brasil mais do que muitos dos brasileiros atuais. Seu filho, um extraordinário governante patriota, foi deposto por um militar das Alagoas, que o traiu. Assim começou esta república que temos por aqui. Acho que não vai mudar para melhor

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