— E aí, como foi?
— Muito bom.
— Conta.
— Acabei com ele.
— Jura?!
— Não fiz por menos.
— E ele?
— Botou o rabo entre as pernas.
— Sensacional. Amarelou, né?
— Claro! Ele só é valente no discurso.
— Cara a cara afina a voz…
— Exatamente isso. Eu já tinha avisado pra não falar grosso comigo.
— Aí, quando te viu na frente dele, ficou pianinho.
— Pianinho? Ficou encolhido debaixo da mesa!
— Não acredito…
— Pode acreditar. Os assessores tiveram que tirar ele de lá. Falaram: “Pode sair daí que ele não morde”.
— Que cena…
— Aí eu falei: mordo sim!
— Ahahaha! E ele?
— Voltou correndo pra debaixo da mesa.
— Papelão.
— Eu tive que falar: mordo, mas não vou te morder agora.
— Ele se acalmou?

— Um pouco. Pelo menos topou sair de baixo da mesa e iniciar a reunião.
— Caramba. Bom, daí em diante você deve ter conseguido tudo.
— Ele implorou pra ficar com as calças. Respondi: “Vou ver o que posso fazer por você”.
— Ahahahaha. Você é o cara.
— Sou.
— Apesar dessa surra, ele disse que gostou de você.
— Quem não gosta?
— Não conheço ninguém.
— O homem foi relaxando com as minhas piadas… No final, ele ria antes mesmo do assessor traduzir.
— Você acha que ele tava entendendo português?
— Com certeza. Todo mundo entende o que eu falo, em qualquer lugar.
— Até no Brasil.
— No Brasil, às vezes prefiro que não entendam.
— Por quê?
— Porque o meu repertório é grande, mas não é infinito. Tem hora que canso de ficar dando volta, aí prefiro meter o louco.
— Tá certíssimo.
— Sempre estou.
— E o gringo? Desistiu de atacar a nossa soberania?
— Não só desistiu como pediu pra eu proteger a soberania dele!
— Que isso… E você?
— Falei que ia pensar.
— Ahahaha. Tirou onda.
— Tu precisava ver.
— Pois é, queria ter visto. Aliás, ninguém viu, né?
— Ver pra quê? Não basta eu contar?
— Claro. Todos confiam no seu relato. Mas não seria bom ter dado uma aberturinha pra imprensa?
— Não sei por quê.
— Pra mostrar um trechinho da sua surra.
— Não gosto de me exibir.
— Faz muito bem. Mas tem gente dizendo que foi pra esconder.
— É muito ódio.
— Ódio?
— Ódio e atentado à democracia.
— Será?
— Claro. Na democracia, todos são livres pra esconder o que quiserem.
— Perfeito. Obrigado por proteger a liberdade.
— Estou aqui pra isso.
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Daí, entrou na sala um tal de Marco Rubio e f…eu com tudo.
Kkkk rindo até agora
Fiuza excelente metáfora
🤣😂🤣😂 Do caba macho, descendente de Lampião, todo mundo morre de medo mesmo… vixe… kkkkkk