Os principais fundos e gestoras do mercado financeiro brasileiro começaram a se preparar para uma eventual reeleição do presidente Lula da única forma possível: demitindo. As empresas da Faria Lima cortam custos para enfrentar tempos difíceis. A Safra Asset, gestora do Banco Safra, demitiu Bruno Carvalho, seu chefe de investimentos, apenas um ano e meio depois de tê-lo contratado. Carvalho, um dos principais traders de inflação do Brasil, deixa a Safra Asset junto com sua equipe.
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Gringos arrependidos
A Schonfeld Strategic Advisors, um dos maiores fundos multimercado globais, demitiu o seu principal gestor após apenas 90 dias de atividade. O fundo tinha aberto um escritório no Brasil em janeiro aplicando cerca de R$ 6 bilhões. Decidiu retirar quase tudo, deixando apenas R$ 500 milhões para pequenos investimentos.
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Nem ex-BC se salva
Nem mesmo um ex-diretor do Banco Central conseguiu escapar da temporada de demissões. Fabio Kanczuk, ex-diretor de política econômica do Banco Central, foi desligado do ASA, family office de Alberto Safra, um dos irmãos da dinastia de banqueiros. Atualmente, o portfólio pessoal de Safra está sendo gerenciado por apenas três pessoas. Uma forma de cortar custos se preparando para uma temporada turbulenta.
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Mais etanol na gasolina
O governo Lula quer aumentar a porcentagem de etanol na gasolina. Na semana que vem, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá discutir o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%. O aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina vem sendo tratado pelo governo há alguns meses, enquanto o setor espera uma decisão. O objetivo do governo é reduzir a necessidade de importação de gasolina e ajudar o setor sucroenergético.
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Aumentam os leilões de fazendas
Os leilões de propriedades rurais tomadas por credores aumentam de forma extremamente rápida. A inadimplência no campo chega a quase um quinto dos empréstimos em circulação, impulsionada por preços mais baixos dos grãos, taxas de juros altíssimas e custos crescentes dos insumos, bem como pelos estragos causados por um clima imprevisível, que estão levando à falência de empresas agrícolas e à tomada de mais fazendas em todo o Brasil. O possível “super El Niño”, esperado para este ano, poderia prejudicar a produtividade das safras e reduzir ainda mais suas rendas. Segundo dados do Banco Central, as dívidas problemáticas emitidas sob as regras de crédito rural do Brasil mais que quadruplicaram em dois anos, atingindo R$ 171,2 bilhões no início deste ano. A inadimplência subiu para 19,6% dos empréstimos agrícolas, contra apenas 5,5% de dois anos antes.
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Acabou a festa da tarifa zero
A onda da tarifa zero no transporte público no Brasil começou a recuar. Muitas prefeituras começaram a cancelar o benefício do passe livre e voltar à cobrança, alegando falta de recursos. Entre os casos de volta da cobrança do bilhete estão Monte Mor (SP), Paulínia (SP) e Porto Real (RJ). São Caetano do Sul (SP) decidiu restringir a gratuidade apenas aos moradores cadastrados no sistema a partir de junho deste ano.
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Próximo alvo: vale-alimentação
O governo Lula está colocando na mira as operadoras de vale-alimentação. O Ministério do Trabalho sinalizou que pretende reforçar a fiscalização sobre empresas suspeitas de descumprir as novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A norma prevê um teto para taxas cobradas dos estabelecimentos, prazo máximo de repasse aos lojistas, abertura dos arranjos de pagamento e interoperabilidade dos cartões. O objetivo é reduzir custos para supermercados, restaurantes, padarias e outros estabelecimentos. A decisão chega depois de uma reunião entre o ministro Luiz Marinho e o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Galassi.
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